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Estudo x Maternidade

Conciliar estudo e maternidade é um grande desafio. Sim, é possível, mas não sem ajuda e malabarismo.

Eu fui aprovada na seleção do mestrado quando engravidei da Clara. Recebi em uma semana a notícia de que tinha ganho a bolsa que tanto queria e na outra um positivo em um teste de farmácia. Foram duas grandes novidades que surgiram ao mesmo tempo e o negócio era dar um jeito.

A barriga e a pilha de livros para ler aumentavam na mesma proporção. Tentava direcionar os trabalhos e as leituras para os horários em que o Vítor estava dormindo. Além disso, no fim de semana contava com a minha mãe, que o levava para passear e me dava algumas horinhas de silência para estudar.

Grávida de seis meses participei de um evento e apresentei um trabalho em Santa Maria, cidade que fica a aproximadamente 3 horas da onde moro. Contei com a ajuda do meu avô, que assumiu a direção e me levou até a universidade, para que eu viajasse com mais conforto.

Fui nas aulas até duas semanas antes da Clara nascer e só parei pelo medo de entrar em trabalho de parto na estrada (a instituição onde faço o mestrado fica na cidade vizinha, 30 minutos de distância). Em casa, já de licença, corri contra o tempo para finalizar os artigos das disciplinas em andamento.

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Eu, Clara e Benjamin refletindo sobre narrativas

Quando a Clara nasceu, continuei ativa na universidade. Com 3 semanas, a pequena me acompanhou em uma palestra. Nos meses seguinte, foi comigo em uma defesa de dissertação, em reuniões do grupo de pesquisa e orientações.

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Que palestra chata, mãe! Vou dormir

Minha ajudante na apresentação do grupo de pesquisa

Minha ajudante na apresentação do grupo de pesquisa

É difícil? Sim, sem dúvidas. Achar tempo para estudar entre uma mamada e outra, escrever projeto de dissertação com o Vítor batendo na porta e gritando mãe, ler com música infantil de fundo, tudo isso acontece… e muito! É complicado conseguir sentar e me concentrar exclusivamente no que preciso, mas enfim, para tudo a gente tem que dar um jeito.

Tenho a sorte de ter uma verdadeira equipe ao meu lado, que me incentiva e ajuda em tudo que é necessário. O Fábio, meus pais e meus avós ficam com as crianças, me dão força e motivam o tempo todo. Além deles, tenho que agradecer meus colegas e a equipe do mestrado, em especial minha orientadora Fabiana Piccinin (que, inclusive, tirou a foto da palestra e a imagem em sala de aula). Todos entendem a minha posição de mãe e a minha postura de criação com apego. Assim, possibilitam que eu siga em frente, sempre com meus filhos por perto.

Tudo novo de novo

Depois de dois anos de formada e um ano totalmente afastada de qualquer sala de aula, inclusive de curso de línguas, eis que chegou a vez de encarar novamente a vida de estudante.
Amanhã começam minhas aulas no mestrado. Chego a estar com um friozinho na barriga. Aquela ansiedade gostosa, misturada com o medinho básico do “será que vou dar conta”.
No fim de semana mesmo uma amiga (sem filhos) comentou: “Não sei como tu consegue”. Pois é, minha gente, tem dias que eu também não sei.

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Confesso que é tanta coisa na lista de to do que às vezes esqueço que estou grávida. Ontem fiz ultrassom e fiquei apavorada na evolução do baby. Ele foi promovido em questão de 1 mês de girino total a bebê praticamente todo formadinho. Um lindo com 12 semanas e saúde em dia.

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Então é isso, povo. Sumiços estão previamente explicados. Posts desabafos também. Agora deixa eu ir lá que tenho que comprar um caderno. Só tenho que cuidar para não me confundir e comprar um dos Backyardigans.