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Vítor Joaquim e Clara Anita

Queridos filhos,

Quando estava na pré-escola, tive uma lição de casa diferente: entrevistar o vovô e a vovó para conhecer a origem do meu nome. Descobri que me chamo Ananda por uma jornalista gaúcha, a Ananda Apple. Não sei se foi o destino, mas virei jornalista também.

Desde então, gostei de saber mais sobre a origem do nome das pessoas. É algo que considero importante, um início de identidade para um bebezico, mesmo que ainda na barriga da mãe.

Sendo assim, queria que vocês dois soubessem como que eu e o papai escolhemos os nomes de vocês.

Vítor já foi Joaquim (e por alguns meses). Papai é de família portuguesa e nós queríamos um nome direto de Portugal, ora pois! Escolhemos Joaquim, que era um nome que estava “na moda”.

O que estragou a nossa opção foi quando o vovô Elton começou a te chamar de Quincas. Não gosto de nomes que possibilitam apelidos, especialmente estranhos, como é o caso de Quincas. Só conseguia pensar em Quincas Borbas e Machado de Assis. Conversei com o papai e decidimos pensar em outras alternativas.

Foi quando a tia Jú veio nos visitar e sugeriu uma série de nomes, entre eles Vítor. O Grêmio, time da mamãe e da tia Jú, tinha um goleiro chamado Vítor, o que originou a ideia. E assim ficou (contra a vontade do papai de relacionar o nome com o tricolor gaúcho, sendo que ele torce para o tricolor paulista e queria te chamar de Rogério – Ceni -).

A Clara já foi Anita, mesmo que só para a mamãe, que adora o nome (ele me remete a Anita Garibaldi, grande personagem da história do Rio Grande do Sul). Papai não gostava nenhum pouco da opção e começamos a pedir alternativas para pessoas próximas.

Lembro que a tia Bi um dia chegou a pegar uma lista de chamada de uma das disciplinas que ela dava na universidade (no curso de Nutrição, que tem muito mais mulheres do que homens). Falou cerca de 30 nomes e nenhum me interessou.

Até que a tia Érica, em uma conversa pelo Skype, citou algumas sugestões. No meio delas estava Clara, que chamou a nossa atenção. Acabamos decidindo por ele, nome que foi honrado pela tua pele branquinha desde o teu nascimento.

Pronto, agora vocês já sabem da onde vieram os nomes de vocês. Não podíamos ter escolhido melhor (conversa de mãe!).

Com amor, mamãe.

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As férias que não foram férias

Volto de um período de férias bloguísticas não anunciadas. Férias que só foram férias do blog, já que além da vida virtual o negócio foi pegado. Estava envolvida com um trabalho extra que exigiu muito de mim, psicologicamente e fisicamente. Foram praticamente duas semanas só tomando banho e dormindo em casa. Mas o que importa é que deu tudo certo e acabou.

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O Dia das Mães aqui em casa foi comemorado um dia depois, já que domingo eu almocei com o Vítor e tive que trabalhar. Então segunda curtimos o frio e ficamos na cama até mais tarde, depois brincamos e matamos a saudade de passar a manhã juntinhos. Fazia um pouco mais de um mês que ele ficava o dia inteiro na escola. Foi algo temporário e inevitável. Agora retomamos nossa rotina gostosa e eu aproveito para começar a desacelerar.

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A pança tá pesando de vez. Diversas atividades estão bem limitadas. Fechei hoje 23 semanas, lembradas apenas porque liguei para marcar um exame. A secretária perguntou: “Quantas semanas”. Eu respondi: “Não sei”. Tive que pegar rápido um calendário e revirar na agenda para achar algumas anotações. Não faço questão de me apegar ao tempo. Sei que o bebê é para setembro e é o suficiente. Não quero cair de novo em neuras de ansiedade e pressa.

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E por falar no segundinho, ou melhor, na segundinha, eis que a moça já tem nome escolhido. Ela vai se chamar Clara, um sugestão da dinda. Nome que bateu e ficou. Nome que já veio com uma música que eu adorava quando criança e pedia para o meu pai sempre repetir enquanto a gente estava no carro ouvindo o CD do Lulu Santos.

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“Clara como a luz do sol
Clareira luminosa
Nessa escuridão
Bela como a luz da lua
Estrela do oriente
Nesses mares do sul
Clareira azul no céu
Na paisagem
Será magia, miragem, milagre
Será mistério”

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Clara, que ilumina. Que já nos iluminou.