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Com que roupa

Uma das melhores coisas do home office, na minha opinião, é não precisar se preocupar com roupa. É possível trabalhar de pijama ou com aquele moletom velho e a calça de suplex com um furo no meio das pernas. A única regra é estar confortável, o resto… tanto faz!

Acontece que a partir de amanhã vou trabalhar na agência alguns dias da semana. Além disso, logo começa o meu estágio docente do mestrado. Então, em resumo, eu vou tem que encarar a vida real outside e, de preferência, vestida de acordo.

Mas vejam bem: o que sobra de sapato e roupa no armário de uma pessoa que praticamente emenda uma gravidez na outra? Eu conto: meia dúzia de sapatos baixos (salto nevermore), uma calça jeans um tanto apertada e uma série de blusas curtas ou justas (ou curtas e justas, o que chega a ser a visão do inferno no meu corpitcho atual, com uma comissão de frente turbo pela amamentação e aquela pança flácida que insiste em não ir embora).

Somem isso ao cabelo sem corte (salão, aqui, tem sido apenas para urgências – e olhe lá) e as olheiras que não me deixam mentir o status de mãe de dois. O resultado:

Uma versão acabada da Mortícia: preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e make no capricho, para esconder as olheiras no chão

Uma versão acabada da Mortícia (a da imagem tá bonitona): preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e maquiagem (muita) para esconder as olheiras no chão

Autoestima. A gente vê por aqui.

Je t’aime

Paris provavelmente é um dos maiores clichês do universo. Não vou entrar na minha teoria de expectativa turística, pois não é o caso. Quero me limitar a comentar a minha relação com a cidade, uma vez que ela marcou um período muito especial da minha vida.

Conheci Paris em agosto de 2010. Grávida, de um mês e meio. Sabendo da notícia a uma semana.

A viagem foi um presente que ganhei do Fábio, muito antes de imaginar uma gravidez naquele momento.

E foi lá, no maior clima love is in the air, que o Vítor ser ainda sem sexo ganhou seus primeiros presentes do papai e da mamãe. Um deles o livro Le Petit Prince, comprado em uma feirinha na beira do Rio Sena. O outro um body da marca de souvenirs I was in, azul com o desenho da Torre Eiffel.


Body que semana passada o Vítor usou pela primeira vez. E que me trouxe de volta o gostinho de uma viagem inesquecível. E sim, ele pode dizer que estava lá. In Paris. Inside me. With us.

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O conto do vestido e as bolachas partidas

Hoje acordei cedo E de bom humor. Quem me conhece sabe que geralmente cedo e bom humor não andam juntos pra mim. Mas talvez tanto ânimo se deva ao fato de um pequeno ser que dormiu das 22h às 7h. Sim, façam as contas. NO-VE horas! Todas comemora!

Claro que eu não dormi tudo isso, magina só uma mãe dormir 9 horas, luxo total! Acontece que acabei ficando na frente do computador bem alegrinha até tarde. Nada mais justo, não?

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Como acordei feliz da vida por não precisar levantar mil vezes e embalar o carrinho por 2637752753 horas abri o armário cheia de inspiração. Solzinho gostoso na rua, temperatura agradável. Acho digno uma mãe produzida, principalmente numa sexta-feira contagem regressiva para o fim de semana.

Então que o modelito escolhido foi um vestidinho pré durante e, óbvio, pós gravidez. Sustentabilidade, a gente vê por aqui.

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Só quando a gente usa um vestido depois da gravidez que consegue dimensionar o quão ridícula devia ficar quando o usava com aquele barrigão. E isso não é o pior, acreditem. O pior é olhar desconfiada no espelho e calcular que pelo tamanho da pança e dos peitos de uma gestante e pelo tamanho do vestido a bunda devia ficar de fora quando eu o usava grávida. FATO!

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Agora momento ternura do marido.

Semana passada fui em uma palestra do Fabrício Carpinejar, escritor gaúcho que vale a pena conhecer (e não é bairrismo, ele é bom mesmo, juro). Ele contou que quando conheceu sua mulher soube que ela era a pessoa certa através de pequenos atos de amor. Um deles era dividir um pacote de bolachas no café da manhã. Carpinejar detalhou que ela pegava apenas as bolachas quebradas para deixar as inteiras para ele.

Achei bonitinha a colocação e contei para o marido. Fábio olha pra mim e diz: “Se fosse tu ia comer TODAS as bolachas”. AHAM. Senta lá, Cláudia.

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Boa sexta-feira! E um fim de semana melhor ainda!

Das coisas que apenas os pais entendem

– A felicidade quando aquele maldito pum/cocô finalmente sai (depois do bebê se contorcer por horas e horas).

– O malabarismo de sair de casa com bolsa, carteira, bebê conforto, criança, chave, máquina fotográfica, filmadora e bolsa do baby.

– O sonho de conseguir ser pontual.

– A importância de ter sempre roupa extra na bolsa do bebê (kit completo).

– As manobras para colocar o pequeno no berço ou carrinho sem acordá-lo.

– A dor de uma vacina naquele bracinho/perninha gorducho(a).

– A tranquilidade de falar sobre vômito, cocô e outros assuntos do gênero durante as refeições.

– A supremacia da frase: “Não se mexe em quem está quieto”.

Mais da série: coisas que me deixam FURIOSA

* Pessoas que olham para o Vítor e dizem: “Ele tá com pouca roupa”. Algumas ainda completam: “Vai ficar gripado”.

* Quando eu estou com o Vítor no colo para percorrer o caminho do carro para um lugar fechado e vem aguém e enfia um pano ou uma fraldinha na cabeça dele, tapando TU-DO (olhos, nariz, todo o rostinho). “É para não pegar vento”. Aff!

* Papinho de vó no melhor estilo “Porque no meu tempo…”. Aliás, odeio todas as frases que começam com “No meu tempo…”.

* Histórias do tipo: “O bebê de fulano está com tantos quilos”. Ou então: “Ciclano quando bebê já tinha dente com X meses”. E eu com isso?! Cada criança se desenvolve no seu próprio tempo.

* A frase “Vai passar”. Eu sei que vai passar, mas deixa eu reclamar um pouquinho.

Leia também:

Da série: coisas que me deixam FURIOSA

Mãe de menino

Mãe de menino sofre!

Não sei como acontece, mas acredito que o Vítor tenha um sensor que o avisa quando é a mamãe que vai trocar a fralda. Basta eu tirar a roupa da criaturinha que ganho um belo presente: um xixi ou às vezes até algo pior. E o negócio é comigo mesmo, pois o papai nunca ganhou uma surpresinha dessas. Deve ser uma ligação divina e suprema dos portadores daquele acessório.

Vai entender, né?!