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Com que roupa

Uma das melhores coisas do home office, na minha opinião, é não precisar se preocupar com roupa. É possível trabalhar de pijama ou com aquele moletom velho e a calça de suplex com um furo no meio das pernas. A única regra é estar confortável, o resto… tanto faz!

Acontece que a partir de amanhã vou trabalhar na agência alguns dias da semana. Além disso, logo começa o meu estágio docente do mestrado. Então, em resumo, eu vou tem que encarar a vida real outside e, de preferência, vestida de acordo.

Mas vejam bem: o que sobra de sapato e roupa no armário de uma pessoa que praticamente emenda uma gravidez na outra? Eu conto: meia dúzia de sapatos baixos (salto nevermore), uma calça jeans um tanto apertada e uma série de blusas curtas ou justas (ou curtas e justas, o que chega a ser a visão do inferno no meu corpitcho atual, com uma comissão de frente turbo pela amamentação e aquela pança flácida que insiste em não ir embora).

Somem isso ao cabelo sem corte (salão, aqui, tem sido apenas para urgências – e olhe lá) e as olheiras que não me deixam mentir o status de mãe de dois. O resultado:

Uma versão acabada da Mortícia: preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e make no capricho, para esconder as olheiras no chão

Uma versão acabada da Mortícia (a da imagem tá bonitona): preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e maquiagem (muita) para esconder as olheiras no chão

Autoestima. A gente vê por aqui.

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Praia, bunda e a inveja materna

No fim de semana fomos para a praia. Viagem de 3 horas que se transformou um um tormento de 5 horas. Vítor entediado e Clara com ódio do bebê conforto. Choradeira louca e uma mãe quase descendo no meio do caminho para voltar a pé para casa.

Mas nada como chegar no litoral, colocar os pés na areia e observar a bunda alheia enrolada em uma saída de praia que não podia ser tirada nem por decreto. Lá estava eu, toda fútil, tirando a cor nude cidade do corpo. Enquanto isso, fazendo teorias mil sobre cada bunda que passava na minha frente.

Claro que na minha cabeça doida de mãe existe apenas uma hipótese: quem tem bunda bonita não é mãe. E, se for mãe, é atriz, modelo ou famosa que não se dedica ao filho e faz loucuras para voltar ao corpo de antes, incluindo combo de cirurgias plásticas. Isso não necessariamente exprime a minha verdadeira opinião sobre o assunto, apenas foi um consolo que encontrei para conseguir exibir minhas curvas pós-parto na beira do mar sem tanto constrangimento.

Então, para o meu desespero, acontece o seguinte. Minha irmã foi comprar um picolé e uma família se aproxima do vendedor. Veja bem, uma mulher com 3 filhos, eu disse T-R-Ê-S filhos, exibe uma bunda perfeitamente aceitável (sinta a minha dificuldade em assumir que era uma bunda super em forma). O mais novo estava no colo do pai e tinha uma chupeta na boca, devia ter no máximo uns 2 anos e meio. E A MÃE ERA GOSTOSA. Nenhuma lembrança de gravidez. Celulite zero. Estria nem sinal.

Tentei argumentar (comigo mesma, claro) que ela podia ser famosa e se enquadrar no que falei acima. Mas não, parecia uma mãe normal, do tipo que a gente encontra na espera do consultório do pediatra ou no parquinho.

Até que achei um detalhe que não tinha observado antes. A família estava sentada na área de um condomínio fechado, do tipo coisa phyna, losho e riqueza. Bingo! Ta aí a minha redenção. Ela podia não ser atriz, modelo ou famosa, mas era ryca!

Agora, eu poderia voltar para o meu consolo. Fui para casa e acabei com tanto rancor em meia dúzia (ok, possivelmente uma dúzia) de brigadeiros. Na segunda-feira, de volta da praia, tratei de começar a procurar uma bicicleta para comprar. Já era tempo! Vou passar de quem inveja para quem é invejada (tive que rir com a frase, mas anotem isso e me cobrem depois, plis!). Bunda gostosa verão 2014, aí vamos nós!