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Alimentação saudável

Ontem fui numa palestra organizada pela Unimed da minha cidade. O assunto era alimentação saudável para crianças de 0 a 2 anos. O tema foi abordado de forma bem ampla, mas o objetivo principal era a troca entre os pais presentes (5 mães e 2 pais). Destaco aqui alguns tópicos tratados pela nutricionista que coordenou o encontro.

* As papinhas de frutas podem ser introduzidas a partir do 6 mês.
* Algumas sugestões de frutas para as papinhas: maçã, banana, pera, melão (mais maduro), mamão.
* Uma dica importante é não misturar as frutas. Como o paladar da criança está em formação é melhor deixar ela descobrir o gosto de cada fruta individualmente.
* As papinhas salgadas podem ser dadas gradualmente para os bebês depois do sétimo mês.
* É importante variar: um dia oferecer papinha “verde” (com mais brócolis e espinafre, por exemplo), outro dia papinha “laranja” (com bastante cenoura),…
* Evitar doces, frituras e refrigerantes (pode parecer meio óbvio, porém já vi pais oferecerem antes mesmo de 1 ano).
* Depois de 1 ano de idade a criança já pode tomar leite de caixinha (caso já tenha acontecido o desmame, antes o mais adequado é um NAN da vida ou outro leite em pó do gênero).
* Sucos e chás devem ser sem açúcar.
* O leite também deve ser sem açúcar (achocolatados então… nem pensar cedo assim!).
* As papinhas salgadas devem ser temperadas bem de leve (evitar orégano, temperos prontos, usar apenas um pouquinho de sal).
* Quando a criança começar a tomar água usar fervida, não mineral (pois segundo a nutricionista os bebês ainda não estão prontos para absorver os minerais da água).

Enfim, esses são os itens que eu lembrei. Alguém tem mais alguma dica? Ou discorda de algum tópico?

Confesso que fico um pouco assustada quando penso na introdução das papinhas na alimentação do Vítor. Primeiro porque não tenho muita paciência para cozinhar. Além disso, fico arrepiada só de pensar nos “outros” oferecendo coisas que não considero adequadas. Por outros leia-se avós, tios e familiares de modo geral. Se agora sempre tem alguém dizendo pra colocar um melzinho na chupeta (quem explica o motivo de insistirem tanto nisso?!)… imagina depois…

Ainda sobre alimentação sugiro o blog Papinha Gourmet e o post “As delícias e dificuldades no quesito alimentação da família – parte 1“, do blog “Tagarelices de uma filha, Pensamentos de uma mãe“.

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Crescimento

Sexta, dia 10, o Vítor completou 2 meses. Eu já percebo uma grande evolução desde que ele nasceu. E não é apenas em relação ao tamanho, mas também no que se refere ao desenvolvimento dele.

Fica aqui um pouquinhos dos nossos 2 primeiros meses com o nosso pitoco 🙂

Com 1 mês:

– Gostava de ser ninado no colo para dormir.
– Começou a dormir 6 horas seguidas (ou mais) na terceira semana (para a felicidade geral da casa).
– Nos primeiros dias não curtia muito o banho (chorava bastante, tanto na água quanto na hora de colocar a roupa).
– Experimentou o banho de chuveiro e adorou.
– Ficava com frio na hora de trocar a fralda (pela falta de prática da mãe que levava horas para completar a tarefa).
– Teve a primeira gripe.
– Curou a icterícia.
– Começou a tomar complemento de NAN na mamadeira (geralmente 1 vez por dia).
– Fechou o mês com 4,220 quilos e 52 cm.

Com 2 meses:

– Geralmente dorme sendo embalado no carrinho.
– Durante o dia pega no sono sozinho, deitadinho no carrinho ou no bebê conforto.
– Ainda passa a noite no quarto da mamãe.
– Está com o sono bem regularizado.
– Experimentou o banho de balde e amou!
– Não chora mais para tomar banho, pelo contrário… já começa a sorrir na hora de tirar a roupa.
– Não teve assaduras.
– Fica olhando para o móbile e sorrindo na hora de trocar a fralda.
– Teve dor de ouvido.
– Ficou ruinzinho da barriga e seguindo orientação do pediatra tomou chá de ameixa (sem careta!).
Sorri quando a gente conversa com ele.
– Começou a firmar o pescoço (algo meio dancinha Fat Family).
– É fascinado por luzes e lustres.
– Repara nos ambientes (fica observando logo que chega em algum lugar diferente).
– Assiste televisão (adora seus DVDS com musiquinhas).
– Conheceu os avós paulistas.
– Adora passear no sling com a mamãe e o Dexter.
– Fechou o mês com 5,280 quilos e 53 cm.

Sobre o corpo, a mente e a alma depois do parto

PARTO

No fim da gravidez eu só pensava na hora do parto. Pesquisei, li, busquei informações. Queria saber tudo que poderia acontecer, o que eu iria sentir, como seria.

Quando a bolsa estourou não conseguia acreditar que era verdade, que o momento que eu tanto esperava estava ali, acontecendo, no gerúndio mesmo.

Banho, contrações, hospital, dilatação, sala de parto, dor, força, bebê. Tudo isso em 1 hora e 17 minutos (a bolsa estorou às 20:22 e o Vítor nasceu às 21:39). Ou seja, meu corpo invadido por hormônios e seguindo os passos da minha natureza interior em segundos.

Meu parto foi normal e rápido, mas não escapei do fórceps e da episiotomia. Acredito que por isso minha recuperação foi um pouco mais lenta e dolorida. Eu me sentia bem, porém os pontos estavam ali para me lembrar o tempo todo que eu recém tinha parido. Aliás, um dos pontos ainda está ali, mesmo depois de quase 2 meses (essa semana eu tenho consulta e vou me despedir desse resquício do parto).

Sabe que foi estranho, mas por mais que eu tenha preparado meu corpo e minha mente para o parto muitas coisas foram diferentes do que eu imaginava. Não que isso tenha causado alguma frustração, apenas me mostrou outras possibilidades. Por exemplo: li relatos de parto normal, parto normal induzido, parto natural, parto em casa, cesárea, mas nenhuma vírgula sobre parto com uso de fórceps. Nada, nadinha. Outro exemplo: em todos os relatos as mães descreviam o momento do nascimento do filho como mágico, sublime. Sorry, não senti nada disso. Era como se eu estivesse em outra órbita, vendo tudo acontecer sem ser a protagonista da história. A dor era tanta que não conseguia nem falar. Eu estava muito concentrada e demorou para eu me situar novamente.

Claro que hoje quando lembro do parto eu fico emocionada. Tento guardar cada segundo na minha memória. Agora, sem dor, sem sangue e de pernas fechadas eu posso afirmar que aquele dia foi realmente mágico, especial. Entretanto, na hora eu estava fora de mim.

AMAMENTAÇÃO

Depois do parto é a vez do corpo trabalhar para amamentar o pequeno ser que acaba de nascer. No hospital foi tudo tranquilo, os primeiros dias em casa também. Não sei dizer exatamente o dia que o leite “desceu”, lembro só da sensação do seio pesado e quente.

Então eu e o Vítor fomos nos conhecendo e tudo estava ótimo até o peito rachar. Nossa, quanta dor! E para completar o pequeno queria só mamar! Ou seja, ficava pendurado em mim. Daí depois de uma noite inteira com ele mamando quase que sem parar eu entrei em desespero e tive que apelar para o leite artificial. Só assim o menino sossegou e consegui recuperar meu seio.

Fiquei chateada em ter que oferecer NAN para o meu filho, mas tentei não pensar muito nisso. O bom foi que o leite artificial e a mamadeira me deram fôlego para eu me concentrar mais na amamentação, ter mais paciência. Além disso, ganhei um pouco de liberdade, pois agora posso deixar o Vítor com o pai ou com a avó sem me preocupar se ele vai sentir fome.

BABY BLUES

Baby blues é um período de melancolia pós parto. Eu fiquei um pouco deprimida por aproximadamente uma semana depois do nascimento do Vítor. Chorava por qualquer coisinha, estava super emotiva. O Fábio chegava a rir de mim quando eu começava a fazer biquinho.

Acho que faz parte do período de adaptação mesmo. Primeira semana com o novo interante da família, muitas visitas, sem tempo para cuidar da casa, dar atenção ao cachorro, enfim… muitas tarefas e novidades. Eu me sentia frustrada por não conseguir dar conta de tudo. Sou um tanto controladora, gosto de estar por dentro do que acontece ao meu redor. Muitas coisas prefiro fazer eu mesma do que pedir ajuda. Daí que quando o Vítor nasceu eu precisava me dedicar totalmente, quase 24 horas de atenção para ele. Sem falar que eu estava cansada. Sem falar que eu sentia dor. Foi complicado, mas tive que ceder e aceitar todo suporte que a minha família oferecia. No fim das contas deu tudo certo e o baby blues logo foi embora!

Claro que nem tudo é só alegria agora. Têm dias que não consigo fazer o que eu gostaria. Qualquer dorzinha de barriga muda a nossa rotina e deixa o bebê carente, querendo muito colinho. Aliás, ter uma criança em casa faz com que a vida não seja nada prevísivel. Então às vezes eu me sinto frustrada mesmo, não tem como fugir desse sentimento de #mãedemerda, principalmente quando eu fico sem saber o que fazer.

CORPO

Nova vida, novo corpo. E que corpo! Seios gigantes, estrias por todos os lados (algumas que eu não enxergava durante a gravidez me apavoraram depois que o barrigão foi embora).

Entretanto o que mais me apavorou mesmo depois do parto foi a pança. Gente, o que é aquilo? O Vítor nasceu domingo de noite. Segunda de manhã acordei às 6 e quis ir direto para o banho. Quando tirei o modelito gracioso do hospital fiquei chocada com a gelatina que estava instalada no meu ventre. É assim?! Tchau bebê, olá flacidez mode ON turbo total?!

Tive que recorrer à cinta pós parto tamanho GG (tão maravilhosa quanto um sutiã de amamentação BEGE). E aquele tréco me apertava de um jeito que tive que ser persistente para aguentar firme e não jogar a peça pela janela.

Mas agora, quase 2 meses depois, a barriga já está voltando para o lugar dela. Durante a gravidez engordei 13 quilos. Uma semana depois me pesei e tinha perdido 8. Atualmente não sei meu peso, porém acredito que mais uns 2 também devem ter ido embora.

MATERNIDADE

Não existem clichês palavras para descrever o sentimento de ser mãe. É algo que nasce no coração, brota no corpo e costura nossa alma.

Apaixonada, é assim que estou. Cada dia mais. Para sempre mais.

Amamentação: as delícias e as dificuldades

Blogagem Coletiva
Selinho by Joana Heck

A amamentação era um tema que não estava na lista dos meus favoritos durante a gravidez. Era algo que eu sabia que ia vivenciar, mas não imaginava como seria. Ou melhor… quando eu pensava no assunto acreditava que seria algo natural, imediato e tranquilo.

Eu estava enganada. Sim, amamentar é algo natural, faz parte da natureza humana e da nossa condição de mamífera. No entanto, não é imediato e muito menos tranquilo. Pelo menos não o tempo todo.

O Vítor nasceu de parto normal e logo veio para o meu colo. Contudo, eu estava absolutamente esgotada depois do trabalho de parto, então fiquei um pouco com ele e nem perguntei sobre a possibilidade de amamentar naquele instante.

Quando ele foi levado pelo pai para o quarto tivemos a oportunidade de experimentar a amamentação. Uma enfermeira me ajudou a posicioná-lo e deu tudo certo. Ele mamou por alguns minutos e adormeceu no meu peito. Foi a nossa descoberta como mãe e filho.

Ficamos menos de 24 horas no hospital e durante esse período não tive problemas com a amamentação. Na verdade era necessário acordar o Vítor para mamar, pois se deixasse ele dormiria direto. Apesar disso, perdeu pouco peso, apenas 100 gramas que foram recuperadas já nos primeiros 3 dias.

Ele sempre pegou o peito direitinho. Tem a famosa “pegada” que as enfermeiras e os médicos falam. Porém, já na primeira semana tive que pedir para a minha mãe correr na farmácia para comprar uma pomada, pois meu seio estava começando a rachar.

Eu sentia muita dor, tanto que torcia para a próxima mamada demorar o máximo possível. Mesmo assim eu não deixava de amamentar sempre que meu filho pedia. Aqui em casa a livre demanda ERA lei (já explico porque não é mais assim que funciona).

Dois ou três dias depois a dor aliviou e consegui ficar mais tranquila para alimentar meu filhote (e que menino guloso, tenho que dizer!). Comecei a curtir o ato de amamentar e esse ficou sendo nosso momento máximo de intimidade e cumplicidade.

Tudo estava lindo e maravilhoso até que chegou A noite. Sim, a noite que fiquei com meu filho pendurado no peito praticamente o tempo todo.

Foi super cansativo, tanto pelo lado físico quanto pelo emocional. Chegou uma hora que quando ele estava mamando eu chorava (de cansada e de dor). Quando eu o tirava ele que chorava. E foi assim até às oito da manhã.

Eu pensei em todas as possibilidades (e em várias bobagens também): que meu leite não era suficiente, que ele poderia estar com alguma dor e mamava para tentar aliviar, que eu não tinha mais leite, que eu era uma péssima mãe por não conseguir amamentar meu bebê e várias outras coisas.

E foi depois dessa noite que o NAN entrou na nossa vida. E ele veio acompanhado da mamadeira, pois leite em seringa ou copinho não rolou aqui em casa.

Foi uma decisão difícil, carregada de culpa e que levou embora minha vontade de amamentar exclusivamente até os 6 meses. No entanto, o desgaste e a dor me venceram.

Felizes para sempre com a mamadeira? Não, muito pelo contrário. Quer dizer… as coisas melhoraram sim, porém tento dar leite artificial apenas uma ou duas vezes por dia, geralmente como complemento. Então o esforço é diário para que o peito seja suficiente e quem sabe a gente consiga largar o NAN em breve.

De qualquer forma, eu já me livrei da culpa. Aceitei que o que importa é meu filho manter seu ritmo de crescimento e se desenvolver com saúde.

Agora sobre a livre demanda. Desde o início eu tentei seguir o ritmo do Vítor, tanto de dormir quanto de mamar. Acontece que ele começou a trocar o dia pela noite. Exatamente. O mocinho fica acordado e grudado no peito até às 4, 5 da manhã e depois dorme feliz da vida de pancinha cheia até o meio dia. DI-RE-TO.

Ele dorme 6, 7 horas seguidas, mas de manhã, não de noite, como a mamãe e qualquer ser humano gostaria. Então a conclusão foi: precisamos de uma rotina. URGENTE!

Começamos essa semana uma tentativa de ajustar os horários. Então bye bye livre demanda (pelo menos temporariamente). Estamos regulando as mamadas para de 3 em 3 horas.

Claro que sou flexível e não vou deixar o Vítor chorando de fome. Contudo, quando ele começa a resmungar eu tento enrolar. Coloco no berço e dou corda no móbile (malditos móbiles de corda) ou se o tempo estiver bom dou uma voltinha de sling com ele na rua. Geralmente funciona.

E para fechar o texto fica a minha definição do ato de amamentar em uma palavra: entrega.

Entrega ao tempo. Entrega ao amor. Entrega ao meu filho.

* Aqui vou montar a lista de blogs participantes da blogagem coletiva. Quem for participar é só deixar um comentário com o link 😉

1 + 1 são três
A mamãe chegou!
AMS Brasil
Casa da Ju
Closet da Helô
Coisa de Mãe
Coisas de Menino
Coisas de Tati
Descobertas
Diário de uma mãe polvo!
Diversão em família
Educar com Carinho
Eu e Meu Universo
Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho!
Eu quero mais
KTRALHAS
Mãe do Bento
Mãe Perfeita
Mamãe do João Pietro
Minha vida com Maluh
Mulheres Mães
Olá enfermeiros!
O mundo de Vicente
Para quem vai chegar
Se for assim, tá bom!
Sempre juntas!!! Doce Sophia
Sou mãe pra valer
Super Duper
Sylvia & Bruno
Tagarelices de uma filha, Pensamentos de uma mãe
Universo Materno
Um espaço para chamar de meu
viciados em colo

Produtos que curtimos (ou não): Parte I

 Fralda Turma da Mônica Soft Touch RN: tenho que estar sempre de olho, pois vaza frequentemente. Não confio, principalmente se vamos sair e ficar muito tempo na rua ou em algum lugar não favorável para a troca da fralda.

 Fralda Pampers New Baby: ótima, adorei! Ela se ajusta bem no corpo do Vítor. Além disso, não preciso ficar verificando de meia em meia hora para evitar vazamentos. É um pouquinho mais cara do que a da Turma da Mônica (na farmácia que eu compro a diferença é de R$ 0,50), mas vale a pena.

 Hipoglós: ainda não tivemos problemas com assaduras, mas uso para prevenir.

 Lenços Umedecidos Baby Wipes: não é nem muito seco, nem muito úmido. Gosto do tamanho e o preço é OK. Entre os testados foi o que mais gostei até agora.

 Lenços Umedecidos Huggies Natural Care: achei os lenços grandes demais. Eles também são mais grossos. Não curti muito.

 Lenços Umedecidos Baby Poppy: molhados demais. Não gostei nenhum pouco.

 Sabonete Natura Mamãe e Bebê: deixa o bebê com um cheiro super gostoso. Aprovado!

 Shampoo Natura Mamãe e Bebê: assim como o sabonete tem um cheirinho ótimo. Super indicado!

 NAN Comfort 1 (0 a 6 meses): o Vítor começou a tomar NAN de vez em quando e a adaptação foi bem tranquila. Optei por comprar o Comfort pela promessa de não provocar cólicas. Até agora tem funcionado, se bem que o Vítor possui apenas dorzinhas ocasionais de barriga. Além disso, ele toma o NAN no máximo uma ou duas vezes por dia.

O hospital

E daí que não escapamos de passar um dia no hospital em função da icterícia do Vítor. Achamos (eu, o Fábio e o pediatra) que a situação seria revertida com banho de luz em casa. No entanto, depois de 17 dias de vida ele continuava amarelinho e o problema já estava se prolongando demais.

Levei o pequeno para fazer o exame de bilirrubina e diante do resultado o médico decidiu internar o Vítor para fazer fototerapia.

Bilirrubina é pigmento amarelo gerado pelas células vermelhas do sangue, a pessoa fica com icterícia quando a formação de bilirrubina é maior do que o fígado consegue metabolizar. Informações do “ABC da Saúde“.

Fomos então para o hospital por volta das 7 e meia da noite. Lá pelas 9 e pouco montaram o equipamento no quarto (incubadora e sistema de luzes). Era hora de tirar a roupinha do Vítor, colocar uma venda nos olhos dele (para proteger da iluminação direta) e acomodá-lo na caminha. Aí começou o terror.

Ele simplesmente ficou desesperado, tanto quanto a mãe dele. Chorava, esperneava, mexia loucamente os braçinhos. Comecei a ficar agoniada e já não gostei daquele negócio. Vi que a noite não seria nada fácil. Eu estava enganada… seria pior do que eu imaginava.

Durante a madrugada a incubadora aqueceu demais, o equipamento foi trocado, o Vítor mamou com dificuldade, meu leite não foi suficiente (acredito que pelo nervosismo o negócio “trancou” um pouco), tentamos dar NAN, ele não aceitou, vomitou tudo, chorou e esperneou mais um pouco. E como se tudo isso não fosse o bastante ainda nos incomodamos com a equipe de enfermagem.

Exatamente! Quando a incubadora foi trocada uma enfermeira monstra colocou o meu filho lá dentro sem antes esperar aquecer. Nem vou falar da grosseria da criatura, isso renderia muitas linhas. Ele ficou inquieto e quando o Fábio tocou a mão dele viu que estava gelada. O pequeno começou a espirrar e tremer o queixo.

Já era cerca de 4 horas da manhã e nós estávamos acabados, com fome, sono, de saco cheio! Olhei para o Fábio e disse: “Chega, vamos para casa”. Peguei o Vítor, tirei a venda e o vesti. Fomos até o posto de enfermagem e falamos que queríamos ir embora.

A enfermeira que estava lá disse que teria que chamar a supervisora de plantão. A responsável foi até o quarto conversar com a gente e nos explicou os riscos de interromper o tratamento. Ela escutou nossas reclamações e prometeu que iria verificar os problemas que aconteceram com a incubadora e a situação com os profissionais que nos atenderam.

Decidimos continuar no hospital com a fototerapia. Eu fui para casa dormir um pouco, pois estava num desgaste físico e emocional sem tamanho. O Fábio ficou com o Vítor e prometeu que qualquer coisa me ligaria.

Cheguei em casa às 5 e meia da manhã e dormi até às 8 e meia. Depois voltei correndo para o hospital para amamentar. Foi a vez do Fábio ir um pouco para casa.

Eu já estava mais calma e acho que consegui passar um pouco da minha tranquilidade para o Vítor. Ele finalmente ficou quietinho na incubadora, dormiu e mamou melhor.

No fim da tarde o pediatra foi ver como o bebê estava. Felizmente ele nos liberou e voltamos para casa. Ficamos no hospital menos de 24 horas e o Vítor melhorou da icterícia.

Foi uma experiência e tanto. Maior dó ver meu filhinho sofrendo daquele jeito. Pior ainda ter que aguentar tudo pelo bem dele. Mas enfim… o que importa agora é que ele tá bem e juntinho da gente em casa, onde é o lugar dele!