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Para guardar

Tenho uma pasta no email nomeada “Para guardar”. Ali armazeno lembranças, mensagens carinhosas e de tudo um pouco.

Pois bem, lá estava eu fazendo uma limpa nos meus emails e abri a tal pasta. Encontrei mensagens de exatamente 1 ano atrás. Adivinham o assunto? A gravidez. Foi bem na época que eu contei para minha família e amigos.

Impossível não reviver o xixi no palitinho (o 1, 2 e o 3), a ligação nervosa para a Paula, eu contando para o Fábio que a gente ia ter um bebê, no meio de Tottenham, de noite, na frente de uma Pizza GoGo.

Lembrei também das conversas durante a madrugada em Warwick Gardens quando a gente se perguntava se aquilo era verdade, da minha primeira consulta, o primeiro ultrassom.

Recordei minha vontade de vomitar todo dia saindo da estação de Holborn no caminho para aula. Fechei os olhos e pude sentir o cheiro de sushi que me deixava enjoada toda manhã.

Pensei na minha vontade de comprar a Oxford St. inteira para o bebê que eu sabia que seria um menino. Tinha tanta certeza que escolhi várias micro mini roupas lindas na cor azul.

Fiquei sozinha, viajando no tempo e no espaço. Ê saudade!


* A imagem é do primeiro ultrassom que fiz, no dia 22/09/2010. A foto é uma das primeiras da barriga, no início de outubro, no Oceanário de Lisboa, em Portugal.
** Post inspirado também na série retrô “One year ago” da Carol.

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No divã

Eu e o Fábio nos conhecemos em Londres. Eu, gaúcha, fui para a Inglaterra em março de 2010 para estudar inglês. Ele, paulista, trabalhava desde junho de 2009 na capital inglesa. Nos encontramos na república de estudantes onde ambos morávamos e que o irmão dele administrava.

Depois de uma semana começamos a ficar. Um mês e já virou namoro. Em julho fomos morar juntos, só nós. Em agosto eu descobri que estava grávida. Em outubro voltamos para o Brasil. Resumão básico da nossa história pré-Vítor.

Um dos motivos que nos levou a voltar para o Brasil foi a questão familiar. Queríamos que o Vítor nascesse aqui para poder contar com o apoio e carinho da família. Outra razão foi bem pontual: meu visto ia vencer e a gente precisava decidir o que fazer. O Fábio tem passaporte português, mas seria uma burocracia arrumar a minha documentação em função da dele, provavelmente não daria tempo de ter tudo em dia antes do meu visto terminar.

Enfim, voltamos para começar a construir nossa vida em solo brasileiro (naquela de seja o que Deus quiser).

O Fábio trabalhou um tempo em casa e depois arrumou outro emprego. Eu não consegui nada enquanto estava grávida, nem como freelancer. Porém agora estou trabalhando na minha área (jornalismo).

Acontece que embora a gente já esteja a quase 1 ano no Brasil ainda não nos sentimos adaptados. Parece que falta alguma coisa. Sempre ficamos imaginando como seria se a gente voltasse para Londres (ou se tivesse ficado por lá). Vivemos numa ponte áerea mental.

Pontos que contam para o Brasil: família, possibilidade de trabalhar na nossa área de formação (coisa que dificilmente aconteceria em Londres), comodidade.

Pontos que contam para a Inglaterra: educação (seria ótimo poder oferecer uma educação bilíngue para o Vítor), segurança, possibilidade de viajar pela Europa e conhecer outras culturas, situação financeira favorável, Nutella mais barata do que no Brasil.

E daí que eu fico viajando (literalmente) num mar de possibilidades. Então quero ajuda das universitárias. Mamães internacionais, como é a vida pós filhos no exterior? Do que vocês sentem falta? Vocês se sentem completas (pergunto mesmo achando que ninguém consegue ser completo depois de morar um tempo no exterior)? Quais as principais dificuldades?

Mamães brasileiras, do que vocês não abririam mão para ir morar em outro país?

Fatos e fotos dos últimos 9 meses

JULHO

* Mudança para casa nova em Londres
* Visita da Bruna

Com a Paula e a Bruna em um pub de Camden Town

AGOSTO

* Passeio em Oxford com a amiga brasileira Solange e família
* O tal do POSITIVO
* Viagem para Paris
* Visita do Marcus
* Fim de semana em Liverpool e Manchester

Com o Fábio, em Paris

SETEMBRO

* 1º ultrassom
* Temporada de enjoos/vômitos/tonturas
* Viagem para Lisboa

Primeira "foto" do pitoco

No Oceanário, em Lisboa

OUTUBRO

* Viagem para Madrid, Roma e Amsterdã
* Prova de proficiência, IELTS
* Retorno para o Brasil
* Busca por apartamento

Com a Aline, em Madrid

NOVEMBRO

* Viagem para SP e Santos com a família do Fábio
* Primeiros chutes na pança da mamãe
* Mudança para o AP novo no RS
* É um MENINO

DEZEMBRO

* Natal barriguda
* Ano Novo na praia com a família

Com a minha irmã, indo para a praia

JANEIRO

* Chegada do Dexter
* O bebê vira VÍTOR
* Semana em Garopaba/SC
* Curso de gestante promovido pela Unimed
* Início do “projeto de mãe”

Dexter nos primeiros dias em casa

FEVEREIRO

* Visita dos pais do Fábio
* Carrinho e bebê conforto em casa
* Berço montado
* Visita da irmã do Fábio

MARÇO

* Montagem da mala da maternidade
* Chá de bebê
* Finalização do quartinho

Eu e minha irmã no chá do Vítor

Mimos do enxoval

Comecei a separar as roupinhas do Vítor e arrumar algumas coisas no quarto dele. Quando abro o armário e vejo todas aquelas peças mini fico encantada. Vem aquele pensamento clichê: como um ser humano vai entrar naquilo? Tudo parece tão pequenino!

Tirei algumas fotos dos mimos do baby 🙂

Body rock da Gap

Jeans cheio de estilo

Presente da dinda Paula, da loja da Disney de Londres

A mamãe adora listras

Para preparar o berço

O protetor de berço

Um dos meus itens favoritos do enxoval do Vítor é a roupa de cama. Comprei em Londres, antes de voltar para o Brasil. É um kit “Bed in a bag” da Mothercare, com 5 peças (protetor de berço, cobertor, edredon, lençol para o colchão e lençol para cobrir).

A loja é uma fofura e deixa qualquer mamãe babando. A linha de produtos vai desde carrinhos e cadeirinhas de carro até roupas, sapatos e acessórios.

Detalhes do lençol

No momento da compra ainda não sabia o sexo do bebê. Optei então por um conjunto neutro, nas cores bege e marrom.

Paguei £94.99 o que com uma cotação média de R$2.70 equivale a cerca de R$256.50.

Agora é só deixar tudo limpinho e esperar o berço chegar. Não vejo a hora!

Lençol com um furo para a cabeça

É assim que eu defino roupa de grávida gorda: lençol com um furo para a cabeça. É uma infelicidade toda vez que percebo que tá na hora de acrescentar peças novas no armário (e isso acontece com uma frequência incrível durante a gravidez). Além de serem caras, as roupas para gestantes não possuem caimento. Claro que isso não é uma regra geral, no entanto a situação é um pouquinho mais complicada para quem mora em cidades pequenas (meu caso!). As opções de lojas são reduzidas e o jeito é bater perna até achar algo de bom gosto.

Quando eu engravidei eu morava em Londres e minha maior descoberta foi a linha Maternity da Gap. Tratei logo de comprar duas calças jeans e algumas blusas. Porém, como estava no início não imaginei que a barriga ia aumentar tanto! Também não tinha ideia de que seria tão difícil encontrar outras peças no Brasil.


Usei muuuuito os jeans com elástico da Gap. Com certeza eles fazem parte do meu top 5 de roupas durante a gravidez. Super recomendo para quem tiver a possibilidade de comprar ou encomendar com algum amigo/parente/conhecido que for viajar para o exterior. Sei que é complicado fazer um pedido desses, principalmente pela numeração ser diferente da brasileira, mas enfim, #ficaadica.

Outro item top top do meu armário de grávida é um vestido básico da Hering. Ele é mega simples, mas eu adoro! Tenho um de cada cor disponível (verde, rosa, cinza e preto). E o melhor: tamanho M! Ou seja, dependendo do quanto eu engordar ainda tenho a opção de comprar o mesmo modelo em G. Outra observação: é roupa de gente normal 😉

Aliás, a Hering tem sido a minha salvação. Roupas de boa qualidade e ótimo preço. Na Hering Web Store o modelo de vestido em questão custa R$69,90, porém eu cheguei a pagar R$39,90 na loja de Garopaba/SC (em promoção).

Outra coisa que achei na Hering foi camisola. Odeio com toda minha força todas as peças para gestantes! Principalmente as com estampas de bebês, chupetas e coisinhas do gênero. Então fiquei super feliz quando entrei numa G da marca e não tirei mais!