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Home office

ou

O que diabos a mamãe tanto faz na frente do computador?

Desde janeiro assumi um novo esquema de trabalho home office. Sou jornalista e estou fazendo trabalhos com uma agência de comunicação. Tenho uma certa demanda que consigo resolver em casa, online. Outra parte das minhas atividades, que envolve contato com clientes, faço em horários alternativos, quando o Fábio chega do trabalho e assume as crianças.

E como alguém consegue trabalhar em casa com duas crianças ao redor?

Então, é bem difícil. Exige disciplina, concentração e foco. Eu, por exemplo, ainda me considero em adaptação e tenho enfrentado algumas dificuldades.

A principal delas é achar um horário para dedicar exclusivamente ao trabalho. Para isso, tenho que encaixar tempo quando as crianças estão dormindo, pois mesmo quando o Fábio está em casa e fica com os dois não funciona, eu me disperso com facilidade. Como a soneca da tarde nem sempre é garantida (também não é sempre que os dois dormem no mesmo horário), o que me resta é à noite (depois das 23h, mais ou menos) ou de manhã (até umas 9h ou 10h, quando eles acordam).

À noite, eu geralmente estou exausta e não consigo fazer nada. Já de manhã, tenho que me fiscalizar para conseguir acordar cedo.

Também é complicado pelos imprevistos, que, obviamente, acontecem quando tenho um prazo no limite de um trabalho super importante. Por imprevistos, leia-se: criança que acordou durante a madrugada, bebê doente, febre, dentes nascendo, enfim, uma infinidade de possibilidades que quem é mãe conhece bem.

Outra coisa que considero negativa é o fato de nunca me desligar do trabalho. Parece que não existe limite entre vida pessoal e profissional. Em uma empresa ou escritório regular, a pessoa vai embora, fecha a porta e pronto, vai para casa ficar em família (claro que também tem gente que leva trabalho para casa, mas parece mais nítida a separação).

Já eu, tenho tudo junto. Meu escritório é na minha sala, meu email de trabalho está sempre aberto no notebook, o celular para amigos é o mesmo que para clientes. Assim, ainda tenho que me adequar para marcar melhor a diferença entre tempo profissional e tempo pessoal, para evitar uma carga desnecessária de estresse.

O que acontece muitas vezes é eu passar o dia inteiro com o computador ligado e volta e meia sentar uns minutos para ver email e responder alguma coisa. De vez em quando também rola um trabalho urgente em cima da hora, daí o jeito é tentar fazer com o Vítor e a Clara por perto mesmo.

Por isso… foco é fundamental! E é nisso que estou deixando a desejar.

Então, justamente por essa falta de foco, acho que estou perdendo em qualidade para os dois lados, tanto quando preciso trabalhar, quanto nos momentos com as crianças. Não me sinto inteira para coisa nenhuma. Sendo assim, conversei com o Fábio e decidimos contratar uma babá para o turno da manhã. O objetivo é me liberar para conseguir resolver tudo que for necessário e depois poder aproveitar a tarde e noite com as crianças.

De tal modo, não preciso abrir mão do que eu tanto queria, que era passar mais tempo com meus filhos.

E lá vamos nós outra vez, buscando o arranjo mais ideal possível para nossa família!

Como é possível ter foco com uma coisinha gostosa assim por perto?

Como é possível ter foco com uma coisinha gostosa assim por perto?

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Escolhas

O tema carreira X maternidade sempre rende opiniões diversas. O texto que escrevi ontem para o MMqD falava das minhas escolhas e de como funciona a nossa dinâmica familiar aqui em casa a partir disso.

Li todos os comentários deixados no site com muito carinho. Adoro a possibilidade de troca de experiências que a página oferece. No entanto, queria fazer algumas considerações (não sobre os comentários, mas sobre o assunto de modo geral, coisas que não estão no meu texto ou que só me dei conta depois):

– Amar o trabalho e a profissão não faz nenhuma mãe amar menos seu filho. Não existe relação nenhuma entre uma coisa e outra.

– Concordo (e muito) com a ideia de que uma mãe feliz (trabalhando ou não) consegue ser uma mãe melhor para o seu filho.

– Deve-se lembrar que para algumas mães a opção de não trabalhar e ter dedicação exclusiva aos filhos simplesmente não existe. A mulher conquistou seu lugar no mercado de trabalho e muitas vezes seu salário é a principal renda da família.

– Sim, cada mulher sabe o que funciona para ela, na sua realidade e dentro do seu convívio familiar. Uma alternativa maravilhosa que fulana encontrou para conciliar tudo pode não fazer sentido nenhum para mim.

– Sou mãe, logo culpa sinto. Posso ser bem resolvida com minhas escolhas e mesmo assim me sentir culpada em determinadas situações, não?!

– Vale lembrar que certas escolhas não são únicas e eternas. Amanhã mesmo tudo pode mudar e novas necessidades surgirem. Cabe a gente se adaptar e buscar outras alternativas.

E vocês, o que acham? Concordam?