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BLW em imagens

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Brócolis gostoso (só que não!)

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Mano na assessoria (e na partilha)

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Fazendo caras e bocas


O que é BLW? Leia:

Nada de papinhas e sopas: introdução alimentar e BLW
As aventuras de Clara no mundo comestível

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As aventuras de Clara no mundo comestível

Prometi voltar para contar como está sendo a introdução alimentar da Clara. Pois bem, aqui estou. No entanto, antes de mais nada, preciso reconhecer que o processo está lento, quase parando.

Na verdade, é um misto de preguiça e receio. A amamentação está tão bem estabelecida que não dá vontade de mudar nada. Além disso, eu sinto como se não estivesse na hora. É uma conclusão sem muito embasamento, apenas guiada pelo meu feeling materno.

Então, estamos indo bem devagar, respeitando o tempo da Clara e observando como ela está lidando com a nova fase.

Eu tenho incentivado a introdução (ou o projeto de introdução) com base no BLW. Até agora, a Clara já deu umas lambidas em banana, uva, maçã, brócolis e cenoura. Tudo sem muita ordem e critério.

Ela fez cara feia para as frutas e aceitou um pouco melhor os legumes. O brócolis foi o favorito. Ela segura bem direitinho o cabinho e leva até a boca para chupar.

Aqui, um registro dela “comendo” tiras de maçã em um pratinho.

O prato fez mais sucesso que a maçã

O prato fez mais sucesso que a maçã

E assim seguimos… lembrando sempre que até 1 ano a alimentação é complementar e o leite materno o principal alimento para o bebê. Então, sem pressa.

Nada de papinhas e sopas: introdução alimentar e BLW

Nas minhas pesquisas e leituras sobre o universo infantil descobri algo novo que me deixou totalmente encantada: o BLW (Baby-Led Weaning), a introdução alimentar guiada pelo bebê. Trata-se de deixar a criança explorar as texturas e os sabores dos alimentos com as próprias mãos, a partir dos 6 meses. O método é uma alternativa às papinhas e sopas, geralmente oferecidas pelo cuidador com uma colher.

Alguns princípios do BLW:

– Amamentação como base: a fase inicial da alimentação, a partir dos 6 meses, consiste em uma experimentação. Assim, o leite materno deve continuar sendo a base alimentar do bebê. O resto é complementar.

– Descoberta da comida: o BLW permite que o bebê utilize o seu desejo de explorar, de experimentar e de imitar as atividades dos outros. Assim, a criança define o ritmo de cada refeição e prepara-se para a transição para os sólidos da forma mais natural possível.

– Experiência completa: bebês que comem sozinhos têm mais do que apenas o sabor do alimento para focar – experimentam também textura, cor, tamanho e forma.

Dicas práticas para começar o BLW:

  1. Coloque o bebê sentado no colo ou em uma cadeira específica.
  2. Ofereça o alimento e deixe o bebê livre para manuseá-lo.
  3. Comece com alimentos fáceis de pegar, como palitos de cenoura.
  4. Faça com que o bebê participe da refeição familiar.
  5. Escolha momentos em que o bebê não esteja cansado ou com fome, para que ele possa se concentrar.
  6. Continue amamentando ou oferecendo a fórmula como antes. O leite ainda é a principal fonte de nutrientes do bebê, até o primeiro ano de vida. Quando ele precisar mamar menos, vai reduzir por si mesmo.
  7. Disponibilize água durante as refeições.
  8. Não apresse ou distraia o bebê enquanto ele estiver lidando com o alimento.
  9. Não coloque comida na boca do bebê e não tente convencê-lo ou forçá-lo a comer mais do que ele quer.

Adaptado do livro Baby-led Weaning: Helping Your Baby to Love Good Food, de Gill Rapley.

Já conheciam o método? O que acharam?

Eu gostei bastante e para mim fez muito sentido. Inclusive, começamos algumas tentativas com a Clara. No próximo post conto mais como está sendo o processo de introdução alimentar aqui em casa.