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Eu grito, ele grita, nós gritamos

É oficial: nossa casa é um circo.

Ontem, o Fábio tinha um compromisso de trabalho à noite. Então, fiquei sozinha com a turma no horário mais caótico possível. Era choro atrás de choro. Sempre tinha alguém resmungando, me pedindo algo ou aprontando.

Em resumo: a Clara comeu papel, o Vítor deu macarrão de colher para o Dexter e o Dexter fez xixi dentro da toca de bolinhas das crianças. É mole?

Contudo, o que observei e mais chamou a minha atenção foi que tenho gritado demais. É a minha defesa, a forma de abraçar o terror e, principalmente, de expressar força e não bater. Mesmo assim, tudo isso não justifica tamanha gritaria, né?

Derrubou o giz de cera no chão: eu grito. Bateu na irmã: eu grito. Latiu (o cachorro, no caso): eu grito.

O interessante é que o Vítor começou a reproduzir isso. Agora, tudo que foge do seu controle físico e emocional é manifestado em forma de grito. Um exemplo é quando a Clara começa a chorar. Ele, sem saber o que fazer, coloca a boca no mundo e grita junto. A pequena, assustada, chora mais ainda. Pobres vizinhos!

O comportamento serviu como um alerta. Eu preciso controlar minhas emoções e aprender a lidar com meus sentimentos sem gritar. Além disso, a observação reforçou algo que parece óbvio e simples, mas que de vez em quando esquecemos ou deixamos de lado: as crianças aprendem a partir da gente. Ou seja, é incoerente ensinar a bater batendo, não? O mesmo vale para os gritos. Como vou ensinar a não gritar aos berros?

Agora, uma pergunta que é para ser respondida nos comentários, please: como controlar a energia/emoção/frustração que insiste em sair de forma estridente e ensurdecedora? Como vocês lidam com isso?

Aqui tá difícil, minha gente. O combo bebê doentinho-com-dente-nascendo-e-querendo-engatinhar + mano em pleno terrible 2 está acabando comigo.

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Escola x babá

Semana passada fui visitar uma amiga com bebê pequeno que está vivendo o dilema escola x babá.

Aqui em casa tivemos as duas experiências. O Vítor começou a adaptação na escola com 4 meses e permaneceu até quase 2 anos. Já a Clara ficou comigo direto até praticamente 6 meses e agora fica com a babá quatro manhãs por semana.

O que eu percebo, como principal diferença, é no que se refere às doenças. Frequentando a escola, é inevitável que as crianças fiquem mais expostas e vulneráveis. O Vítor, no primeiro ano de vida, teve virose (mais de uma), gripe, bronquiolite e catapora (que eu me lembre!). Já a Clara, com 8 meses, está na sua segunda doencinha. Ela teve no primeiro mês de vida uma crise de bronquiolite e agora está com sinusite.

Entretanto, cada situação é muito particular. Abaixo uma lista com tópicos que considero importante avaliar na hora de decidir entre uma escola ou uma babá:

– Segurança: a escola é confiável? E a babá? Buscar referências sempre, para ambos os casos.
– Alimentação: a alimentação é saudável e adequada na escola? Em casa, eu continuarei sendo a principal responsável pelo que os meus filhos vão comer, pois a babá vai oferecer o que eu comprar e orientar.
– Financeiro: o que é mais em conta? Uma mensalidade ou um salário? Isso varia muito, também em função do número de filhos e do número de horas (aqui, por exemplo, um salário é mais em conta do que duas mensalidades de meio turno).
– Localização: a escola é perto de casa ou do trabalho? É importante avaliar o tempo de deslocamento, principalmente em grandes cidades. Com a babá existe o conforto de não precisar tirar as crianças de casa, especialmente no inverno.
– Atenção individual: qual o tamanho da turma na escola? A professora tem condições de observar e atender a criança também na sua individualidade?
– Ambiente externo: a escola possui ambiente ao ar livre? As crianças fazem atividades nesse espaço? Eu considero isso muito importante, pois moramos em apartamento e nem sempre conseguimos proporcionar atividades externas com regularidade.

Enfim, como eu disse, cada caso é muito particular. Além do contexto da família, é importante avaliar a idade e as características da criança.

Mas, por enquanto, o que posso dizer é que nossa experiência com babá está sendo muito positiva.

Escrevi mais sobre o assunto em: A opção de ter uma babá.

Expectativa e realidade

A expectativa era dormir as tão sonhadas 14 horas.

Na realidade, fiquei pouco mais de 7 horas na cama, em um deita e levanta sem fim. A Clara simplesmente acordou inúmeras vezes só para me lembrar que eu sou mãe e, provavelmente, só vou realizar meu doce sonho daqui muitos anos.

Fim.

Sonho dourado materno

Já tivemos muitas fases diferentes no que diz respeito ao sono das crianças. Desde períodos de noites maravilhosas, com mais de oito horas de paz, até momentos de caos absoluto, com um berrando em cada quarto a madrugada inteira.

Recentemente, a situação estava tranquila. Vítor acordava esporadicamente e Clara cerca de duas ou três vezes para mamar, mas jogo rápido, colo-mamazinho-berço.

Acontece, caras amigas, que o jogo virou. Faz umas duas semanas que a Clara passou a acordar muitas vezes. E quando eu falo muitas… são de fato muitas (por volta de OI-TO vezes e batendo a marca de mais de D-E-Z na quarta-feira). É mole?

Então, Dia das Mães chegando, sabe como é… eu tive uma ideia! E que brilhante ideia! Sabe o presente de Dia das Mães? Eu troco por uma noite inteira de sono. Mas tem que ser inteirinha e completa, com 12, 14 revigorantes horas.

Gostou da sugestão? Pois vem ver o que a mulherada da blogosfera tá pedindo de Dia das Mães no vídeo especial do Minha Mãe que Disse. Só coisa simples e modesta, como um encontro com a Madonna.

Aproveita e manda o link para o marido, destacando bem a parte dos presentes indesejados. Vai que ele aparece com produto de limpeza, né? Vai saber…

Enquanto as crianças dormem…

Todo dia à tarde faço as crianças dormirem, mas demorou um pouco até eu encontrar um jeito e ajustar a nossa rotina para que os dois deitassem no mesmo horário.

Agora, primeiro, faço a mamadeira do Vítor. Enquanto ele toma, amamento a Clara. Ela logo pega no sono, então posso deitar com o meu menino.

Canto algumas músicas ou conto uma história até ele se acalmar. Depois, fico dando uns tapinhas de leve no seu bumbum.

Durante o tempo em que fico no quarto a minha mente voa. Começo a pensar em tudo que tenho para fazer.

Preciso colocar a roupa na máquina, recolher a louça da mesa. Planejo o lanche da tarde, organizo mentalmente a lista do supermercado. Penso no post que quero escrever e no email do trabalho que ficou sem resposta.

Ao mesmo tempo, o sono vai me seduzindo e a vontade é ficar na cama mesmo. Junto todas as forças possíveis e levanto para, obviamente (rá), fazer tudo que projetei.

Mas adivinhem só. Enquanto as crianças dormem eu vou assistir TV. Ou olhar meus email. Ou simplesmente navegar na internet. Faço qualquer coisa, menos o que precisava fazer. Daí, quando decido mudar o foco e arrumar a bagunça da casa, a dupla acorda. Que azar, né?

#quemnunca

Braços e pernas em forma, mas a barriga…

Semana passada fui na nutricionista. Já estava mais do que na hora de assumir meu corpo atual para conseguir chegar no que desejo.

A questão nem é o peso extra pós-gravidez, pois eu consegui eliminar todos os quilos que ganhei nas duas gestações. O problema mesmo é a gordura que já existia antes e que insiste em me acompanhar.

A consulta foi daquele jeito que as primeiras consultas são: entrevista, conversa sobre hábitos alimentares e a temida hora das medidas e balança.

Confesso que o peso não me apavorou, estava dentro do que imaginava, assim como as medidas.

O que me deixou surpresa foi a avaliação das dobras cutâneas. Acreditam que fui elogiada? É! Braços e pernas super em forma. O motivo? Carregar um moço de 13 e uma moça de 9 quilos no colo para cima e para baixo e subir quatro andares de escada todos os dias, de duas a oito vezes. A vida de mãe tem lá suas vantagens, né?

Infelizmente, em relação a barriga, não posso dizer o mesmo. Ali tá caótico e gelatinoso o negócio. Não vai voltar nunca para o lugar??? Alguém me dá uma esperança?

Confraria Baby

Para quem não sabe, mães, de modo geral, são pessoas que respiram os filhos. Elas vivem falando dos pequenos e têm sempre uma foto para mostrar, seja na carteira, na bolsa, no celular. Comentam sobre a última gracinha, falam de cocô e vômito sem pudor. Enfim, se interessam por tudo que diz respeito ao universo infantil.

Eu sou exatamente esse tipo de mãe e a maioria das minhas amigas ainda não são mães. Ou seja, sinto falta de ter com quem compartilhar assuntos relacionados à maternidade. Aquele negócio de trocar figurinhas, sabe?

Por isso, ver “nascer” um grupo de mães na minha cidade foi uma alegria sem tamanho. Através do Facebook, começamos a comercializar roupas, acessórios e sapatinhos das crianças. Com o tempo, passamos a buscar referências de serviços e a trocar experiências. E ontem, finalmente, conseguimos nos reunir. Pudemos conversar e colocar as crianças para brincar.

Foi um encontro um tanto improvisado, até pelo tempo, que insistiu em atrapalhar os nossos planos. Mesmo assim, valeu muito a pena!

A bagunça rolou solta

A bagunça rolou solta

Um dos trigêmeos da Raquel

Um dos trigêmeos da Raquel

Outro dos meninos da Raquel

Outro dos meninos da Raquel

Dona Clara

Dona Clara

Manu

Manu

Lara

Lara

Lucas, da Daiane

Lucas, da Daiane

Foi difícil fazer uma foto coletiva, tanto que a menos pior acabou com gente cortada :/

Foi difícil fazer uma foto coletiva, tanto que a menos pior acabou com gente cortada :/

Agora, que venham os próximos! A Confraria Baby está montada.

* Se você é de Venâncio Aires/RS e quer entrar no nosso grupo do Face, deixe o link do seu perfil nos comentários que eu adiciono.