Amamentação: uma nova chance para mim

Minha primeira história de amamentação terminou quando o Vítor estava com 3 semanas de vida. Ele mamou no peito até praticamente 5 meses, mas com 3 semanas tomou leite artificial pela primeira vez, na mamadeira.

A partir daquela maldita mamadeira foi decretado o fim precoce da amamentação, por uma sucessão de trapalhadas.

Eu não sabia amamentar, então sentia dor. O peito encheu, não soube esvaziar. O bico rachou. A pomada não dava conta e eu rezava para a próxima mamada demorar. Vítor dormia bastante e o intervalo entre as mamadas foi ficando grande demais. Minha produção baixou. O bebê cresceu e começou a demandar mais. Daí BAM! O leite artificial e a mamadeira surgiram como um milagre. A criança parou de chorar (viu que era fome, mãezinha?), o peito sarou e fim de papo. Segui com a duplinha peito e mamadeira enquanto foi possível e com 4 meses e pouco aconteceu o desmame natural (?).

***

Situações que hoje consigo enxergar: eu não insisti na amamentação e não me entreguei (a entrega, mas uma vez ela!), não recebi orientação (tanto no início quanto nos momentos de crise, como por exemplo quando o peito rachou), não tive apoio e incentivo (inclusive de pessoas próximas), ouvi muito pitaco e muito blablablá.

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Diante de tudo que deu errado na primeira vez surgiu uma vontade grande de acertar na segunda, de fazer melhor. Claro que o sentimento foi crescendo conforme minha visão da maternidade ia se moldando, da mesma forma que aconteceu em relação ao parto. Então mais uma vez tratei de usar a informação como aliada. Li sobre posições para amamentar, indicações de pomadas, conchas de amamentação, enfim, tudo que poderia me ajudar a construir uma nova história de amamentação. E aqui estamos, no início da nova estrada.

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A Clara nasceu e foi direto para o seio. Ela mamou ainda na sala de parto, diferente do Vítor, que foi pro peito cerca de duas horas depois.

Em casa, a “descida” do leite resultou em peitos gigantes e latejando de dor. Comecei a tirar um pouco depois de cada mamada, com as mãos. Geralmente, eu ia para o chuveiro, pois a água quente ajudava a relaxar. Foram dois ou três dias extremamente cansativos, porém logo depois a produção começou a ficar regulada com a demanda da Clara.

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O que me ajudou e acredito que ainda vai ajudar:

– Tirar o leite com as mãos: no início pode parecer complicado, mas com o tempo a gente fica craque! Eu prefiro tirar o leite no banho, mas também uso bolsa de água quente quando não quero ir para o chuveiro. Daí faço assim: primeiro água quente, compressa ou bolsa de água quente para relaxar. Depois um pouquinho de massagem no seio e por último a retirada do leite, de forma suave, para não machucar.

– Conchas de amamentação: usei principalmente nas duas primeiras semanas, quando meu peite enchia muito rápido. Comprei um modelo da marca Lolly e super indico. Optei pelo modelo 35 S Base Macia.

– Pomada: usei a famosa Lansinoh. Não paguei tão caro, pois um amigo trouxe do exterior. No Brasil o preço é bem elevado, mas vale a pena (e ela rende bastante!).

– Almofada de amamentação: prefiro usar quando o bebê está maiorzinho e mais pesado. Dá suporte e alivia a dor nos braços.

– Bomba de leite elétrica: comprei uma bomba elétrica pensando em estimular a produção quando for necessário e no fim da licença maternidade (volto a trabalhar quando a Clara estiver com 4 meses e meio e quero amamentar exclusivamente até os 6 meses). Por indicação optei por uma Medela Mini Eletric. Ela recém chegou e ainda não testei. Quando começar a usá-la posso escrever mais sobre o assunto.

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Alguém pode dizer: nossa, mas como tu gastou com a lista aqui de cima. Pois é, gastei sim. Mas quer saber? O custo de tudo não ultrapassa 4 ou 5 meses de leite artificial.

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Eu escolhi investir na amamentação e vou me esforçar para construir uma nova história. Uma nova história para mim e para a minha filha, que vai ter leite materno pelo tempo que for possível e que ela quiser. Boa sorte para a gente!

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9 ideias sobre “Amamentação: uma nova chance para mim

  1. Mamãe Roberta Soares

    Tb fiz muitas trapalhadas no incio da amamentação e acabei dando LA pra ele com 7 dias. Mas mantenho a amamentação até hoje por relactação (mais de 9 meses). ele vai fazer 1 ano dia 06 de outubro e tb gastei com várias coisas e mais o LA. Parabéns por sua vontade. Mas fiquei pensando, você não doa este leite materno que está sobrando? Bjs
    http://matheusmeucoracao.blogspot.com.br/

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  2. nandaetges Autor do post

    Que bom que tu consegui fazer a relactação, Roberta! Eu não consigo doar pq não produzo tanto. Apenas nos primeiros dias estava com leite demais, mas agora a produção já se ajustou à demanda da Clara. Além disso, na minha cidade não existe banco de leite (o que é uma pena!). Beijos!

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  3. Mamãe do Otávio

    Vou dar uma de pitaqueira, mas do bem ta!
    Veja bem, graças a uma alma generosa (filha de diarista aqui de casa – TAÍS TE AMO hehe) que veio me visitar no dia seguinte que eu estava em casa do hospital aprendi a amamentar (ela é nova como nós e tinha um filho de 1 ano na época)! ela me ensinou a usar o que chamávamos de “teteira” é aquele bico de silicone sabe? meu mamilo é curto e o Otávio n conseguia abocanhar sem ele!
    agora vem a parte do pitaco…
    sempre ouvi falar que essas bombinhas elétricas são uma bomba =/ depois conta aqui o que tu achou ta! então eu comprei a manual… e sempre que meu peito enchia eu tirava e guardava o leite pra uma outra ocasião (isso a partir no segundo dia que foi realmente quando o leite desceu e meus peitos ficaram enormes) sempre aliviou muito! inclusive eu tirava antes dele mamar pq jorrava no rostinho dele e pq tbm li que o primeiro leite é mais água do que gordura (já leu sobre isso?)e a criança geralmente enche a barriguinha só com a água e acaba não aumentando de peso.
    Espero ter ajudado nem que for um pititico mesmo tu sendo mãe de segunda!
    beijos

    Resposta
  4. Patitando

    Oi Ananda, estou passando para deixar uma mensagem de força para você. Espero que as coisas sejam diferentes com a Clara, mas pelo tom do seu texto, já vejo que você está mais que no caminho certo!
    Acho que eu tive sorte de ter menos pitacos com a Isabella. Porque o começo da amamentação foi super sofrido, peito sangrando e tals, mas eu não desisti. Hoje vejo que a pega dela estava errada, mas com o tempo tudo se ajeitou e ela foi desmamar agora deve ter um mês. Naturalmente e nem sabe o que é mamadeira. Depois que o sufoco inicial passa, a experiência é uma delícia né?
    Ah, eu tenho uma bomba elétrica da Medela, não exatamente igual a sua e devo dizer que gostei muito da minha. Também usei as conchas no começo e lansinoh para aliviar as rachaduras… Também passava o próprio leite no bico do peito para ajudar a cicatrizar.
    Bem, muito legal ouvir seu relato!
    Desejo tudo de bom para vocês, a Clara é linda demais. Tä na hora de atualizar o banner do blog né?
    bj!
    Pati

    Resposta
  5. kelly

    li seu post de amamentação do Vitor e vim te contar aki como foi pra mim. na primeira hr de vida meu filho mamou no peito (foi cesaria, mas ele ficou comigo o tempo todo), e seguimos nossos dias dificeis. Não conseguia posicionar ele no peito e doia demais, rachou, quase empedrou, mas minha santa irma era enfermeira da maternidade ha 9 anos e me ajudou. na primeira semana eu dormia umas tres ou quatro horas por dia, e um dia minha irma me vendo de madrugada acordada ate as 5 da manha e amamentando da 1 ate akela hora achou q eu devia complementar. No começo eu nao quis, achei q nao devia, q deivia ser leite materno exclusivo, mas acabei aceitando. Eu fazia assim: durante o dia era LM exclusivamente, e a noite eu primeiro dava os dois peitos e depois complementava com Nan. e deu certo. Ele dormia um pouco mais saciado e eu conseguia descansar tb. e segui assim por mto tempo, depois foi aumentando as vezes q ele mamava nan pq um dia precisei ir no medico e deixei com minha irma e o nan ajudou( eu nao conseguia tirar mto leite do peito, mesmo tendo mto). Qdo pude mudar pro leite de vaca mudei, e segui no peito tb. Foi assim ate ele desmamar sozinho, ate os 17 meses dele. Eu nao tirei o peito nem nada, ele simplesmente parou de pedir e eu de oferecer pq ele nao tinha mais interesse. ele tinha exatos 1 ano e 5meses qdo desmamou. assim foi comigo, acho q tive sorte dele nao abandonar o peito neh. Mas eh isso, desculpe pelo post gigante rsrs e pelo relato q vc nao pediu mas escrevi mesmo assim hehe. Bjsss

    Resposta
  6. Pingback: Amar dois filhos | projeto de mãe

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