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Nada de papinhas e sopas: introdução alimentar e BLW

Nas minhas pesquisas e leituras sobre o universo infantil descobri algo novo que me deixou totalmente encantada: o BLW (Baby-Led Weaning), a introdução alimentar guiada pelo bebê. Trata-se de deixar a criança explorar as texturas e os sabores dos alimentos com as próprias mãos, a partir dos 6 meses. O método é uma alternativa às papinhas e sopas, geralmente oferecidas pelo cuidador com uma colher.

Alguns princípios do BLW:

– Amamentação como base: a fase inicial da alimentação, a partir dos 6 meses, consiste em uma experimentação. Assim, o leite materno deve continuar sendo a base alimentar do bebê. O resto é complementar.

– Descoberta da comida: o BLW permite que o bebê utilize o seu desejo de explorar, de experimentar e de imitar as atividades dos outros. Assim, a criança define o ritmo de cada refeição e prepara-se para a transição para os sólidos da forma mais natural possível.

– Experiência completa: bebês que comem sozinhos têm mais do que apenas o sabor do alimento para focar – experimentam também textura, cor, tamanho e forma.

Dicas práticas para começar o BLW:

  1. Coloque o bebê sentado no colo ou em uma cadeira específica.
  2. Ofereça o alimento e deixe o bebê livre para manuseá-lo.
  3. Comece com alimentos fáceis de pegar, como palitos de cenoura.
  4. Faça com que o bebê participe da refeição familiar.
  5. Escolha momentos em que o bebê não esteja cansado ou com fome, para que ele possa se concentrar.
  6. Continue amamentando ou oferecendo a fórmula como antes. O leite ainda é a principal fonte de nutrientes do bebê, até o primeiro ano de vida. Quando ele precisar mamar menos, vai reduzir por si mesmo.
  7. Disponibilize água durante as refeições.
  8. Não apresse ou distraia o bebê enquanto ele estiver lidando com o alimento.
  9. Não coloque comida na boca do bebê e não tente convencê-lo ou forçá-lo a comer mais do que ele quer.

Adaptado do livro Baby-led Weaning: Helping Your Baby to Love Good Food, de Gill Rapley.

Já conheciam o método? O que acharam?

Eu gostei bastante e para mim fez muito sentido. Inclusive, começamos algumas tentativas com a Clara. No próximo post conto mais como está sendo o processo de introdução alimentar aqui em casa.

Sucos, papinhas e dúvidas

Terça levei o Vítor no pediatra para a consulta de 4 meses. Peso OK. Crescimento OK. Desenvolvimento OK. Daí que o médico olha pra mim e diz: “Agora ele já pode começar a comer frutinhas e tomar suquinhos. Daqui 15 dias pode dar caldinho de feijão”. WHAT???

Sim, fiquei assustada. Eu já imaginava que ele iria liberar logo suco e papinha doce (o feijão nem imaginava que seria agora), porém penso que é muito cedo, não sinto que ele está pronto (a mãe dele pelo menos não está!).

Procurei na internet e li alguns artigos sobre a hora de introduzir alimentos. Confesso que não foi o suficiente para me convencer de que já devo começar. Inclusive achei interessante o que vi sobre esperar o bebê conseguir sentar bem para então oferecer as primeiras papinhas. Acredito que seja mais ou menos por aí (Vítor já senta, mas encostado no canto do sofá ou alguma almofada, a cabeça ainda não está 100% firme).

Uma coisa que mexe comigo é que em breve (daqui uns 20 dias no máximo) o Vítor vai começar a ir na escolinha. E não queria que ele começasse a comer lá (eles só introduzem alimentos quando a mãe autoriza, porém se eu não começar agora em casa o início da fase das papinhas vai acontecer na escola mesmo).

Não quero perder esse momento com o meu filho e ficar sabendo do que ele gosta ou não através de um bilhete da professora. Queria poder curtir cada careta, cada sorriso, cada risadinha.

Agora não sei o que faço. A única decisão que tomei é que vou começar (já comecei na verdade, no dia que ele fez 4 meses) a oferecer suquinho de laranja para o Vítor. Acho que vai ser bom, pois ele está tomando mais complemento do que antes e por isso fica meio trancadinho.

Sugestões? Comentários? Luz no fim do túnel?

E aqui algumas imagens do primeiro suco de laranja do Vítor:


(pai, deixa que eu sei segurar sozinho)


(eca, que coisa azeda é essa?)


(olha que bonito que eu sou, mãe)

Alimentação saudável

Ontem fui numa palestra organizada pela Unimed da minha cidade. O assunto era alimentação saudável para crianças de 0 a 2 anos. O tema foi abordado de forma bem ampla, mas o objetivo principal era a troca entre os pais presentes (5 mães e 2 pais). Destaco aqui alguns tópicos tratados pela nutricionista que coordenou o encontro.

* As papinhas de frutas podem ser introduzidas a partir do 6 mês.
* Algumas sugestões de frutas para as papinhas: maçã, banana, pera, melão (mais maduro), mamão.
* Uma dica importante é não misturar as frutas. Como o paladar da criança está em formação é melhor deixar ela descobrir o gosto de cada fruta individualmente.
* As papinhas salgadas podem ser dadas gradualmente para os bebês depois do sétimo mês.
* É importante variar: um dia oferecer papinha “verde” (com mais brócolis e espinafre, por exemplo), outro dia papinha “laranja” (com bastante cenoura),…
* Evitar doces, frituras e refrigerantes (pode parecer meio óbvio, porém já vi pais oferecerem antes mesmo de 1 ano).
* Depois de 1 ano de idade a criança já pode tomar leite de caixinha (caso já tenha acontecido o desmame, antes o mais adequado é um NAN da vida ou outro leite em pó do gênero).
* Sucos e chás devem ser sem açúcar.
* O leite também deve ser sem açúcar (achocolatados então… nem pensar cedo assim!).
* As papinhas salgadas devem ser temperadas bem de leve (evitar orégano, temperos prontos, usar apenas um pouquinho de sal).
* Quando a criança começar a tomar água usar fervida, não mineral (pois segundo a nutricionista os bebês ainda não estão prontos para absorver os minerais da água).

Enfim, esses são os itens que eu lembrei. Alguém tem mais alguma dica? Ou discorda de algum tópico?

Confesso que fico um pouco assustada quando penso na introdução das papinhas na alimentação do Vítor. Primeiro porque não tenho muita paciência para cozinhar. Além disso, fico arrepiada só de pensar nos “outros” oferecendo coisas que não considero adequadas. Por outros leia-se avós, tios e familiares de modo geral. Se agora sempre tem alguém dizendo pra colocar um melzinho na chupeta (quem explica o motivo de insistirem tanto nisso?!)… imagina depois…

Ainda sobre alimentação sugiro o blog Papinha Gourmet e o post “As delícias e dificuldades no quesito alimentação da família – parte 1“, do blog “Tagarelices de uma filha, Pensamentos de uma mãe“.