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Braços e pernas em forma, mas a barriga…

Semana passada fui na nutricionista. Já estava mais do que na hora de assumir meu corpo atual para conseguir chegar no que desejo.

A questão nem é o peso extra pós-gravidez, pois eu consegui eliminar todos os quilos que ganhei nas duas gestações. O problema mesmo é a gordura que já existia antes e que insiste em me acompanhar.

A consulta foi daquele jeito que as primeiras consultas são: entrevista, conversa sobre hábitos alimentares e a temida hora das medidas e balança.

Confesso que o peso não me apavorou, estava dentro do que imaginava, assim como as medidas.

O que me deixou surpresa foi a avaliação das dobras cutâneas. Acreditam que fui elogiada? É! Braços e pernas super em forma. O motivo? Carregar um moço de 13 e uma moça de 9 quilos no colo para cima e para baixo e subir quatro andares de escada todos os dias, de duas a oito vezes. A vida de mãe tem lá suas vantagens, né?

Infelizmente, em relação a barriga, não posso dizer o mesmo. Ali tá caótico e gelatinoso o negócio. Não vai voltar nunca para o lugar??? Alguém me dá uma esperança?

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Praia, bunda e a inveja materna

No fim de semana fomos para a praia. Viagem de 3 horas que se transformou um um tormento de 5 horas. Vítor entediado e Clara com ódio do bebê conforto. Choradeira louca e uma mãe quase descendo no meio do caminho para voltar a pé para casa.

Mas nada como chegar no litoral, colocar os pés na areia e observar a bunda alheia enrolada em uma saída de praia que não podia ser tirada nem por decreto. Lá estava eu, toda fútil, tirando a cor nude cidade do corpo. Enquanto isso, fazendo teorias mil sobre cada bunda que passava na minha frente.

Claro que na minha cabeça doida de mãe existe apenas uma hipótese: quem tem bunda bonita não é mãe. E, se for mãe, é atriz, modelo ou famosa que não se dedica ao filho e faz loucuras para voltar ao corpo de antes, incluindo combo de cirurgias plásticas. Isso não necessariamente exprime a minha verdadeira opinião sobre o assunto, apenas foi um consolo que encontrei para conseguir exibir minhas curvas pós-parto na beira do mar sem tanto constrangimento.

Então, para o meu desespero, acontece o seguinte. Minha irmã foi comprar um picolé e uma família se aproxima do vendedor. Veja bem, uma mulher com 3 filhos, eu disse T-R-Ê-S filhos, exibe uma bunda perfeitamente aceitável (sinta a minha dificuldade em assumir que era uma bunda super em forma). O mais novo estava no colo do pai e tinha uma chupeta na boca, devia ter no máximo uns 2 anos e meio. E A MÃE ERA GOSTOSA. Nenhuma lembrança de gravidez. Celulite zero. Estria nem sinal.

Tentei argumentar (comigo mesma, claro) que ela podia ser famosa e se enquadrar no que falei acima. Mas não, parecia uma mãe normal, do tipo que a gente encontra na espera do consultório do pediatra ou no parquinho.

Até que achei um detalhe que não tinha observado antes. A família estava sentada na área de um condomínio fechado, do tipo coisa phyna, losho e riqueza. Bingo! Ta aí a minha redenção. Ela podia não ser atriz, modelo ou famosa, mas era ryca!

Agora, eu poderia voltar para o meu consolo. Fui para casa e acabei com tanto rancor em meia dúzia (ok, possivelmente uma dúzia) de brigadeiros. Na segunda-feira, de volta da praia, tratei de começar a procurar uma bicicleta para comprar. Já era tempo! Vou passar de quem inveja para quem é invejada (tive que rir com a frase, mas anotem isso e me cobrem depois, plis!). Bunda gostosa verão 2014, aí vamos nós!

Sobre o corpo, a mente e a alma depois do parto

PARTO

No fim da gravidez eu só pensava na hora do parto. Pesquisei, li, busquei informações. Queria saber tudo que poderia acontecer, o que eu iria sentir, como seria.

Quando a bolsa estourou não conseguia acreditar que era verdade, que o momento que eu tanto esperava estava ali, acontecendo, no gerúndio mesmo.

Banho, contrações, hospital, dilatação, sala de parto, dor, força, bebê. Tudo isso em 1 hora e 17 minutos (a bolsa estorou às 20:22 e o Vítor nasceu às 21:39). Ou seja, meu corpo invadido por hormônios e seguindo os passos da minha natureza interior em segundos.

Meu parto foi normal e rápido, mas não escapei do fórceps e da episiotomia. Acredito que por isso minha recuperação foi um pouco mais lenta e dolorida. Eu me sentia bem, porém os pontos estavam ali para me lembrar o tempo todo que eu recém tinha parido. Aliás, um dos pontos ainda está ali, mesmo depois de quase 2 meses (essa semana eu tenho consulta e vou me despedir desse resquício do parto).

Sabe que foi estranho, mas por mais que eu tenha preparado meu corpo e minha mente para o parto muitas coisas foram diferentes do que eu imaginava. Não que isso tenha causado alguma frustração, apenas me mostrou outras possibilidades. Por exemplo: li relatos de parto normal, parto normal induzido, parto natural, parto em casa, cesárea, mas nenhuma vírgula sobre parto com uso de fórceps. Nada, nadinha. Outro exemplo: em todos os relatos as mães descreviam o momento do nascimento do filho como mágico, sublime. Sorry, não senti nada disso. Era como se eu estivesse em outra órbita, vendo tudo acontecer sem ser a protagonista da história. A dor era tanta que não conseguia nem falar. Eu estava muito concentrada e demorou para eu me situar novamente.

Claro que hoje quando lembro do parto eu fico emocionada. Tento guardar cada segundo na minha memória. Agora, sem dor, sem sangue e de pernas fechadas eu posso afirmar que aquele dia foi realmente mágico, especial. Entretanto, na hora eu estava fora de mim.

AMAMENTAÇÃO

Depois do parto é a vez do corpo trabalhar para amamentar o pequeno ser que acaba de nascer. No hospital foi tudo tranquilo, os primeiros dias em casa também. Não sei dizer exatamente o dia que o leite “desceu”, lembro só da sensação do seio pesado e quente.

Então eu e o Vítor fomos nos conhecendo e tudo estava ótimo até o peito rachar. Nossa, quanta dor! E para completar o pequeno queria só mamar! Ou seja, ficava pendurado em mim. Daí depois de uma noite inteira com ele mamando quase que sem parar eu entrei em desespero e tive que apelar para o leite artificial. Só assim o menino sossegou e consegui recuperar meu seio.

Fiquei chateada em ter que oferecer NAN para o meu filho, mas tentei não pensar muito nisso. O bom foi que o leite artificial e a mamadeira me deram fôlego para eu me concentrar mais na amamentação, ter mais paciência. Além disso, ganhei um pouco de liberdade, pois agora posso deixar o Vítor com o pai ou com a avó sem me preocupar se ele vai sentir fome.

BABY BLUES

Baby blues é um período de melancolia pós parto. Eu fiquei um pouco deprimida por aproximadamente uma semana depois do nascimento do Vítor. Chorava por qualquer coisinha, estava super emotiva. O Fábio chegava a rir de mim quando eu começava a fazer biquinho.

Acho que faz parte do período de adaptação mesmo. Primeira semana com o novo interante da família, muitas visitas, sem tempo para cuidar da casa, dar atenção ao cachorro, enfim… muitas tarefas e novidades. Eu me sentia frustrada por não conseguir dar conta de tudo. Sou um tanto controladora, gosto de estar por dentro do que acontece ao meu redor. Muitas coisas prefiro fazer eu mesma do que pedir ajuda. Daí que quando o Vítor nasceu eu precisava me dedicar totalmente, quase 24 horas de atenção para ele. Sem falar que eu estava cansada. Sem falar que eu sentia dor. Foi complicado, mas tive que ceder e aceitar todo suporte que a minha família oferecia. No fim das contas deu tudo certo e o baby blues logo foi embora!

Claro que nem tudo é só alegria agora. Têm dias que não consigo fazer o que eu gostaria. Qualquer dorzinha de barriga muda a nossa rotina e deixa o bebê carente, querendo muito colinho. Aliás, ter uma criança em casa faz com que a vida não seja nada prevísivel. Então às vezes eu me sinto frustrada mesmo, não tem como fugir desse sentimento de #mãedemerda, principalmente quando eu fico sem saber o que fazer.

CORPO

Nova vida, novo corpo. E que corpo! Seios gigantes, estrias por todos os lados (algumas que eu não enxergava durante a gravidez me apavoraram depois que o barrigão foi embora).

Entretanto o que mais me apavorou mesmo depois do parto foi a pança. Gente, o que é aquilo? O Vítor nasceu domingo de noite. Segunda de manhã acordei às 6 e quis ir direto para o banho. Quando tirei o modelito gracioso do hospital fiquei chocada com a gelatina que estava instalada no meu ventre. É assim?! Tchau bebê, olá flacidez mode ON turbo total?!

Tive que recorrer à cinta pós parto tamanho GG (tão maravilhosa quanto um sutiã de amamentação BEGE). E aquele tréco me apertava de um jeito que tive que ser persistente para aguentar firme e não jogar a peça pela janela.

Mas agora, quase 2 meses depois, a barriga já está voltando para o lugar dela. Durante a gravidez engordei 13 quilos. Uma semana depois me pesei e tinha perdido 8. Atualmente não sei meu peso, porém acredito que mais uns 2 também devem ter ido embora.

MATERNIDADE

Não existem clichês palavras para descrever o sentimento de ser mãe. É algo que nasce no coração, brota no corpo e costura nossa alma.

Apaixonada, é assim que estou. Cada dia mais. Para sempre mais.

Mazelas da gravidez, parte III: calor

Ai, o calor.

Nem sei como definir o desconforto incrível que sinto mesmo nos dias mais amenos. Eu estou sempre com calor! Sempre!

Chega a ser repetitivo, pois acabo reclamando de meia em meia hora.

Uma das fantásticas explicações para a grávida sentir de forma ainda mais ardente o verão tem relação com o aumento da progesterona, hormônio que interfere na temperatura do corpo.

A verdade é que não adianta, o jeito é aprender a driblar o maldito calor. Beber bastante líquido ajuda na hidratação, além disso, o ventilador e o ar condicionado são ótimos aliados. Só cuidado para não matar o maridão de frio. Ele agradece!

* Imagem do site da Crescer.