No divã

Eu e o Fábio nos conhecemos em Londres. Eu, gaúcha, fui para a Inglaterra em março de 2010 para estudar inglês. Ele, paulista, trabalhava desde junho de 2009 na capital inglesa. Nos encontramos na república de estudantes onde ambos morávamos e que o irmão dele administrava.

Depois de uma semana começamos a ficar. Um mês e já virou namoro. Em julho fomos morar juntos, só nós. Em agosto eu descobri que estava grávida. Em outubro voltamos para o Brasil. Resumão básico da nossa história pré-Vítor.

Um dos motivos que nos levou a voltar para o Brasil foi a questão familiar. Queríamos que o Vítor nascesse aqui para poder contar com o apoio e carinho da família. Outra razão foi bem pontual: meu visto ia vencer e a gente precisava decidir o que fazer. O Fábio tem passaporte português, mas seria uma burocracia arrumar a minha documentação em função da dele, provavelmente não daria tempo de ter tudo em dia antes do meu visto terminar.

Enfim, voltamos para começar a construir nossa vida em solo brasileiro (naquela de seja o que Deus quiser).

O Fábio trabalhou um tempo em casa e depois arrumou outro emprego. Eu não consegui nada enquanto estava grávida, nem como freelancer. Porém agora estou trabalhando na minha área (jornalismo).

Acontece que embora a gente já esteja a quase 1 ano no Brasil ainda não nos sentimos adaptados. Parece que falta alguma coisa. Sempre ficamos imaginando como seria se a gente voltasse para Londres (ou se tivesse ficado por lá). Vivemos numa ponte áerea mental.

Pontos que contam para o Brasil: família, possibilidade de trabalhar na nossa área de formação (coisa que dificilmente aconteceria em Londres), comodidade.

Pontos que contam para a Inglaterra: educação (seria ótimo poder oferecer uma educação bilíngue para o Vítor), segurança, possibilidade de viajar pela Europa e conhecer outras culturas, situação financeira favorável, Nutella mais barata do que no Brasil.

E daí que eu fico viajando (literalmente) num mar de possibilidades. Então quero ajuda das universitárias. Mamães internacionais, como é a vida pós filhos no exterior? Do que vocês sentem falta? Vocês se sentem completas (pergunto mesmo achando que ninguém consegue ser completo depois de morar um tempo no exterior)? Quais as principais dificuldades?

Mamães brasileiras, do que vocês não abririam mão para ir morar em outro país?

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13 ideias sobre “No divã

  1. tchella

    seeeerio? q loucura menina!!! hahaha

    se é p palpitar, eu digo p ir p londres, q vcs querem aqui???? hehehe moooooorro de vontade de morar fora! mas nossa familia jamais deixaria e como trabalhamos em familia… seria impossivel se manter…

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  2. Luciana

    Oi Ananda,

    olha, Londres é meu lugar favorito no mundo e se eu pudesse, me mandaria pra lá com ctza! Amo amo amo…

    Maaassss… eu te digo, morar fora não é facil. Tipo aqui não temos ajuda de ninguém com o Uri. Parece q é exagero meu, mas qdo eu fiquei de costas travadas, o q eu mais queria era alguém da familia pra cuidar dele e dar atençao e dar uma aliviada no Ariel, q tava correndo comigo, com a casa, comida e com o Uri. Há 7 meses q não saimos os 2, há 7 meses q não saimos de casa à noite, enfim, não é facil nao. Fora q ser imigrante não é facil, ainda mais com um bebe. Seria legal pelo menos um de vcs 2 já ir com emprego garantido e estável por la.

    Se quiser saber mais coisas, é só perguntar!!

    Beijos enormes

    Resposta
  3. Carla

    Oi Ananda!
    Questão interessante e que me fez pensar bastante antes de decidirmos morar fora. O que faz falta? Família e amigos, e só. No nosso caso, como já não morávamos na mesma cidade das nossas famílias, a decisão foi mais fácil. Ainda hoje, quando me pego com saudade dos avós e tios do Martin, lembro que mesmo se tivéssemos continuado a morar no Brasil, só encontraríamos a família um par de vezes por ano.
    Pontos positivos de morar fora: educação, educação, educação (no caso suíço, excelente e gratuita), convívio com outras culturas, formação bilíngue, liberdade e segurança, convívio mais próximo com a natureza (Suíça), estilo de vida mais saudável (Suíça).
    Mas claro, o Martin pode crescer, se apaixonar pela cultura dos pais, dar um pé na bunda de tudo isso que a gente pensou para ele e puxar a gente de volta para o Brasil. Acho difícil, mas sei que é uma possibilidade.

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  4. piscardeolhos

    Pãtz, que difícil dar pitaco nessa questão, não é?
    Vamos lá.
    O problema de Londres é que é caaaaara, a bicha!
    O aluguel, por exemplo, é uma grana – o que faz com que muitas pessoas optem por viver no estilo flatmate.
    Mas com o bebê a coisa fica mais complicado, não? a não ser que o flatmate também tenha baby, daí vc tem playdates todos os dias! 🙂
    Antes de tomar a decisão, acho que eu colocaria uns números no papel, sabe? Vc tem alguns sites como o gumtree, que podem te dar uma idéia de preços e localização. também dá pra procurar emprego, mandar CV etc
    Ah! eu também tiraria o passaporte português, teu e do filhote.
    e, uma vez decidido o bairro, daria uma olhada nas escolas ao redor e no tamanho da fila de espera, se houver.
    Existem algumas mães blogueiras que moram em Londres, vc poderia obter informações bem mais precisas com elas!
    E é aquela coisa: tem que pesar o quanto sua família vai fazer falta. Tem gente que sofre muito com a distância.
    Por último, o que conta mesmo é aquela nossa voz interior, saca?
    Eu fiquei “com sequelas” depois de ter morado fora e tive dificuldades de me readaptar ao Brasil – por isso a decisão imediata de aceitar a transferência do marido. Fiquei muuuuuito feliz e não tive dúvidas: VAM’BORA!
    Boa sorte na decisão de vcs, pese os prós e contras e ainda considere planos B e C, um país mais barato, quem sabe? Tenho uma amiga que mora com a familia (aliás, duas amigas) e elas adoram. Quem sabe?
    beijos!

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  5. Nivea Sorensen

    Ananda,
    Acho que você já sabe muito bem que a gente não pode ter tudo mesmo. Como você colocou, existem vantagens e desvantagens em se morar no Brasil e em se morar fora. O importante é que você pese essas duas listas e decida baseado no que é mais importante para você, e claro, para o Vitor e para o Fábio.
    No meu caso, a balança pende para a Irlanda. Se pensar em mim unicamente, não sairia mais daqui. Sinto falta dos amigos e da família, é verdade, e sinto falta da minha profissão. Aqui até encontro trabalho, mas não me satisfaço profissionalmente. Por outro lado, vivo com segurança, num lugar lindo, cheio de verde, tenho liberdade de ir e vir (sem ao menos dirigir) e meu filho vai ter educação de graça e de qualidade. Além da possibilidade (adiada agora por conta do Erik ainda ser muito pequeno) de viajar.
    Como eu disse, essa seria minha decisão se dependesse de mim. No entanto, meu marido também tem a mesma vontade que eu tinha de morar fora e quer muito passar um tempo no Brasil. Também gostaria de dar a minha família a chance de conviver um pouco com o Erik.
    Nesse momento eu enfrento o mesmo dilema que você, basicamente. A idéia a princípio é nos mudarmos para São Paulo no ano que vem, e por lá ficar por pelo menos um ano ou até que o Erik esteja em idade escolar. Mas e o medo de não me adaptar mais? E se não encontrarmos emprego? Enfim, tantos “se’s”.
    Não ajudei, nada né? Mas acho que o mais importante é seguir o coração, e se não der certo, a família está sempre aí para ajudar, não é?
    Um beijo

    Resposta
  6. Mamãe do Otávio

    Ananda, eu nunca saí do Brasil, mas por vezes ja tive o pé na Italia, a única coisa que me prende aqui é a saudade mesmo, sendo que ficar 15 dias em Recife em 2008 me fez chorar quase todas as noites de saudade da minha mãe. Oo
    mas se a saudade é algo que tu consegue driblar, vai fundo!
    hoje em dia não posso nem pensar em sair do país, meus pais morreriam longe do Otávio. rs
    bjão
    e se tu for, antes de ir, queremos muito conhecer vcs hem!
    beijãooo

    Resposta
  7. Renata

    Sabe, eu e marido temos o sonho de nos mudar pro Canada e sabe o que nos segura, a familia..sabe, vc ter um parente a quem recorrer em caso de emergencia? Sabe, vc ter alguem pra te ajudar com o bebe, ou ter alguem com quem deixar o bebe pra vc poder viajar? Tenho amigos com, filhso pequenos que moram no exterior, e sim, a qualidade de vida la fora eh muito melhor que aqui, mas todos se queixam da falta que faz a familia, todos se queixam de criar seus filhos longe dos avós e dos primos…eh algo pra pensar.

    Resposta
  8. Paula

    Como não posso responder, deixo aqui o destaque para o comentário de Elton Etges! haha, apesar do meu ser: Todos ficam ou eu volto junto para Londres! hahahaha

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  9. Milena Lanne

    Pode comentar em post antigo? Bom, nao é tao antigo assim ne? Bom, moro na Italia, mas ja morei em outros 2 paises fora o Brasil: Espanha e Australia. Desde os 18 anos sai do Brasil e minha historia é um pouco de nomade. Meu filho ta nascendo jaja, estou com quase 40 semanas de gestaçao, so na espera. Acredito que pra nos que ja moramos fora, voltar ao Brasil é um choque. infeliizmente as realidades no exterior e no nosso pais sao bem distintas. Concordo com o que a Roberta falou. Analisa todas as opçoes direitnho e tira o passaporte portugues seu e do baby.

    Desculpa comentar de supetona assim, nem me apresentei né?
    Me chamo Milena, se quiser saber mais de mim é so dar uma olhada la no meu cantinho. Beijos flor, estarei por aqui te seguindo e compartilhando coisinhas.

    Resposta
  10. mbresil

    Oi Ananda!
    Cheguei aqui pelo MMqD! E como sou uma mãe internacional, vim aqui dar pitaco nesse post! Acho que a maior desvantagem de se criar um filho fora do seu pais de origem é sem duvida a distância da familia e dos amigos. Aqui a gente so pode contar com a gente mesmo. As pessoas queridas que estão no Brasil acompanham o crescimento da nossa filha (Sofia) virtualmente o que muitas vezes parece pouco. E o lado pratico da vida cotidiana também complica um pouco… é preciso muita organização!
    O lado positivo é que pelo menos aqui na França, mesmo com a crise e tudo, ainda existe muita coisa que nos incentiva a ter e criar os filhos aqui!
    O sistema de saude publico é eficiente, o sistema de educação publico também é. A vida ‘cultural’ da cidade é ilimitada e de qualidade. As bibliotecas publicas estão por toda parte, tem espaço para as crianças e fazem parte do cotidiano da população. Também considero a sociedade francesa menos machista, o que pra mim é importante! Além disso sempre pensamos na riqueza do bilinguismo e da experiência de crescer cercado por pessoas que vem do mundo inteiro…
    Em muitos momentos me pego querendo voltar pro Brasil por inumeras razões. Mas então olho pra Sofia e penso em todas as experiências incriveis que estão ou estarão ao encontro dela aqui e reconsidero sempre. Por enquanto, sinto e sei que estamos fazendo a opção certa pra nos. E assim vamos ficando!

    um abraço!

    Resposta
  11. mbresil

    errata: “…e penso em todas as experiência incriveis que estão ou estarão ao ALCANCE dela..”

    de onde veio esse ENCONTRO…?

    desculpe a nossa falha pessoal!

    Resposta

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