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Murphy materno ao quadrado

Hoje é aniversário do Vítor. Acordo, vou trabalhar, já ansiosa para a festinha programada para o fim da tarde.

Obviamente, como toda mãe que acha que dá conta de tudo, escolho preparar os doces, afinal, pouco trabalho é bobagem. Tudo comprado, separado, “é só fazer”.

Eis que antes do meio dia, quando estou saindo do trabalho e já com a cabeça no que tenho que fazer, recebo uma ligação. É o Fábio, que não poderia me buscar, pois o pneu tinha furado. Fala sério. Justo hoje, eu penso. Mas ok, ligo para a minha mãe que me dá uma carona. Problema resolvido, imagino.

Chegando na frente do prédio, vejo um caminhão da companhia de energia elétrica trocando um poste de luz. Tento tocar o interfone para a babá abrir a porta, mas nenhum sinal. Daí relaciono o caminhão e me dou conta que todos da rua devem estar sem luz. Bingo. Fudeu.

Sem chave, sem o número da babá na agenda do celular, sem luz. Para completar, sem comunicação com o Fábio, que está sem celular nos últimos dias. O que fazer? Gritar, na tentativa da babá ouvir e me salvar.

Olho para cima e adivinha: Murphy me ama, janela FECHADA. Eu podia morrer berrando que ninguém iria escutar.

Minutos depois, após tostar no sol, a babá abre a janela e me vê. Desce e me socorre. Consigo almoçar com as crianças, mas fico sem luz até quase às 16h, tendo uma festa marcada para às 17h30min no apartamento.

Sufoco de mãe. A gente vê por aqui.

By the way, a festinha foi um sucesso. Ainda esta semana falo mais sobre ela e sobre o novo layout do blog, que ficou lindão, né?

Uma noite daquelas

Louça na pia, chão virado em pó, sujeira e cabelos. Na geladeira uma pizza velha e no armário as opções são reduzidas a miojo. Não, eu não sou uma universitária que mora sozinha. Sou uma mãe que não consegue dar conta de tudo. Por tudo entende-se trabalho, marido, filho, cachorro e mestrado. Observe que os itens da lista não estão em ordem de prioridade.

Hoje foi uma noite daquelas. Além da bagunça, bebê chatinho e mãe irritada. Ou seria simplesmente mãe irritada? É possível, pois minha mente de grávida altamente perturbada pode manipular as situações e fazer com que eu imagine coisa onde não tem.

Daí que tudo me tira do sério. Bebê briga com um prato de arroz, feijão e carne (sim, ele tinha uma marmita garantida), mas enlouquece quando vê o meu miojo (vai entender, né?). Ele também tá na fase de jogar qualquer objeto no chão mil vezes. Eu junto, devolvo, ele joga de novo. Se eu não pego ele fica furioso e começa a bater na própria cabeça ou se jogar para trás. Posso com isso?

Como se não fosse suficiente, depois de alguns meses com o pipi comportado, Vítor resolve fazer xixi no trocador quando tiro a roupa e a fralda para levá-lo pro chuveiro com o pai. Foi a coroação da noite!

Isso sem falar no livro que preciso ler pra quinta e nem tenho a cópia ainda, nos preparativos pro aniversário do Vítor e outras mil coisas na cabeça!

(Eu avisei que posts desabafos poderiam aparecer em breve. Eis o primeiro!)