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Pobre menino que dorme em um colchão no chão

Ouvi a frase do título quando contei para algumas pessoas que o Vítor não dormia mais no berço. Nem cheguei a responder e expor a minha opinião para evitar prolongar muito a conversa, mas comecei a refletir sobre a alteração.

O Vítor começou a dormir no colchão no chão esta semana, mas já observei duas diferenças importantes:

– Na primeira vez ele acordou, saiu do colchão sozinho e começou a brincar, sem chamar a mãe ou o pai.
– Na segunda noite acordou no meio da madrugada e chorou. Fui até o quarto dele, deitei no colchão e ele pegou no sono do meu lado. Demorou um pouco, mas antes o único jeito de fazer ele dormir no meio da noite era no carrinho (e eu odeio ficar embalando, especialmente quando estou caindo de sono).

A ideia de tirá-lo do berço parte da vontade de que ele tenha um quarto todo pensado nele. Quero que o Vítor possa explorar o seu espaço livremente, sem barreiras de acesso (o berço é alto, por exemplo, e ele não consegue entrar e sair a hora que bem entender).

Então, a mudança de apartamento e a reorganização do quarto foram fatores que me incentivaram a colocar em prática o que já pensava antes. Não gastei nada para adaptar o quarto, apenas peguei um tapete que minha mãe tinha em casa.

Como o quarto era antes, no outro apartamento: sem tapete, com berço, trocador, armário de 6 portas e nada de espaço para o Vítor brincar no chão. Ele geralmente brincava na sala ou no cercadinho.

Como é agora, depois da mudança: o apartamento tem 3 quartos, o que facilitou um pouco. Assim, no quarto extra estão o armário e o trocador. Já no quarto do Vítor estão os brinquedos, todos espalhados pelo tapete, o colhão e o berço (temporariamente, até ele ser desmontado).

Fiquei muito feliz com o resultado, mas quem está curtindo mesmo é o Vítor. Agora, ele passa muito mais tempo no quarto. Além disso, volta e meia estamos todos lá, brincando juntos.

Vejam como ficou (e percebam que é tudo simples, que pouco – ou nenhum – dinheiro é apenas desculpa para não fazer uma mudança assim):






Leia também: Quarto do Vítor – Versão tapete de E.V.A.

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A escola

Já comentei aqui do que espero de uma escolinha. Agora quero colocar um pouquinho da minha experiência de mãe chata que procura a escola perfeita.

Moro numa cidade pequena e não tenho muitas opções. Visitei alguns lugares e consegui vaga numa das minhas preferidas. O que eu levei em conta na hora de escolher:

– Ambiente alegre e colorido.
– Salas com ar condicionado.
– Sistema de interfone (assim a professora nunca deixa as crianças sozinhas, tudo que ela precisa solicita por interfone).
– Portão sempre fechado e trancado.
– Organização (toda comunicação da escola é por escrito pela agenda, assim sempre fico sabendo tudo que o Vítor fez, comeu e que horas).

Além disso, as professoras são atenciosas e muito carinhosas com as crianças, o que conta mais do que qualquer detalhe de estrutura física.

O Vítor se adaptou muito bem à escola, começou ficando apenas algumas horinhas e depois de uma semana e meia já ia o dia todo.

De modo geral não posso reclamar.

MAS… (sempre tem um mas!)

A única implicância que eu tenho com a escola é em relação à alimentação. Tá, o Vítor ainda não come, porém logo vai começar. E eu quero evitar o máximo possível algumas coisas como açúcar e frituras. E daí, como faz?

Por enquanto orientei a escola a não colocar açúcar no suco e no chá que é oferecido para ele. Depois vamos ver como vai ser, um passo de cada vez, não?! Devagar vamos nos ajustando (eu e a escola, a escola e eu).

Viagem, trabalho, mudanças

E daí que no fim de semana o Vítor fez a sua primeira viagem oficial. Fomos para São Paulo visitar os pais do Fábio. Foram 3 dias que passaram voando. Não conseguimos fazer nenhum passeio externo em função da combinação maravilhosa #not do tempo (chuva, frio, nublado). No entanto, deu para curtir bastante a família. Baby conheceu a titia e o primo que ainda tá na barriga. Brincou de montão e ganhou muito colinho!

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Por falar em colinho… eu levei um bebê que estava começando a dormir no berço (assunto para um próximo post, estou com várias pautas mentais) e voltei com um que só quer dormir nos meus braços. Resultado de uma viagem sem carrinho e maiores estruturas. Tive que apelar e fazer o pequeno no embalo mesmo. Mas nada que em alguns dias não volte ao normal.

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Considerações gerais sobre a viagem (talvez elas virem um post expandido, tá na agenda de posts mentais):

– Ótima estrutura a do aeroporto de Porto Alegre para quem viaja com bebê. Fraldário limpinho, carrinho disponível desde do check in até a porta do avião, filas prioritárias sendo respeitadas.
– Já a estrutura de Guarulhos deixou a desejar. O único fraldário que achei era minúsculo, a TAM demorou até providenciar um carrinho e só tivemos acesso a ele depois do raio X (em Porto Alegre o carrinho era da Infraero, não da companhia aérea).
– O Vítor se comportou como um lord! Não incomodou em nenhum trecho da viagem (e olha que teve pedaço de ônibus, de táxi, de avião e de carro).

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Mudando de assunto: faz mais ou menos 1 mês que estou trabalhando em uma agência de design. É um freela e muita coisa consigo fazer de casa. Entretanto começo semana que vem em um novo emprego e tive que colocar o Vítor em uma escolinha.

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Hoje (terça, dia 23, caso o post seja publicado depois) ele começou o período de adaptação. Confesso que estava com o coração apertado, porém deu tudo certo. Segundo a professora ele ficou super bem, mamou no horário e até tirou uma soneca.

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Quando cheguei em casa fui olhar a agenda do Vítor para ver as anotações. Abro e leio isso:

“O Vítor passou muito bem a tarde, é uma criança muito querida, distribuiu muitos sorrisos.”

MORRI de orgulho!