Arquivo mensal: agosto 2011

projeto de pai

Se eu era um projeto de mãe iniciante nível 1, o Fábio era um projeto de pai inexperiente nível -5. Ele nunca tinha convivido com um bebê, não dominava a arte de trocar fraldas, dar banho e fazer mamadeiras. Era totalmente novato, o legítimo marinheiro de primeira viagem. Já eu tenho dois irmãos menores e acompanhei todo crescimento deles, o que me deu uma certa noção das demandas do universo bebezístico. Claro que era apenas uma ideia, ser mãe é muito além de qualquer imagem que uma mulher possa ter da maternidade antes de ter um filho.

Acontece que o Vítor nasceu e tanto o projeto de mãe quanto o projeto de pai tiveram que se virar. E diante de tantas novidades e da reviravolta que teve a nossa vida eu vi nascer um paizão. Pai que faz tudo que uma mãe faz (só não dá peito porque não tem leite). Pai que ama com toda força. Pai que eu e o Vítor amamos de todo coração.



Feliz primeiro dia dos pais, Fábio!

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E eu não posso deixar de desejar um feliz dia dos pais para o meu pai também. Pai que pode não ter me dado os olhos azuis, mas de quem eu herdei o meu caráter e os meus valores. Pai de três que hoje é o avó mais apaixonado do mundo.


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Outro registro importante: 14/08/2010, dia que descobri que tinha mais um coração batendo dentro de mim.

Sucos, papinhas e dúvidas

Terça levei o Vítor no pediatra para a consulta de 4 meses. Peso OK. Crescimento OK. Desenvolvimento OK. Daí que o médico olha pra mim e diz: “Agora ele já pode começar a comer frutinhas e tomar suquinhos. Daqui 15 dias pode dar caldinho de feijão”. WHAT???

Sim, fiquei assustada. Eu já imaginava que ele iria liberar logo suco e papinha doce (o feijão nem imaginava que seria agora), porém penso que é muito cedo, não sinto que ele está pronto (a mãe dele pelo menos não está!).

Procurei na internet e li alguns artigos sobre a hora de introduzir alimentos. Confesso que não foi o suficiente para me convencer de que já devo começar. Inclusive achei interessante o que vi sobre esperar o bebê conseguir sentar bem para então oferecer as primeiras papinhas. Acredito que seja mais ou menos por aí (Vítor já senta, mas encostado no canto do sofá ou alguma almofada, a cabeça ainda não está 100% firme).

Uma coisa que mexe comigo é que em breve (daqui uns 20 dias no máximo) o Vítor vai começar a ir na escolinha. E não queria que ele começasse a comer lá (eles só introduzem alimentos quando a mãe autoriza, porém se eu não começar agora em casa o início da fase das papinhas vai acontecer na escola mesmo).

Não quero perder esse momento com o meu filho e ficar sabendo do que ele gosta ou não através de um bilhete da professora. Queria poder curtir cada careta, cada sorriso, cada risadinha.

Agora não sei o que faço. A única decisão que tomei é que vou começar (já comecei na verdade, no dia que ele fez 4 meses) a oferecer suquinho de laranja para o Vítor. Acho que vai ser bom, pois ele está tomando mais complemento do que antes e por isso fica meio trancadinho.

Sugestões? Comentários? Luz no fim do túnel?

E aqui algumas imagens do primeiro suco de laranja do Vítor:


(pai, deixa que eu sei segurar sozinho)


(eca, que coisa azeda é essa?)


(olha que bonito que eu sou, mãe)

4 meses

Hoje o meu pitoco completa mais um mês de vida! Vamos aos marcos do último mês!

Com 4 meses:

– As sonecas estão mais curtas.
– O soninho da noite continua super tranquilo.
– Coloca TU-DO na boca!
– Ama chupar a própria mão.
– Adora bater as perninhas durante o banho (para o desespero da mãe que tem que limpar a bagunça depois).
– Conversa na linguagem bebezística.
– Odeia ficar de bruços (não aguenta nem 1 minuto sem reclamar).
– Ganhou um DVD do Cocoricó e adorou!
– Está com uma careca parcial.
– Ainda mama no peito, mas menos vezes por dia (está tomando complemento cerca de 3 vezes por dia).
– Deu a primeira gargalhada.
– Tomou suco de laranja pela primeira vez (foi hoje mesmo).
– Fechou o mês com 7 quilos e 61 cm.

Precisa ser registrado

Hoje, 22:43, Vítor deu a primeira gargalhada. Embora o papai conteste, foi hoje. Antes era apenas ensaio, risadinhas com sons tímidos.

Eu tava brincando com ele no sofá quando comecei a rir. Ele achou aquilo muito engraçado e morreu rindo da minha cara. E eu morri junto. Morri de amor. Morri de fofura. MO-RRI!

Merece registro, né não?!

Pônei para bebês

Aproveito para tomar banho enquanto o papai cuida do bebê. Do chuveiro ouço alguém cantarolando uma música infantil. Penso: “Deve ser uma das músicas do DVD do Cocoricó que o Vítor ganhou”.

Depois de alguns minutos a música continua. Penso: “Putz, mas eu conheço a música. Qual é?!”. E nada de conseguir lembrar qual é a canção que faz a alegria da dupla na sala.

Acabo o banho, me enrolo na toalha e abro a porta para ir me vestir no quarto. Vejo papai e bebê dançando. Adivinha a música? “Pônei maldito, pônei maldito…”.

Acho que a maldição chegou aqui em casa.

Não sabe do que eu estou falando? Vê aqui ó.

Sobre cabelos e carecas

Eu achava que ia ser a única pós parida do planeta que não ia ficar careca. RÁ! Engano meu! Quase 4 meses depois do parto aqui estou: nadando em cabelos soltos pela casa.

Passo a vassoura ou o aspirador e a limpeza não dura 1 hora. Logo depois já estão lá os fios, “decorando” o piso branco. E como se não bastasse eles se juntam aos pêlos do Dexter. Bagunça completa, né?

Mas nem vou começar a falar em bagunça, senão me deprimo ainda mais. Não consigo manter nada no lugar por mais de 2 minutos. E a lei colegial do “pegou, guardou”, “acendeu, apagou”? Aqui não rola. Simplesmente porque no intervalo entre uma coisa e outra o bebê precisa de atenção, o cachorro começa a roer algum móvel, o telefone toca e assim por diante. Nunca consigo chegar na etapa 2 do processo.

E assim vamos levando a vida. Entre cabelos caídos e no desespero de ficar careca.

Afinal, família careca ninguém merece, né? Papai já tem umas entradas suspeitas (don’t kill me, honey), mamãe perdendo cabelo afu, Dexter também. E o Vítor?! Tá num momento careca parcial. Vejam vocês:

O bizarro mundo da fotografia infantil

Hoje fui levar o Vítor para tirar as fotos de 3 meses dele no estúdio (ele está com quase 4, mas abafa o caso). Toda vez que chego lá enlouqueço: um mês colocam a criança num balaio tipo de índio, outro mês fizeram eu sentar numa coisa de madeira (ui!) com ele no colo (sim, mãe também tem que pagar mico e sair nas fotos!).

Agora adivinhem qual foi a ideia maravilhosa do mês? Malas! Sim, malas, daquelas maletas antigas. Duas. Uma maiorzinha e outra bem pequena. Isso depois de eu ter dispensado um urso gigante mais pra bege do que branco tipo sujo.

Alguém me explica: why? Qual o motivo insano de fotografar uma criança com malas? Ele vai viajar? Fugir de casa? Não! Então não vejo nenhuma explicação!

Tudo bem que o balaio tipo cesto não me parece mais adequado. Meu filho não é uma fruta! Muito menos qualquer outra coisa que se guarde em balaio (não consegui lembrar de mais nada que é colocado em um, mas ok).

Além do mais, eu coloquei uma roupinha toda rock’n’roll na pequena criança. All star, calça justinha, body de caveiras e canguru preto. Super combinando com as malas antigas, né?!

Mas depois de tanta reclamação e mimimi vocês podem me perguntar o motivo de eu levar o Vítor nesse estúdio se eu sei que é sempre assim. Simples, eu explico! A palavra é: promoção. Você leva o bebê todo mês e quando ele completa 1 aninho ganha um poster gigante.

Eu simplesmente amo a palavra promoção. É mais forte do que eu. É algo irresistível. Sem falar que o estúdio em questão é um dos melhores da cidade (lembrando que moro numa cidadela minúscula pequena do interior do RS). Fazer o que, né?! E apesar de tudo quando as fotos chegam eu fico BA-BAN-DO! Nada que um photoshop e um bebê lindo não resolvam! #mãemodesta