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Coerência de mãe

No discurso:

“Não sei como as pessoas conseguem fazer cama compartilhada, eu acordo toda torta, a criança fica mal acostumada e vai dormir até os 18 anos com os pais”.

Na prática:

Noite 1 – Bebê chora várias vezes durante a madrugada. A mãe levanta, o acalma ou amamenta e coloca de novo no berço. Ad infinitum.

Noite 2 – Nas primeiras duas ou três vezes que o bebê chora a mãe o acalma/amamenta e coloca de novo no berço. Depois, cansada e em um estágio mais pra lá do que pra cá, pega no sono meio sentada na cama com o bebê no colo mesmo.

Noite 3 – Primeiro choro do bebê e ele é rapidamente acomodado no meio dos pais na cama.

Noite 4 – A mãe arruma a cama e já coloca o travesseiro do bebê junto.

E lá vem mais um cuspe na minha testa.

Exemplo e alimentação

Meus pais não tomavam café da manhã quando eu era criança. Eu tenho dificuldade de comer quando acordo até hoje.
Meus pais não tinham o hábito de ingerir alimentos integrais. Eu não troco com naturalidade um pão branco por um integral.
Eu tenho foto com cerca de um ano e uma mamadeira de Coca-Cola ao lado. Atualmente, preciso me controlar para deixar refrigerante só para o fim de semana.

Enfim, a lista de situações é grande, mas acho que pelas três acima já dá para entender aonde eu quero chegar: somos o reflexo da aliementação da nossa família. Sim, pais são exemplos em diversos aspectos, entre eles no assunto hábitos alimentares.

Tendo isso em mente, percebi que chegou o momento do “ou vai ou racha” para mim. Com dois filhos pequenos em casa, não podia mais encarar a postura do “foda-se, a alimentação é minha e eu como o que eu quiser”. Não mesmo, a alimentção virou nossa, pois o que eu coloco na boca chama a atenção dos meus filhos, que vão querer o mesmo.

Quero que meus filhos comam salgadinho?
Quero que meus filhos comam fritura?
Quero que meus filhos tomem refrigerante?

Não.

Então eu não vou comer/tomar também.

O processo interno que me levou a toda reflexão e mudança de atitude no quesito alimentar é bem complexo. Vejam bem, eu nunca me considerei magra. Nunca, desde que eu me lembre, eu gostei do meu corpo e estive satisfeita com meu peso. Mas só agora, com um pouco mais de maturidade, percebi que a história vai muito além do peso, como nos mostra um documentário que foi um verdadeiro soco no estômago para mim (produção que, aliás, veio no momento mais oportuno possível para eu me fortalecer nas minhas escolhas).

De tal forma, assumi na minha casa uma postura diferente: cortei industrializados (como molho de tomate, sucos prontos, lanches congelados), reforcei o consumo de frutas, legumes e vegetais e troquei produtos como arroz, macarrão e pão por versões com grãos ou integrais.

Refrigerante já era raro, agora controlamos em todos os lugares que vamos. Fritura nunca fizemos, agora também evitamos em restaurantes e eventos. Bolachas recheadas e salgadinhos são coisas que o Vítor nem sequer conhece (e se depender da gente vai continuar sem experimentar por um bom tempo).

Somos radicais? Considero que não, pois existe uma flexibilidade e uma abertura para excessões. A questão é modificar a regra geral, para a consolidação dos hábitos.

É difícil? Sim, e muito, na minha opinião. É difícil reeducar o paladar, é difícil procurar novas receitas e alternativas, é difícil encarar horas na cozinha fazendo algo que dá para comprar congelado e jogar por 15 minutos no forno. É um exercício diário, que exige persistência. De qualquer forma, penso que vale a pena. Vale por mim, pelas crianças, pela nossa família. Vale pela qualidade de vida que podemos ter. Eu estou fazendo o investimento.

O que eu espero de uma escolinha/creche/berçario

– Que respeitem o meu filho e o tratem com carinho, não como “mais um”.
– Que incentivem o contato com livros e estimulem a imaginação.
– Que valorizem a individualidade de cada uma das crianças.
– Que se preocupem com a higiene das crianças e a limpeza do local.
– Que mostrem DVDs com conteúdo adequado e de forma moderada (nada de deixar os pequenos jogados na frente da televisão o dia inteiro).
– Que em hipótese alguma coloquem DVD do Patati Patatá. Que nem sequer toquem no nome desses palhaços malditos.
– Que tenham um cardápio saudável e respeitem as decisões dos pais para a alimentação dos filhos.
– Que tenham uma comunicação direta e transparente com os pais.
– Que não inventem mil e uma taxas durante o mês (pois as mensalidades já estão de muito bom tamanho).

É pedir demais, gente?

Das coisas que apenas os pais entendem

– A felicidade quando aquele maldito pum/cocô finalmente sai (depois do bebê se contorcer por horas e horas).

– O malabarismo de sair de casa com bolsa, carteira, bebê conforto, criança, chave, máquina fotográfica, filmadora e bolsa do baby.

– O sonho de conseguir ser pontual.

– A importância de ter sempre roupa extra na bolsa do bebê (kit completo).

– As manobras para colocar o pequeno no berço ou carrinho sem acordá-lo.

– A dor de uma vacina naquele bracinho/perninha gorducho(a).

– A tranquilidade de falar sobre vômito, cocô e outros assuntos do gênero durante as refeições.

– A supremacia da frase: “Não se mexe em quem está quieto”.

Blogagem coletiva: “Nós, os pais”

Por Fábio

“Amor, estou grávida!”

Esta foi a frase que deu início a minha mudança de papel na vida. A partir de então eu não seria mais filho, eu seria pai. Um pai! Meu Deus, que legal!

Sim, no começo foi só felicidade. Fiquei imaginando uma criança me chamando de pai, correndo pela casa, fazendo bagunça e enchendo a vida de alegria. Isso foi o que pensei no primeiro mês, até porque as mudanças demoram um pouco. No início, a barriga ainda não denúncia toda a revolução que está por vir e a rotina do casal continua a mesma.

Mas conforme o tempo vai passando começa a “cair a ficha”. O primeiro ultrassom define o momento e surge o peso da responsabilidade. Eu nunca convivi com criança pequena, meus irmãos e primos são da minha idade ou mais velhos. Nunca tive bebê na família, nunca cuidei de um, não tenho nenhuma experiência. Além disso, tem a questão financeira. Isso sim foi e ainda é um pesadelo pra mim! Não tenho renda fixa, trabalho com investimentos e tem meses que é muito bom, outras vezes nem tanto. Aí que você começa a ver preço de berço, carrinho, fraldas,… Nossa, quanta coisa!

É então você percebe que realmente um filho exige muito cuidado e planejamento. Acho que ganhei alguns cabelos brancos antes de descobrir isso tudo na prática.

Durante a gravidez o pai é um suporte, precisa ser um poço de paciência. São enjoos, vontades, mudanças de humor,… É preciso estar atento, ficar junto. Às vezes o sentimento é de incapacidade, quando o Nanda começa a reclamar que dói aqui, dói ali. Eu me sinto mal de não poder ajudar, não poder fazer nada para aliviar.

No entanto, é incrível o quanto muda o psicológico de um pai, mesmo quando o bebezinho ainda está na barriga. Tudo que faço penso primeiro no Vítor. Ele é minha motivação, ganhei força extra para me preparar para todas as mudanças que ainda vão acontecer.

Estamos curtindo bastante a gravidez e agora no final dá uma sensação de que tudo passou muito rápido, afinal só falta um mês e meio. Entretanto, estou ansioso para a chegada do Vítor e não vejo a hora de ter o meu filho nos meus braços!

* Fábio Augusto, 30 anos, paulista, desbravando o Rio Grande do Sul, a vida de casado e a paternidade.

** Outros blogs que estão participando da blogagem coletiva:

1+1 são três
A mamãe chegou
Aprendiz de mãe

B de Bel

Beto, Beta, Bia e Leo
Carol e suas baby-bobeiras
Coisa de Mãe
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Coisas de mãe
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