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Vaca leiteira, prazer!

Esta semana comecei a sair algumas manhãs para trabalhar. Enquanto isso, as crianças ficam com uma babá em casa. Como a Clara mama exclusivamente no peito, eu tiro leite e deixo para ser dado de colher.

Para a tarefa de ordenha (tem como não se sentir uma vaca leiteira usando a palavra “ordenha”?), comprei uma bomba elétrica, modelo Mini Eletric, da Medela. É uma das mais simples da marca, mas busquei referências e algumas amigas que usam me garantiram que ela dá conta do recado.

Acontece que eu tenho (muita) dificuldade para tirar leite. Acho que é uma mistura de falta de prática e paciência, que resulta em menos de 30 ml por vez. Para sair segura, preciso deixar no mínimo 100 ml. Sendo assim, tenho que fazer a extração de três a quatro vezes por dia (o que vem a ser um saco, na minha modesta opinião).

Então, busquei algumas dicas para tentar otimizar o negócio. Compartilho aqui, pois podem ser úteis para outras pessoas que vão encarar o desafio de voltar a trabalhar ou estudar ao mesmo tempo em que amamentam.

1 – Líquido, líquido, líquido.

Aumentar a ingestão de água resulta em maior produção de leite, o que pode ajudar na hora de fazer estoque. Antes, eu já tomava cerca de 2 litros por dia. Agora, estou tentando aumentar e tomar pelo menos 3. Para isso, tenho que me “policiar” e estar sempre com uma garrafinha por perto. E haja banheiro!

2 – Relaxar

Primeiro, eu tirava leite quando dava, entre uma coisa e outra, como uma tarefa a mais que precisava ser feita. Agora, tento relaxar e fazer a ordenha (saco de palavra – vaca, vaca, vaca!) com calma, preferencialmente depois de um banho quente, sozinha e em silêncio. Notei que quando estou realmente tranquila consigo tirar um pouco mais.

3 – Estoque

Ter um pouco de estoque congelado é uma garantia e uma segurança. Assim, eu não me sinto pressionada a ter que tirar tal quantidade por dia. Isso ajuda também em baixas de produção.

4 – Tirar leite em um seio enquanto o bebê mama no outro

Realmente funciona, pois o bebê mamando estimula a produção. Mas agora me digam: onde eu acho coordenação para fazer essas duas coisas ao mesmo tempo? Só sendo ninja! Isso sem falar que a Clara queria ver o que tava acontecendo e não mamava tranquila. Preciso praticar mais!

Mais dicas, sugestões? Troca de experiência, um abraço solidário ou palavras de incentivo?

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Amamentação: uma nova chance para mim

Minha primeira história de amamentação terminou quando o Vítor estava com 3 semanas de vida. Ele mamou no peito até praticamente 5 meses, mas com 3 semanas tomou leite artificial pela primeira vez, na mamadeira.

A partir daquela maldita mamadeira foi decretado o fim precoce da amamentação, por uma sucessão de trapalhadas.

Eu não sabia amamentar, então sentia dor. O peito encheu, não soube esvaziar. O bico rachou. A pomada não dava conta e eu rezava para a próxima mamada demorar. Vítor dormia bastante e o intervalo entre as mamadas foi ficando grande demais. Minha produção baixou. O bebê cresceu e começou a demandar mais. Daí BAM! O leite artificial e a mamadeira surgiram como um milagre. A criança parou de chorar (viu que era fome, mãezinha?), o peito sarou e fim de papo. Segui com a duplinha peito e mamadeira enquanto foi possível e com 4 meses e pouco aconteceu o desmame natural (?).

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Situações que hoje consigo enxergar: eu não insisti na amamentação e não me entreguei (a entrega, mas uma vez ela!), não recebi orientação (tanto no início quanto nos momentos de crise, como por exemplo quando o peito rachou), não tive apoio e incentivo (inclusive de pessoas próximas), ouvi muito pitaco e muito blablablá.

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Diante de tudo que deu errado na primeira vez surgiu uma vontade grande de acertar na segunda, de fazer melhor. Claro que o sentimento foi crescendo conforme minha visão da maternidade ia se moldando, da mesma forma que aconteceu em relação ao parto. Então mais uma vez tratei de usar a informação como aliada. Li sobre posições para amamentar, indicações de pomadas, conchas de amamentação, enfim, tudo que poderia me ajudar a construir uma nova história de amamentação. E aqui estamos, no início da nova estrada.

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A Clara nasceu e foi direto para o seio. Ela mamou ainda na sala de parto, diferente do Vítor, que foi pro peito cerca de duas horas depois.

Em casa, a “descida” do leite resultou em peitos gigantes e latejando de dor. Comecei a tirar um pouco depois de cada mamada, com as mãos. Geralmente, eu ia para o chuveiro, pois a água quente ajudava a relaxar. Foram dois ou três dias extremamente cansativos, porém logo depois a produção começou a ficar regulada com a demanda da Clara.

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O que me ajudou e acredito que ainda vai ajudar:

– Tirar o leite com as mãos: no início pode parecer complicado, mas com o tempo a gente fica craque! Eu prefiro tirar o leite no banho, mas também uso bolsa de água quente quando não quero ir para o chuveiro. Daí faço assim: primeiro água quente, compressa ou bolsa de água quente para relaxar. Depois um pouquinho de massagem no seio e por último a retirada do leite, de forma suave, para não machucar.

– Conchas de amamentação: usei principalmente nas duas primeiras semanas, quando meu peite enchia muito rápido. Comprei um modelo da marca Lolly e super indico. Optei pelo modelo 35 S Base Macia.

– Pomada: usei a famosa Lansinoh. Não paguei tão caro, pois um amigo trouxe do exterior. No Brasil o preço é bem elevado, mas vale a pena (e ela rende bastante!).

– Almofada de amamentação: prefiro usar quando o bebê está maiorzinho e mais pesado. Dá suporte e alivia a dor nos braços.

– Bomba de leite elétrica: comprei uma bomba elétrica pensando em estimular a produção quando for necessário e no fim da licença maternidade (volto a trabalhar quando a Clara estiver com 4 meses e meio e quero amamentar exclusivamente até os 6 meses). Por indicação optei por uma Medela Mini Eletric. Ela recém chegou e ainda não testei. Quando começar a usá-la posso escrever mais sobre o assunto.

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Alguém pode dizer: nossa, mas como tu gastou com a lista aqui de cima. Pois é, gastei sim. Mas quer saber? O custo de tudo não ultrapassa 4 ou 5 meses de leite artificial.

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Eu escolhi investir na amamentação e vou me esforçar para construir uma nova história. Uma nova história para mim e para a minha filha, que vai ter leite materno pelo tempo que for possível e que ela quiser. Boa sorte para a gente!