Arquivo da categoria: Carreira e estudo

Escolhas

O tema carreira X maternidade sempre rende opiniões diversas. O texto que escrevi ontem para o MMqD falava das minhas escolhas e de como funciona a nossa dinâmica familiar aqui em casa a partir disso.

Li todos os comentários deixados no site com muito carinho. Adoro a possibilidade de troca de experiências que a página oferece. No entanto, queria fazer algumas considerações (não sobre os comentários, mas sobre o assunto de modo geral, coisas que não estão no meu texto ou que só me dei conta depois):

– Amar o trabalho e a profissão não faz nenhuma mãe amar menos seu filho. Não existe relação nenhuma entre uma coisa e outra.

– Concordo (e muito) com a ideia de que uma mãe feliz (trabalhando ou não) consegue ser uma mãe melhor para o seu filho.

– Deve-se lembrar que para algumas mães a opção de não trabalhar e ter dedicação exclusiva aos filhos simplesmente não existe. A mulher conquistou seu lugar no mercado de trabalho e muitas vezes seu salário é a principal renda da família.

– Sim, cada mulher sabe o que funciona para ela, na sua realidade e dentro do seu convívio familiar. Uma alternativa maravilhosa que fulana encontrou para conciliar tudo pode não fazer sentido nenhum para mim.

– Sou mãe, logo culpa sinto. Posso ser bem resolvida com minhas escolhas e mesmo assim me sentir culpada em determinadas situações, não?!

– Vale lembrar que certas escolhas não são únicas e eternas. Amanhã mesmo tudo pode mudar e novas necessidades surgirem. Cabe a gente se adaptar e buscar outras alternativas.

E vocês, o que acham? Concordam?

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O fim das férias

Acabou meu período de férias. Quinta, dia 1º, começo a trabalhar.

Pergunta número 1 – FÉRIAS? WTF? Você por acaso não tem um bebê de 4 meses que exige atenção full time, mama no peito e acorda 1971628126 vezes por noite?

Sim, Vítor está 4 meses e meio e demanda muita atenção, colinho, beijinhos e mimos. Ele ainda mama no peito, porém apenas de madrugada e de manhã, nos outros horários não aceita bem e acaba tomando complemento. Nossas noites são tranquilas, geralmente ele dorme bem. De fato não foi um período de férias com sombra e água fresca. Entretanto, chamo de férias por ter parado de trabalhar logo no início da gravidez e ter ficado em casa direto até agora.

Pergunta número 2 – Tu já não estava trabalhando?

Sim, mas trabalhava apenas como free lancer e a maioria dos trabalhos eu conseguia fazer home office. Agora vou continuar com o freela, mas também vou ter um emprego fixo, bate cartão, carteira assinada, com horário e tudo nos conformes. Vai ser em um jornal no horário da tarde.

Agora todas chorA e falam “AHHHH, mas e o blog?!”. Não se preocupem, o negócio pode ficar lento, mas não pára não! Eu tenho insônia, sabiam?! Então bora escrever boladona na madrugada!

Torçam por mim!

Amanhã eu conto um pouquinho de como o Vítor está se saindo na escolinha. 🙂

3 meses

Ando tão avoada que nem registrei aqui os 3 meses do Vítor. Foi no domingo, dia 10. Teve almoço em família e muito mimo.

Agora vamos aos marcos de mais um mês de vida do Vítor.

Com 3 meses:

– Continua dormindo bem, tanto de dia quanto de noite.
– Sorri para qualquer pessoa que dê atenção para ele.
– Adora quando ficamos batendo papo.
– Começou a forçar a cabeça para frente quando está deitado (como se quisesse sentar).
– Descobriu as mãos e adora enfiá-las na boca.
– Consegue segurar brinquedos leves, mas ainda por pouco tempo.
– Virou um babão de primeira, temos que ter sempre uma fraldinha de boca por perto.
– Conheceu o tio Danilo, tio Marcus e a tia Mariana (amigos queridos que vieram nos visitar).
– Curtiu duas visitas da dinda Paula e uma da tia Jú.
– “Falou” no Skype com os avós de São Paulo e com o dindo Fê que mora em Londres.
– Fica pelo menos uma vez por semana com a bisa Ica para a mamãe poder trabalhar.
– Fechou o mês com 6,100 quilos e 58 cm.


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Como trabalhar em casa com um bebê (sem enlouquecer)

Eu não faço ideia de como fazer isso!

Nem bem comecei a trabalhar e já percebi que vai ser mais difícil do que eu imaginava (pelo menos enquanto eu adiar o plano de colocar o Vítor em uma escolinha).

Quero esperar até agosto para deixar meu filhote por N motivos: julho é um dos meses mais gelados no RS, quero tentar evitar que ele pegue gripe ou qualquer virose, tenho medo de comprometer a amamentação, acho ele muito pititico ainda entre outras coisas.

No entanto, tá complicado. Estou absolutamente esgotada. Cansada de querer dormir um dia inteiro para recuperar (que mãe não gostaria de tirar 24 horas INTEIRAS para zerar o saldo de noites com o peitão de fora ou embalando a cria pra lá e pra cá? Hein? Hein? Só eu ou quem mais?).

É casa, marido, cachorro, filho, trabalho, blog e outras pendências. Quem consegue dar conta de tudo? Se você consegue… parabéns, amiga! Pois eu não estou me virando muito bem nessa história. Aqui em casa algo sempre fica sobrando (geralmente a faxina, mas abafa o caso).

Então que estou pensando em alternativas que facilitem as coisas. Faxineira ao menos uma vez por semana é uma das opções. Outra é deixar meu filho mais tempo com a minha avó (o que não tem funcionado muito bem pois ela entope o Vítor de mamadeira, enche a criança de NAN).

Bom… espero conseguir me organizar antes de entrar em processo de surto. E eu que achava que foda era estudar de manhã, fazer TCC de tarde e trabalhar das 6 até a meia noite com jornalismo policial. Não sabia nada da vida ainda. Quero ver quando eu ter um emprego fixo de 6 ou 8 horas diárias. Daí que o bicho vai pegar! #comofas?

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Cadê mamãe?

Daí que mamãe foi trabalhar. Comecei no fim da semana passada. É um retorno lento e bem gradual. Tudo para que o Vítor não sinta muita saudade de mim e se acostume com algumas mudanças na rotina dele.

Eu tinha parado de trabalhar logo que soube da minha gravidez. Na época era gerente de marketing de uma agência de imigração em Londres. Estudava inglês de manhã e de tarde minha carga horária era de mais ou menos 4 horas por dia na empresa.

Tinha uma rotina leve, apesar do meu trabalho ser um tanto quanto estressante. Muita coisa para fazer, cobrança, pressão. Quando pedi demissão senti um alívio imenso, pois foi bem na época em que comecei a enjoar todo santo dia. Além disso, tinha um sono absurdo, coisa de recém grávida.

Com o tempo livre (minhas aulas de inglês logo acabaram) pude me atirar de cabeça nessa vida loka de grávida. Curti cada segundinho. Dormi e comi como se não houvesse amanhã. Comprei coisinhas lindas, organizei o quarto, arrumei e desarrumei mil coisas.

Durante exatos 10 meses (parei de trabalhar no fim de agosto) eu pensei, respirei e sonhei com bebê, fralda, parto, amamentação, leite, mamadeira, chupeta e tudo mais que faz parte desse universo bebezístico O TEMPO INTEIRO. Inteirinho. Só e apenas isso.

Porém, comecei a sentir que estava demais. Deu saudade de ser eu, a Ananda, não apenas a mãe do Vítor. Acredito que seja uma síndrome que atinge boa parte das mães. Normal, né?! Digam que sim!

Então que fui atrás e consegui um novo trabalho. Estou super empolgada, pois é algo ao mesmo tempo diferente de tudo que já fiz (é em uma agência de design), mas ao mesmo tempo vou poder usar conhecimentos diversos que trago de outras experiências.

A melhor parte é o horário flexível. Vou poder fazer bastante coisa de casa, mesmo assim optei por dedicar duas tardes exclusivamente ao trabalho, dias nos quais vou ficar na agência.

E o Vítor? Como vai ficar?

Bom, agora nas primeiras semanas ele tem ficado com a minha mãe ou com a minha avó (geralmente com a minha avó, em função dos horários). No entanto, eu já fui visitar algumas escolinhas e achei uma que aceitaria ele inicialmente duas tardes por semana. Fiquei satisfeita com as instalações e é pra lá que ele vai mês que vem. Vou esperar passar julho, pois aqui no Rio Grande do Sul o frio está terrível e tenho medo das malditas doenças de inverno.

E o coração de mãe? Como está?

Eu estou feliz por voltar a trabalhar e pelo jeito que as coisas estão acontecendo (devagar, gradualmente). Claro que quando deixo o Vítor com minha avó fico com o coração apertadinho, mas como são poucas horas procuro deixar isso de lado, afinal… ele está com pessoas que o amam demais e que vão cuidar dele da melhor forma possível.

E a amamentação?

Tento amamentar antes de sair e na volta. De vez em quando ele sente fome no meio disso (depende de quanto tempo fico fora), daí minha avó acaba dando NAN na mamadeira pra ele. Mas quero me organizar melhor pra a partir de semana que vem combinar com a minha avó para que ela me ligue quando ele quiser mamar. Assim consigo sair e ir atender o filhote. Afinal, a casa da minha avó fica perto da agência e assim vai ser melhor pro pequeno.

Vamos ver como vai ser depois, quando ele for para a escolinha. Mas pode deixar que eu volto aqui e conto tudo!

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