Agora, mãe em tempo (praticamente) integral

A maternidade tem sido uma experiência incrivelmente intensa para mim. Isso desde que eu aprendi a apreciá-la na sua essência e totalidade. Não foi uma tarefa fácil, mas desde que descobri a palavra-chave (entrega, já falei muito sobre isso este ano) as coisas começaram a andar em outro ritmo.

Recentemente, no meu processo de construção e desconstrução materno, uma angústia começou a tomar conta: a volta ao trabalho. Eu deveria retornar no fim de janeiro, depois de 5 meses (4 de licença + 1 de férias), para a minha carga horária diária de 6 horas.

Já tinha feito planos e pensado em alternativas para continuar com a amamentação exclusiva. Fui na escola e conversei com as professoras. Mas nada aliviava o meu nervosismo.

Na verdade não era apenas a insegurança com a continuidade da amamentação que me preocupava. O fato é que eu não estava pronta para me separar da Clara. Além disso, durante a minha licença o Vítor começou a passar muito mais tempo comigo, apenas ficava longe enquanto estava na escola, entre 13 e 17h, e a proximidade fez um bem danado pra mim e pra ele. Ou seja, voltar a trabalhar mexeria com tudo isso.

Foi então que eu tomei uma decisão muito importante: ser mãe em tempo (praticamente) integral (já explico o praticamente). Eu decidi largar o meu emprego e ficar com os meus filhos (isso inclui tirar o Vítor da escola). Foi algo extremamente difícil, pois eu tinha estabilidade, bons colegas, um ótimo ambiente de trabalho. No entanto, tenho certeza, do fundo do meu coração, que agora nada é mais importante do que eu ficar com eles.

Na realidade, eu não vou parar total de trabalhar (aqui entra a parte do praticamente integral). Vou fazer trabalhos com uma agência, com horários flexíveis e atividades que podem ser feitas home office. É algo animador e empolgante, pois já tive a oportunidade de fazer freelas com eles e sempre foram experiências muito positivas.

É uma escolha temporária. Não posso dizer quanto tempo vai durar. Mas por mais que dure apenas uns 6 meses já faz muita diferença. Afinal, 6 meses para um adulto é praticamente nada. Já para um bebê de 3 meses… 6 meses é um salto incrível. Para o Vítor, que está com 1 ano e 8 meses, 6 meses também representa muito.

Pois bem, um novo tempo começa em 2013. Um mestrado para concluir, uma nova jornada profissional. Mas tudo com os meus dois pitocos do lado. E que venham os desafios!

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9 ideias sobre “Agora, mãe em tempo (praticamente) integral

  1. Juliane

    Bom dia!!! Eu tb passei por essa mesma dúvida há 3 anos.. e não teve jeito… virei mamãe em tempo integral… Estou feliz nessa jornada. Passei mais ou menos um mês em depressão, porque a vida mudou muito, mas hoje? Estou feliz, muito, muito feliz desse jeito!!!
    Um beijo!!!

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  2. Ariadne Castro

    Ai Ananda como eu queria poder fazer isso.
    Realmente deixar os pequenos em casa não é fácil.
    Com Maria Laura foi mais fácil porque meu marido tirou licença do trabalho e cuidou dela até um mês atrás, mas agora ela precisa voltar a trabalhar e eu não posso parar, então ela vai para creche por 6 horas (também trabalho meio expediente), mas juro que fico com o coração na mão.
    Estou procurando um jeito de trabalhar home office também e espero que consiga.
    Apoio totalmente sua decisão e prepare-se para as críticas viu, porque o povo adora dar pitaco no que não sabe.
    Bjs

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  3. Renata

    Oi Ananda, vi o link do blog no face da Tamires ai do comentário em cima haha
    Vim aqui conhecer vcs e adorei!

    Desejo toda a sorte do mundo pra vcs nessa nova fase, tenho ctz que fez a melhor escolha nesse momento 😉

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  4. Pâmella

    Oi Ananda, prazer! conheci teu blog através no MMqD!
    Olha só, sou mãe em tempo praticamente integral tb. Tenho o Léo com 3 anos e 8 meses e o Felipe de 1 ano e 6 meses. Não me arrependo jamais de ter tomado essa decisão. Acho que nossa presença nessa fase é muito importante! Sorte das que conseguem realizar isso…
    Como disse, tb trabalho em casa. Fácil? Não, nada fácil! (até escrevi um post sobre isso, se quiser passa lá)
    Mas foi como vc falou, 6 meses para eles é muitooo. Tenho certeza que sua escolha vai valer a pena!
    Boa sorte!
    Beijinhos!

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  5. bemquesequis

    Aiaiai… to aqui com meu pimpolho de 1 mês e já sofrendo com a volta ao trabalho…
    Quem dera eu pudesse largar meu emprego, mas aqui meu salário é responsável por manter 90% das contas da casa em dia, então sem chances!
    O lado bom de ser jornalista é que temos a possibilidade de pegar uns frilas. Se eu pudesse viver só de frilas estaria realizada!
    Parabén pela decisão!

    Resposta
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