Arquivo da categoria: Fofurices e travessuras

Peculiaridades de cada um

Da série: coisas que eu não quero esquecer.

Vítor é fascinado pela lua e está sempre a procurando no céu. Transforma qualquer móvel em uma pista para seus carrinhos. Deixa suas bolas espalhadas pela casa, para brincar um pouco com cada uma em um lugar diferente. Fica irritado quando erra um chute. Repete praticamente todas as palavras que a gente diz. Não gosta de escovar os dentes. Adora dar beijos em si mesmo pelo espelho. Come todas as frutas possíveis de se imaginar, algumas com casca e outras com semente. Dança de um jeito apaixonantemente engraçado.

Clara chupa o dedo quando está com sono. Dorme de bruços. Seu brinquedo favorito é um livro de bichinhos que faz barulho. Não gosta de ficar deitada no colo. Dificilmente pára quieta no bebê-conforto. Sorri quando a gente a beija no pescoço. Tem uma manchinha branca abaixo do umbigo. Mama só no peito. Adora ver o irmão brincar. Fecha os olhos quando o Vítor vai fazer um carinho. Acompanha os movimentos do Dexter pela casa.

Só quero fechar os olhos e poder lembrar de cada momentinho com eles para sempre. Amor demais!

DSC_0619

Vocabulário bebezístico

Meu bebê de 1 ano e 4 meses começou a descobrir as palavras. Ele já falava algumas sílabas, mas tudo muito aleatório, nem sempre conectado com algum significado direto (mas vai que pra ele fazia sentido, né?).

Agora aponta para o que quer, faz alguns pedidos pra gente, já expressa as suas vontades. Sem falar que entende tudo que dizemos. Se pedimos para deitar ele vai indo com o corpo para trás, se queremos que ele nos alcance algum brinquedo ele já sabe exatamente do que se trata.

É uma delícia interagir com ele e acompanhar tamanha descoberta linguística e pessoal. Meu bebê começa a se tornar criança!

Então, para registrar, deixo aqui o atual vocabulário bebezístico do Vítor:

– Auau: cachorro
– Vô: vovô e bisavô
– Bol: bola
– Papa: papai
– Mamãe: mamãe
– Tetê: mamadeira de leite
– Mama: mamadeira de água, suco ou qualquer comida
– Popó: Galinha Pintadinha
– Uio: Júlio, do Cocoricó
– Um: é para ser algo tipo “vrum”, que significa carro
– Pipi: passarinho

Smash the Cake

Quando o Cris me procurou para fazer um ensaio fotográfico experimental do Vítor eu topei na hora. Não conhecia a ideia do Smash the Cake, mas logo que pesquisei um pouco sobre o assunto fiquei encantada e louca para saber como seria a reação do baby.

De modo geral funciona assim: fundo branco ou neutro, criança sem muita produção, bem livre. O detalhe é uma torta inteirinha, toda para o bebê brincar, tocar, sentir, comer, destruir, enfim… fazer o que quiser.

O processo de tirar as fotos foi muito divertido. O Vítor entrou no clima e ficou bem solto. Sorriu, fez festa.

E o resultado ficou incrível! Foi realmente uma ótima forma de marcar a passagem do primeiro aniversário.






Gostaram? Foi só uma provinha!

* No blog do Cris também tem um post sobre o ensaio.

Pé por pé

Cansado de engatinhar e arrastar a bunda pelo chão afora, Vítor começou a se arriscar na arte de caminhar. Primeiro ficava em pé apoiado em um móvel. Achou legal a parada e experimentou soltar as mãos. No início não aguentava mais de um segundo e logo sentava. Mas foi evoluindo e logo já aguentava um tempinho a mais, rindo todo feliz da façanha.

Acontece que hoje ele foi além e deu o primeiro passinho na minha direção. Chegou nos meus braços e sorriu. Um marco e tanto no seu desenvolvimento. Com certeza, no seu ritmo, e pé por pé, logo vai começar a caminhar. E a mãe aqui toda boba, de ter agora um bebê praticamente adolescente.

Bebê locomotivo

Uma pausa no assunto segundinho para outro anúncio: Vítor começou a engatinhar!

Foi ontem à noite, na nossa cama. Ele estava brincando quando se virou e foi. Simples assim! Como se já fizesse aquilo há anos.

Gritei histérica para o Fábio, que estava na sala, e ele veio ver. Vítor repetiu a façanha e agora é oficialmente um bebê locomotivo.

Quase morri de amor com o gigantesco passo de independência.

Já posso também imaginar minha loucura daqui para frente atrás dele, pelo chão, com uma barriga imensa. Que bom que o papai está cheio de disposição para ajudar, pois vou precisar muito!

Furacão

Vítor nem começou a engatinhar e já virou um furacão. Ele se vira, rola e vai tentando do jeito que dá. Parece uma minhoca desengonçada, coisa linda de ver.

Hoje de manhã acordamos, dei leitinho para ele e troquei a fralda. Quando terminei o deixei no berço com alguns brinquedos e fui tentar escovar os dentes, pentear o cabelo e colocar a lente de contato.

Bobinha eu que achei que conseguiria. Aconteceu mais ou menos assim: mãe no banheiro, bebê chora, mãe vai lá e tira o pé do pequeno do meio das grades do berço, bebê joga o brinquedo no chão, cachorro pega o brinquedo, mãe lava o brinquedo, cachorro pega uma meia do bebê, mãe corre atrás do cachorro, bebê chora que trancou o pé de novo no berço, mãe coloca a pasta na escova, bebê senta e começa a escalar o berço, cachorro late,…

Enfim, levei cerca de 20 minutos para fazer algo que normalmente não ultrapassa 5 minutinhos. Uma verdadeira novela.

E agora eu me pergunto: a tendência é piorar, né? Ad infinitum?

Haja energia em 2012!

Das injustiças da vida

A menina brinca de boneca e escolhe com apenas 7 anos o nome dos filhos. Quando jovem baba nos bebês que vê pela rua e nunca resiste dar uma paradinha na frente daquela loja maravilhosa de roupinha de criança. Conforme vira adulta começa a sonhar com o momento de se tornar mãe.

Daí fica grávida e carrega aquele projetinho de bebê durante praticamente 9 meses na barriga. Fica sonhando com o rostinho do pequeno, arrumando com todo amor o quartinho, a mala da maternidade e todos os detalhes para receber o tão esperado filho. Então a criança nasce e é a mãe que sofre com noites em claro, choros intermináveis, tudo isso durante a recuperação do parto e o início da amamentação.

Acontece que o bebê cresce e começa uma fase mágica, de descobrir os pés, as mãos, o próprio corpo e todas as possibilidades de movimento. Ele interage, come, fica mais tempo acordado e dorme bem durante à noite.

Entre todas as novidades ele descobre a fala. Sim, imagina que coisa mais fofa do mundo um pequeno ser de apenas 7 meses tentando falar? Lindo demais!

Agora pensa bem: o que seria ainda mais fantástico? Que a primeira palavra dele fosse mamãe, claro. Sim, nada mais natural. Mas daí o que ele faz? Olha aqui:

Precisa ser registrado

Hoje, 22:43, Vítor deu a primeira gargalhada. Embora o papai conteste, foi hoje. Antes era apenas ensaio, risadinhas com sons tímidos.

Eu tava brincando com ele no sofá quando comecei a rir. Ele achou aquilo muito engraçado e morreu rindo da minha cara. E eu morri junto. Morri de amor. Morri de fofura. MO-RRI!

Merece registro, né não?!