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Praia, bunda e a inveja materna

No fim de semana fomos para a praia. Viagem de 3 horas que se transformou um um tormento de 5 horas. Vítor entediado e Clara com ódio do bebê conforto. Choradeira louca e uma mãe quase descendo no meio do caminho para voltar a pé para casa.

Mas nada como chegar no litoral, colocar os pés na areia e observar a bunda alheia enrolada em uma saída de praia que não podia ser tirada nem por decreto. Lá estava eu, toda fútil, tirando a cor nude cidade do corpo. Enquanto isso, fazendo teorias mil sobre cada bunda que passava na minha frente.

Claro que na minha cabeça doida de mãe existe apenas uma hipótese: quem tem bunda bonita não é mãe. E, se for mãe, é atriz, modelo ou famosa que não se dedica ao filho e faz loucuras para voltar ao corpo de antes, incluindo combo de cirurgias plásticas. Isso não necessariamente exprime a minha verdadeira opinião sobre o assunto, apenas foi um consolo que encontrei para conseguir exibir minhas curvas pós-parto na beira do mar sem tanto constrangimento.

Então, para o meu desespero, acontece o seguinte. Minha irmã foi comprar um picolé e uma família se aproxima do vendedor. Veja bem, uma mulher com 3 filhos, eu disse T-R-Ê-S filhos, exibe uma bunda perfeitamente aceitável (sinta a minha dificuldade em assumir que era uma bunda super em forma). O mais novo estava no colo do pai e tinha uma chupeta na boca, devia ter no máximo uns 2 anos e meio. E A MÃE ERA GOSTOSA. Nenhuma lembrança de gravidez. Celulite zero. Estria nem sinal.

Tentei argumentar (comigo mesma, claro) que ela podia ser famosa e se enquadrar no que falei acima. Mas não, parecia uma mãe normal, do tipo que a gente encontra na espera do consultório do pediatra ou no parquinho.

Até que achei um detalhe que não tinha observado antes. A família estava sentada na área de um condomínio fechado, do tipo coisa phyna, losho e riqueza. Bingo! Ta aí a minha redenção. Ela podia não ser atriz, modelo ou famosa, mas era ryca!

Agora, eu poderia voltar para o meu consolo. Fui para casa e acabei com tanto rancor em meia dúzia (ok, possivelmente uma dúzia) de brigadeiros. Na segunda-feira, de volta da praia, tratei de começar a procurar uma bicicleta para comprar. Já era tempo! Vou passar de quem inveja para quem é invejada (tive que rir com a frase, mas anotem isso e me cobrem depois, plis!). Bunda gostosa verão 2014, aí vamos nós!

Segunda-feira é dia de…

… começar dieta, óbvio!

Claro que muitas vezes a dita cuja não dura nem até terça, mas enfim.

Acontece que eu e algumas colegas de trabalho decidimos fazer um plano verão, no maior clima uma-amiga-ajuda-a-outro ou abaixo-a-gordice-empresarial.

Meu objetivo é eliminar 6 quilos até o dia 31 de dezembro. Difícil, não? Considerando festas de fim de ano, Natal e comilanças mil é um desafio e tanto. No entanto, preciso mandar embora o resquício da gravidez e de bônus um algo a mais junto (4 são da gravidez e 2 são extras para me sentir bem e conseguir encarar o verão com dignidade).

É sério, o verão está me deixando em pânico. Vítor está com praticamente 7 meses e tem tudo para estar engatinhando em janeiro e fevereiro. Então, cara leitora, imagine você uma mãe nada em forma correndo DE BÍQUINI (pausa dramática) atrás de um bebê na areia? Não rola, definitivamente não rola.

Bom, estou animada e pretendo levar a sério a dieta. Pretendo estabelecer metas a pequeno prazo. Abaixo as válidas até sexta-feira:

– Não beber refrigerante

– Comer pelo menos uma fruta por dia

– Tomar no mínimo 2 litros de água

– Não comer frituras

– Comer sobremesa após o almoço apenas uma vez (almoço todo dia em restaurante e a sobremesa é uma tentação a parte).

E vamos indo. No ritmo unidos anônimos. Um dia de cada vez. Só por hoje. Amém!

Mazelas da gravidez, parte III: calor

Ai, o calor.

Nem sei como definir o desconforto incrível que sinto mesmo nos dias mais amenos. Eu estou sempre com calor! Sempre!

Chega a ser repetitivo, pois acabo reclamando de meia em meia hora.

Uma das fantásticas explicações para a grávida sentir de forma ainda mais ardente o verão tem relação com o aumento da progesterona, hormônio que interfere na temperatura do corpo.

A verdade é que não adianta, o jeito é aprender a driblar o maldito calor. Beber bastante líquido ajuda na hidratação, além disso, o ventilador e o ar condicionado são ótimos aliados. Só cuidado para não matar o maridão de frio. Ele agradece!

* Imagem do site da Crescer.