Arquivo da tag: virose

A louca da virose

Tudo começou com um vômito no feriado, enquanto a mamãe estava no trabalho. É obvio que o vômito foi um daqueles de presença, justamente na cama de quem? Da mamãe e do papai. É claro também que sujou muito além do lençol, foi o kit completo, incluindo colchão e edredon. Legal, né? Não tão legal quanto a parte 2, a repetição do episódio na mesma tarde, desta vez no carrinho.

Acontece que o bebê tem uma mãe grávida e que fica facilmente enjoada (ainda!). E a mãe simplesmente começou a vomitar junto. Se foi frescura ou virose eu não sei. Só sei que a Páscoa foi assim: nada de chocolate, cama e muita roupa suja por todos os lados.

Felizmente hoje estamos melhor, mas daí foi a vez do papai ficar ruim. O que me resta dizer? Pelo menos um de cada vez, né?

E amanhã big baby faz 1 ano! É muita emoção para uma pobre mãe. No entanto, aqui em casa tinha que ter emoção ao quadrado, afinal, tudo tem sido multiplicado este ano (assim como desgraça pouca é bobagem, sabecomé?). Então, vai ser comemoração com galo na cabeça.

Justamente hoje Vítor caiu feio pela primeira vez e ficou com a parede marcada na testa. Nada demais, mas rolou aquele mamma-drama-feelings, acentuado por frases do gênero: “justo na semana do aniversário”. Ok, estamos bem e prontos para encher o pequeno de beijos amanhã! Vocês prometem que passam aqui para ler as minhas poucas linhas cheias de mimimi materno e muito amor?

Anúncios

6 meses

Segunda o Vítor completou 6 meses! Mamãe atrasa, mas não falha… então aqui está o ‘relatório do mês’:

Com 6 meses:

Regulou e desregulou o sono.
– Geralmente dorme no berço.
– Faz menos sonecas (duas ou três por dia).
– Continua com a mão sempre na boca e babando muito.
– Tem paixão por espelhos.
– Estende os braços para vir no colo da gente.
– Adora o banho e briga muito na hora de sair.
– Dormiu fora de casa e sem a mamãe pela primeira vez, foi na casa da vovó Adriana, pois a mamãe e o papai estavam doentes.
– Começou a comer mamão e maçã com frequência.
– Provou pela primeira vez uma papinha Nestlé, sabor uva. Gostou bastante!
– Fica enfeitiçado quando vê Coca-Cola, mas nunca provou (acho que é pela cor vermelha da embalagem, também fica hipnotizado com extintores de incêndio).
– Começou a brincar mais tempo sozinho, pegando seus bichinhos e ursinhos.
– Anda meio revoltadinho, bebê adolescente.
– Saldo médico do mês: virose e catapora.
– Aprendeu a sentar.
– Começou a curtir o Dexter e a interagir com ele.
– Fechou o mês com 8 quilos e 64 cm.

A minha visão da maternidade

Antes de mais nada, observem que vou descrever a MINHA visão da maternidade. Essa, por sua vez, é baseada única e exclusivamente nas MINHAS experiências, sejam elas boas ou ruins. É algo totalmente pessoal e individual.

***

Situações limite nos fazem refletir sobre muitos aspectos e algumas vezes nos impulsionam a tomar decisões importantes em frações de segundo. Elas nos testam e colocam a prova toda nossa convicção.

***

Ontem antes de sair do trabalho eu liguei para minha mãe, que estava com o Vítor, para avisar que ela já podia levá-lo para minha casa, pois eu iria chegar em poucos minutos. O Fábio também teve que trabalhar até mais tarde e quando isso acontece quem fica com o pequeno é a vovó.

No telefone, minha mãe disse que o Vítor estava dormindo. Mais uma vez eu iria chegar em casa e ter que esperar para conseguir brincar uns minutinhos com ele. Tempo precioso, porque é a única hora do dia que ficamos juntos. Eu cansada do trabalho, ele com sono.

Daí que uma velha conhecida bateu na minha porta: a culpa. Por eu não conseguir ficar mais tempo com meu filho (não vou entrar na discussão quantidade x qualidade de tempo que os pais passam com os filhos, apenas queria poder ficar mais com ele e ponto). Por eu ter que depender de outras pessoas que ficam com ele (leia-se minha mãe e minha vó, que fazem isso com o maior prazer, porém, o filho é meu, não delas… um pouquinho daquele papo de tercerizar os filhos que rolou pela blogosfera materna, lembram?). Por eu chegar em casa esgotada (aqui entra a questão quantidade x qualidade de novo, pois se eu estou podre de cansada também não consigo estar inteira para o meu filho, certo?). Enfim, culpa por N motivos.

Larguar o trabalho não é uma opção, nem pelo financeiro, nem por vontade (ficar em casa o dia todo com a cria é ótimo, mas não pra mim). Então a opção que eu tenho é deixar o Vítor apenas meio turno na escola e flexibilizar as minhas manhãs. Decisão tomada ontem no caminho de casa, após o trabalho, quando a única coisa que eu desejava era chegar em casa e ganhar um beijo babado.

***

Mas a vida não é um moranguinho. Quando chegamos em casa Vítor passou mal, vomitou muito e a suspeita é de uma virose. Madrugada em claro e um saldo de 6 pijamas, 2 cobertas, 3 toalhas, 1 sofá e 2 travesseiros vomitados. Sem falar nos 7 paninhos e na fuga do hospital (resumindo bem a história: era para ele fazer soro no hospital e ficar em observação, mas a mãe aqui, chata que só vendo, é contra procedimentos desnecessários, invasivos e abusivos, então depois de uma tentativa frustrada de furar a veia do filho pegou o pequeno e disse: vamos embora, simples assim). Mais uma situação limite. Outra decissão em um piscar de olhos. Esse é meu jeito de maternar. Sanguenozóio e faca na bota.

***

Um complemento para o post: hoje eu e mais 5 blogueiras queridas (Tchella, Mari, Dani, Ro, Flávia) estamos lindas e glamurosas contando os segredos da maternidade! Tirem as grávidas e as tentantes da sala, pois vai começar o episódio da TV MMqD sobre o que ninguém nunca te contou sobre gravidez e vida pós-filhos!