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Dúvidas absurdas de uma grávida enlouquecida

Uma característica da Ananda-grávida é fazer perguntas mirabolantes o tempo inteiro sobre o futuro próximo. Não sei se a explicação é hormonal, creio que seja. Só sei que tem que ter paciência (a do Fábio, coitado, tem que ser infinita).

Exemplos recentes:

– Como vou dar conta de cuidar de dois bebês durante todas as manhãs (Vítor vai na escola só de tarde)?

– Como vai ser o primeiro encontro do Vítor com a irmã?

– Quanto tempo vai durar o parto (dizem que o segundo é mais rápido, então se o primeiro foi vapt-vupt, como será o segundo)? Vai dar tempo de chegar no hospital (dois medos inexplicáveis que eu tenho: ganhar bebê na rua e a bolsa romper em algum lugar que não seja a minha casa)?

– Vou conseguir tirar a minha sagrada soneca depois do almoço no fim de semana com dois filhos? Preocupação master!

– Vou conseguir sair de casa com dois bebês sem a ajuda de alguém? Como vou carregar tudo que preciso? Vai ter mão pra tudo?

E segue por aí. Detalhes que as perguntas surgem quando o Fábio tá quase, quase dormindo. Ele dá respostas super animadoras: “Aham”, “Com certeza”, “Sim, amor, agora dorme um pouquinho”.

Pelo menos eu sei que sou chata, né?

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Das perguntas que só eu tenho

Existem algumas perguntas que nunca vi nenhuma mãe fazer. Não sei se o problema é aqui em casa ou se são coisas pequenas que passam batidas para outras famílias. Alguém me ajuda?

1 – Banho. Vítor adora o banho. Mas na hora de sair é uma guerra. Mas não é do tipo ele chora. Não. Ele se desespera. Grita, berra, me chuta, joga tudo no chão. Colocar a roupa é uma tarefa que exige MUITA paciência e uma boa dose de esforço físico. Agora a pergunta: o que fazer? Vai ser assim para sempre? Juro que achava que ia passar, ele iria acostumar, porém já faz tempo que a situação se repete.

2 – Sono. Vítor dorme muito bem, mas se mexe muito. Deito ele de um lado e quando vou ver ele está no pé do berço, todo virado. Até aqui tudo bem. A questão é: não tem lençol ou coberta que pare em cima do moço. Como vai ser no inverno? Qual a solução? Por mais que eu encha ele de roupa, no friozão não vai ser suficiente (sem falar que é um saco dormir igual boneco de neve). Alguma ideia ou simplesmente amarro ele na cama?

3 – De novo o sono. No vira pra cá e pra lá da noite o Vítor acaba trancando a perna, o pé ou o braço nas grades do berço. Tem vezes que chega a acordar chorando desesperado por não conseguir se virar e assim acaba se machucando. Sei que alguém vai dizer: “Usa protetor de berço”. Mas e aquele papo de que é mais seguro um berço sem nada para o bebê? Até tenho protetor, mas ele é pequeno, mais para cabeceira da cama. Como faz?