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Senta que lá vem história: o cocô

Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree

É óbvio que o melhor post do mundo tinha que falar da maior merda da humanidade e, principalmente, da maternidade: o cocô.

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Antes de ser mãe eu jamais poderia imaginar que um dia teria tanto contato, digamos assim, com cocô. Que ele faria parte da minha rotina e, inclusive, dos assuntos do dia, repassados com o marido entre uma garfada de comida e outra.

– Amor, o Vítor fez cocô hoje?
– Fez sim, duas vezes.
– E como tava?
– Ah, o primeiro um pouco mole, mas o segundo normal.
– Gostou do tempero da carne?
– Sim, ficou muito bom.

E a conversa continua, naturalmente.

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O primeiro cocô do recém-nascido é chamado de mecônio. Digamos que a aparência é bem assustadora, especialmente quando você tem o primeiro filho, está na maternidade e não faz a mínima ideia do que vem pela frente.

Quando eu estava no hospital com o Vítor e ele fez o tal mecônio não fiz a menor questão de limpar. A enfermeira se ofereceu e eu aceitei. Foi quase um “toma que o filho é teu”, mas na verdade era meu. De qualquer forma, não me arrependo. Foi um a menos. “Mas é bom para aprender”, já diria a minha vó. Como se fosse faltar oportunidade para eu aprender (na marra) o que é limpar bundinha de neném.

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Agora um “quem nunca” especial de mãe de primeira viagem. Qual mãe de RN que nunca jogou no senhor supremo Google algo do tipo: “Cocô normal de bebê”, “Cocô esverdeado” ou “Meu filho está X dias sem fazer cocô”. Detalhe quando a busca é através do Google imagens ou quando o site de maternidade possui uma galeria de fotos na notícia sobre cocô de bebê.

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Lindo é o dia em que o baby faz o primeiro explosivo em casa. De preferência quando tem visita. O povo vai para o quarto analisar a situação, mas na hora de colocar a mão no lenço umedecido todo mundo corre.

A mãe fica com cara de pânico, pois não sabe nem por onde começar. A situação é crítica praticamente do pescoço até os joelhos. Se for no inverno então… uma beleza. Tira o casaco, a roupinha, a calça de pijama que está por baixo e na hora de tirar o body chega o desespero. Nada que não possa ser resolvido sem sujar um pouquinho do cabelo da criança, que pode ser limpo com o cantinho de um paninho molhado na baba da mãe.

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E é claro que o primeiro explosivo tem que ser fotografado. Nada como registrar o bebê todinho sujo de cocô. Detalhe é quando as belas imagens caem na mão de outra pessoa qualquer, ou melhor, na mão de um colega de trabalho. Deixa que eu explico.

Uma vez um colega me passou umas fotos para eu colocar no site de um evento que fiz assessoria. Só que no meio dos arquivos estavam umas vinte fotos do filho dele, recém-nascido, lambuzado de cocô.

Fiquei meio sem jeito, mas como sou mãe fiz que entendi a situação. No outro dia ele se dá conta do que fez e me liga todo errado, pedindo desculpas. No fim da ligação ele diz: “E vê se não publica as tais fotos no site”. Pode deixar! Não publicarei.

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Tem um lugar que toda vez que o Vítor vai faz cocô. É na casa da dinda dele. Desde pititico ele chega lá, se ambienta e pronto: enche a fralda.

A estreia do ritual que foi incrível. Eu, mais atrapalhada impossível, fui em um dos quartos limpar. Deitei o bebê na cama, direto no lençol e comecei a tirar a roupa. Óbvio que o cocô tinha vazado e já sujou de cara o lençol. Enquanto tentava tirar o excesso Vítor fez xixi na modalidade mais amada pelas mães de meninos: o xixi de jatinho, que voa longe. Sujou a toalha e a roupa limpa que estava próxima e eu iria colocar nele. Sem falar que respingou também na minha roupa.

Enfim, caos absoluto e duas importantes lições. Primeira: nunca troque a fralda do bebê sem um trocador ou algo sujável, digamos assim, embaixo. Segunda: nunca confie em um pipi.

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Pior que a gente pensa que conforme a criança cresce o cocô melhora. Que nada, se você quase tem um tréco com as melecas de um RN espere a introdução dos sólidos. O cheiro piora mil vezes e as cores variam em uma paleta de arco-íris. Um dia cor pêssego, outro roxo beterraba, mais tarde um laranja cenoura. É quase uma obra de arte bebezística.

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O bom do aroma exaltado que o cocô adquire é que você nunca vai ficar sem perceber que a criança está suja. Primeiro que perto de um ano ou um pouco depois eles geralmente procuram um cantinho mais discreto para fazer cocô. Depois que fazem uma careta melhor que a outra, chegam a ficar vermelhos de tanta força. Terceiro que até o cachorro sente o cheiro e vai verificar a fralda do bebê. Não tem como se enganar.

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E como não tem engano, começa a fase do empurra. A mãe comenta, despretenciosa: “Tá na hora de trocar a fraldinha”. O pai logo responde: “Tua vez”. A mãe replica: “Eu troquei a última”. E assim vai, ad infinitum. Afinal, todos sabem, possivelmente até a vizinha do andar de baixo, que é caso de número dois.

– Mais informações sobre o concursono MMqD.
– A votação começa no dia 15 de junho, através do Facebook.

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Das coisas que apenas os pais entendem

– A felicidade quando aquele maldito pum/cocô finalmente sai (depois do bebê se contorcer por horas e horas).

– O malabarismo de sair de casa com bolsa, carteira, bebê conforto, criança, chave, máquina fotográfica, filmadora e bolsa do baby.

– O sonho de conseguir ser pontual.

– A importância de ter sempre roupa extra na bolsa do bebê (kit completo).

– As manobras para colocar o pequeno no berço ou carrinho sem acordá-lo.

– A dor de uma vacina naquele bracinho/perninha gorducho(a).

– A tranquilidade de falar sobre vômito, cocô e outros assuntos do gênero durante as refeições.

– A supremacia da frase: “Não se mexe em quem está quieto”.

Da série: coisas que só acontecem comigo

Segunda de noite. Onze horas. Mamãe aqui acabada de tanto sono, quase dormindo sentada. Estou com o Vítor na minha cama, pois ele tinha acabado de mamar e ia dormir. Peço para o Fábio o kit fralda, pois vou trocar o baby rapidinho ali mesmo. Tiro a roupinha dele, abro a fralda e como já estou no automático puxo a outra para colocar. Mas… surpresa! Fábio grita: não tira a fralda, tem cocô! Exatamente, eu ia lambuzar toda a minha cama, não estava mais nem vendo o que fazia. Sorte que tinha alguém acordado na história… senão a sujeira ia ser grande!