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Arte bebezística e desenhos espalhados pela casa

Vítor não gosta muito de desenhar ou pintar, mas na semana passada consegui chamar a sua atenção para uma atividade diferente. Ao invés de apenas rabiscar em cartolinas, como geralmente fazemos, sugeri que a gente elaborasse um desenho e recortasse, para criar uma espécie de enfeite para o quarto dele.

Na hora de escolher o tema da atividade, não tive dúvida: noite. O Vítor é fascinado pela lua e pelas estrelas, então adorou a proposta. Ele me ajudou a pintar o desenho e a colocar o resultado do trabalho pendurado no canto do espelho. Agora, toda vez que passa aponta e fica admirando a própria lua.

Outro critério para a escolha do tema foi a falta de habilidade artística da mãe

Outro critério para a escolha do tema foi a falta de habilidade artística da mãe: não poderia ser nada muito complexo

A participação do Vítor

A participação do Vítor

O resultado final

O resultado final

Esta semana, pretendo fazer um sol com uma nuvem para enfeitar outro cantinho da casa.

E por aí, a criançada gosta de fazer arte? Sugestões para uma mãe sem muita habilidade artística?

Coisas de Vítor

Meu pai torce para o Grêmio e o Fábio para o São Paulo. Meses atrás, Vítor aprendeu a falar “Êmio”, para se referir ao Grêmio. Porém, de uns tempos para cá, passou a chamar o Grêmio de “Paulo” (aparentemente do nada, mas penso que foi o papai que ensinou, em segredo). Agora, sempre que vê o símbolo do tricolor gaúcho, aponta e grita “Paulo!”. Eu tento explicar e digo: “Mas é o Grêmio, filho”. Ele me olha, ri e diz: “Paulo”.

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Vítor sempre faz confusão com os verbos subir, “bi”, e descer, “dê”. De vez em quando ele começa “bi, bi, dê, bi, dê, dê”, pois está com pressa e não consegue pensar o que quer expressar. É super engraçado.

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Quer chamar o Vítor para fazer alguma coisa que ele não quer naquele momento (como comer, ir para o carro, tomar banho ou dormir)? Fácil. Basta dizer que vai contar uma história com os elementos macaco, igreja, prédio, bola e água. E hava criatividade! Um exemplo: “O macaco subiu na torre da igreja e viu a bola perto do prédio. Então, ele foi buscar a bola e depois brincar na piscina com a água”. Outro: “O macaco foi no balanço do Vítor, daí a Preta – nome da cadela da minha mãe – viu e pulou na piscina para pegar a bola que tinha caído do prédio. Mais tarde, a Preta foi na igreja”. Vale tudo! Ele escuta na maior concentração e fica mega interessado.

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Vítor sempre ganha roupas que eram do meu afilhado e não servem mais. Na última vez que minha tia trouxe algumas peças, ele viu e memorizou aquilo. Desde então, quando separo uma daquelas peças para ele usar, ele diz “Tutu”, em referência ao Arthur, meu afilhado. Acabou virando uma estratégia. Toda vez que ele foge de mim na hora de trocar de roupa eu digo que vamos colocar uma roupa do Tutu e ele vem feliz da vida.

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Vítor relax com a roupa do violão, outro elemento que serve na argumentação na hora de trocar de camiseta

Um carro, dois bebês e três horas de viagem

No sábado, fomos para a praia. No total, deveriam ter sido três horas de viagem, mas como era feriado e tinha movimento, acabamos levando quatro. Agora, imaginem o que era a gente com casa, cachorro, papagaio, criançada e a minha irmã, tudo e todos dentro de um carro, por QUA-TRO horas. Imaginaram? Pois bem, garanto que foi pior. Muito pior.

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O plano era sair às 6h (assim como a ideia era de que a dupla fosse dormindo). Óbvio que não conseguimos. Partimos rumo ao litoral às 6h45min. Vítor e Clara acordados e com os olhos arregalados. “Logo eles dormem”, penso eu.

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Primeiros 20 minutos de tranquilidade e depois de um pouco de balanço os dois pegam no sono. Chego a pensar que vão dormir por todo trajeto. Engano.

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Lá pela metade do caminho eles acordam. Vamos de Palavra Cantada para tentar manter a calma. Funciona bem, mas por pouco tempo.

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Clara começa a ficar impaciente, com fome. Carro praticamente parado na rodovia, em função do movimento. Minha irmã, que está atrás com as crianças, começa a apelar para a mochila dos brinquedos.

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“Clara, olha aqui a bonequinha”. Vítor quer o mesmo brinquedo. Dá outro para a Clara. Ela chora. Quer peito. Mamãe canta. Aumenta o volume. Família toda dança. Clara chora.

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Carro anda um pouquinho e peço para parar. Assim, troco com a minha irmã e pulo para trás para amamentar com o carro em movimento. PAUSA. Alguém já tentou isso? Nossa, é uma verdadeira façanha dar o peito sem tirar o bebê da cadeirinha. Haja coluna! Porém, melhor assim do que deixar a segurança de lado. Vamos em frente. DESPAUSA.

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Clara mama um pouco, mas continua nervosa. Vítor começa a ficar entediado. Os dois choram em sinfonia. Aumenta o som, papai!

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CD da Palavra Cantada toca pela quarta vez na viagem. Tento mexer os braços freneticamente no espaço de 30 centímetros que sobra pra mim entre uma cadeirinha e outra. “Tibum, tibum, da cabeça ao bumbum, tibum, tibum, da cabeça ao bumbum”.

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Eu, com meu dom de errar todas as frases de uma música, impressiono com a voz desafinada. Os dois seguem chorando. Tenho vontade de descer e ficar na beira da estrada pedindo carona (claro que apenas para pessoas sem crianças no carro).

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Depois de tanto caos, Vítor se acalma e Clara tenta dormir. Faltam poucos minutos. Alegria geral da nação. Esboço um sorriso.

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Quatro horas na estrada e felizmente chegamos. Eu, Fábio, as crianças, minha irmã, o Dexter (nosso cachorro) e meia dúzia de malas. Só faltou um papagaio mesmo.

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A viagem foi cansativa, no entanto valeu a pena pelos dias que ficamos fora. E tem mais: na volta, eu fui recompensada por dois anjinhos que dormiram a viagem inteira. INTEIRA! Volta de Carnaval sem trânsito e em silêncio. O que mais eu poderia pedir? Consegui até superar a ida turbulenta (e começar a planejar a próxima viagem – afinal, mãe é assim, basta o filho dormir a noite toda que ela já pensa em fabricar mais um).

Peculiaridades de cada um

Da série: coisas que eu não quero esquecer.

Vítor é fascinado pela lua e está sempre a procurando no céu. Transforma qualquer móvel em uma pista para seus carrinhos. Deixa suas bolas espalhadas pela casa, para brincar um pouco com cada uma em um lugar diferente. Fica irritado quando erra um chute. Repete praticamente todas as palavras que a gente diz. Não gosta de escovar os dentes. Adora dar beijos em si mesmo pelo espelho. Come todas as frutas possíveis de se imaginar, algumas com casca e outras com semente. Dança de um jeito apaixonantemente engraçado.

Clara chupa o dedo quando está com sono. Dorme de bruços. Seu brinquedo favorito é um livro de bichinhos que faz barulho. Não gosta de ficar deitada no colo. Dificilmente pára quieta no bebê-conforto. Sorri quando a gente a beija no pescoço. Tem uma manchinha branca abaixo do umbigo. Mama só no peito. Adora ver o irmão brincar. Fecha os olhos quando o Vítor vai fazer um carinho. Acompanha os movimentos do Dexter pela casa.

Só quero fechar os olhos e poder lembrar de cada momentinho com eles para sempre. Amor demais!

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Vocabulário bebezístico

Meu bebê de 1 ano e 4 meses começou a descobrir as palavras. Ele já falava algumas sílabas, mas tudo muito aleatório, nem sempre conectado com algum significado direto (mas vai que pra ele fazia sentido, né?).

Agora aponta para o que quer, faz alguns pedidos pra gente, já expressa as suas vontades. Sem falar que entende tudo que dizemos. Se pedimos para deitar ele vai indo com o corpo para trás, se queremos que ele nos alcance algum brinquedo ele já sabe exatamente do que se trata.

É uma delícia interagir com ele e acompanhar tamanha descoberta linguística e pessoal. Meu bebê começa a se tornar criança!

Então, para registrar, deixo aqui o atual vocabulário bebezístico do Vítor:

– Auau: cachorro
– Vô: vovô e bisavô
– Bol: bola
– Papa: papai
– Mamãe: mamãe
– Tetê: mamadeira de leite
– Mama: mamadeira de água, suco ou qualquer comida
– Popó: Galinha Pintadinha
– Uio: Júlio, do Cocoricó
– Um: é para ser algo tipo “vrum”, que significa carro
– Pipi: passarinho

Smash the Cake

Quando o Cris me procurou para fazer um ensaio fotográfico experimental do Vítor eu topei na hora. Não conhecia a ideia do Smash the Cake, mas logo que pesquisei um pouco sobre o assunto fiquei encantada e louca para saber como seria a reação do baby.

De modo geral funciona assim: fundo branco ou neutro, criança sem muita produção, bem livre. O detalhe é uma torta inteirinha, toda para o bebê brincar, tocar, sentir, comer, destruir, enfim… fazer o que quiser.

O processo de tirar as fotos foi muito divertido. O Vítor entrou no clima e ficou bem solto. Sorriu, fez festa.

E o resultado ficou incrível! Foi realmente uma ótima forma de marcar a passagem do primeiro aniversário.






Gostaram? Foi só uma provinha!

* No blog do Cris também tem um post sobre o ensaio.

Pé por pé

Cansado de engatinhar e arrastar a bunda pelo chão afora, Vítor começou a se arriscar na arte de caminhar. Primeiro ficava em pé apoiado em um móvel. Achou legal a parada e experimentou soltar as mãos. No início não aguentava mais de um segundo e logo sentava. Mas foi evoluindo e logo já aguentava um tempinho a mais, rindo todo feliz da façanha.

Acontece que hoje ele foi além e deu o primeiro passinho na minha direção. Chegou nos meus braços e sorriu. Um marco e tanto no seu desenvolvimento. Com certeza, no seu ritmo, e pé por pé, logo vai começar a caminhar. E a mãe aqui toda boba, de ter agora um bebê praticamente adolescente.