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O primeiro casulo

Passei pelo primeiro casulo da gravidez do segundinho. Um momento de pensar em mim, na minha família e em tudo que estamos construindo.

Quando estava grávida do Vítor senti a necessidade de me fechar bem no final, poucos dias antes do parto. Desta vez foi mais cedo, mas com muitas chances de repeteco pra lá adiante.

Acontece que eu precisava me achar realmente grávida. Fisicamente estou bem, tive enjoos, porém bem menos do que na primeira vez. Com 10 semanas me sinto cheia de energia e ansiosa pelo que vem pela frente.

Mas é uma ansiedade diferente. Parece que o tempo tique taca em outro tempo. Mais lento, sem pressa. Como se eu tivesse entendido, pelo menos por enquanto, que tudo tem seu tempo e o deste bebê ainda vai demorar bastante.

Na outra vez eu tinha pressa pra saber o sexo, sentir o bebê mexer, ver a barriga crescer, arrumar tudo. Agora tenho tanta calma que até tinha me perdido nas semanas da gravidez. Só me atualizei dos números porque precisava marcar o exame de  translucência nucal.

Acredito que a mudança seja por já conhecer o processo e saber que a vontade de viver tudo de uma vez só apenas atrapalha. O final da gravidez do Vítor foi marcado por uma ânsia pelo parto que prejudicou um pouquinho o andamento das coisas e me tirou totalmente a tranquilidade. Desta vez quero fazer diferente e penso que é algo que deve ser trabalhado desde o início.

Sem falar que tenho meu menininho lindo que cada dia aprende ou observa algo diferente. Ele está cada vez mais fofo e apaixonante. Toda família está curtindo muito esta fase maravilhosa de descobertas.

É bom voltar aqui, viu? Já estava com saudade de escrever. Beijos 🙂

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Então que o fim do ano me pegou

Não teve jeito. Não consegui escapar do clima “o ano termina e nasce outra vez”. Subitamente fui pega por vontades contraditórias e sentimentos nostálgicos, além de pensar em uma lista de to dos para 2012.

Acontece que este ano foi totalmente novo para mim. Uma avalanche de descobertas. Lento e contínuo processo de adaptação a uma velha nova cidade. Sem falar em gravidez, parto, bebê, trabalho, estudo. Tudo junto. Ao mesmo tempo. Avassalador.

Certamente o processo de me tornar mãe foi o grande marco. É algo que reforçou tudo que acredito e tenho vontade de fazer. Que me fez perceber as sutilezas da vida. Que me fez melhor, pelo menos para mim e para a minha família.

Diante disto, o que espero para 2012? Amor. Quero poder fazer o que eu gosto e tenho vontade. De coração. Com um entusiasmo apaixonante.

Desejo o mesmo para todos que me cercam. Muitas emoções! E que venha o próximo ano! Depois da minha mini crise existencial natalina acho que estou pronta :]

Crônica de uma mãe tentando fazer o filho dormir

Onze horas. Essa criança deveria estar dormindo. Olha só, ele está cansado. É um bocejo atrás do outro. Nossa, tá me dando um soninho também. Não é pra menos, hoje eu só corri. Não parei um segundo. Essa vida de mãe não é fácil e ninguém me avisou. Também… se tivessem avisado eu não teria ouvido. Eu nunca escuto o que me dizem, principalmente o que soa como conselho. Nossa, os olhos dele já estão fechando. Não aguento mais caminhar pelo quarto. Toda noite é a mesma novela. Essa criança não cansa, não?! Deveria aprender a dormir sozinho sempre. Cruzes, e tá bem pesado. Meus braços não vai mais aguentar daqui uns dias. Pelo menos é um exercício. Que consolo de ex-grávida que não consegue emagrecer! Eu tenho que parar de inventar desculpas e começar a cuidar de mim. Oba, ele tá quase dormindo! Esse embalo deve ser gostoso, né?! Também queria dormir assim, no colinho, sendo embalada. Deve ser bom ser bebê. Nenhuma responsabilidade, nenhum compromisso. Pensando nisso… amanhã eu tenho que levar ele pra fazer vacina. Pobrezinho! Que saco essa coisa de vacina. Pior que vou ter que ir sozinha com ele. Nada de papai para ajudar. Espero que não tenha reação. Putz, mas dizem que essa de 2 meses dá reação praticamente em todas as crianças. Tá, eaí?! Não vai dormir, filho? Vou colocar no carrinho e embalar, meu braço já tá quase caindo aqui. Ótimo, bebê quieto, só embalar uns minutinhos e ele vai dormir. Deixa eu sentar aqui na cama e embalar só com o pé. Assim já vou esquentando meu lugarzinho. Ai, como eu queria dormir! Deixa eu ver que horas são. Ai Senhor, mais de meia noite. Vou parar de embalar e ver se ele já dormiu. Muito bem, acho que finalmente pegou no sono. Não, peraí. Ai, que saco! Caiu a chupeta. Pronto, amorzinho. Tá aqui a chupeta. Dorme agora, filho. Já tá na hora (mais do que na hora). Vou ter que embalar mais. Minha nossa, minhas costas estão doendo. Como vou ficar quando ele pesar uns 8 quilos? Ninguém vai aguentar. Acho que vou deitar um pouquinho e deixar só o pé de fora da coberta para embalar o carrinho. Ai, coisa boa! Queria dormir um dia inteiro pra ver se essas olheiras desapareciam. Será que ele dormiu?! Tô tão cansadinha… ZzZzzzZzzz

* Relato de uma noite qualquer. O fim da história? Mamãe aqui dormiu com o pé pra fora da coberta antes que o bebê pegasse no sono. Alguns minutos depois acordou no maior susto com o filho chorando. Não, ele ainda não tinha dormido.