Arquivo mensal: março 2011

Fatos e fotos dos últimos 9 meses

JULHO

* Mudança para casa nova em Londres
* Visita da Bruna

Com a Paula e a Bruna em um pub de Camden Town

AGOSTO

* Passeio em Oxford com a amiga brasileira Solange e família
* O tal do POSITIVO
* Viagem para Paris
* Visita do Marcus
* Fim de semana em Liverpool e Manchester

Com o Fábio, em Paris

SETEMBRO

* 1º ultrassom
* Temporada de enjoos/vômitos/tonturas
* Viagem para Lisboa

Primeira "foto" do pitoco

No Oceanário, em Lisboa

OUTUBRO

* Viagem para Madrid, Roma e Amsterdã
* Prova de proficiência, IELTS
* Retorno para o Brasil
* Busca por apartamento

Com a Aline, em Madrid

NOVEMBRO

* Viagem para SP e Santos com a família do Fábio
* Primeiros chutes na pança da mamãe
* Mudança para o AP novo no RS
* É um MENINO

DEZEMBRO

* Natal barriguda
* Ano Novo na praia com a família

Com a minha irmã, indo para a praia

JANEIRO

* Chegada do Dexter
* O bebê vira VÍTOR
* Semana em Garopaba/SC
* Curso de gestante promovido pela Unimed
* Início do “projeto de mãe”

Dexter nos primeiros dias em casa

FEVEREIRO

* Visita dos pais do Fábio
* Carrinho e bebê conforto em casa
* Berço montado
* Visita da irmã do Fábio

MARÇO

* Montagem da mala da maternidade
* Chá de bebê
* Finalização do quartinho

Eu e minha irmã no chá do Vítor

Casulo

Hoje entrei no meu casulo. Quero ficar assim, quietinha no meu canto. Curtir cada minutinho antes do Vítor nascer. Aproveitar a chegada do frio, o silêncio da casa, o mimo do maridinho.

Noite passada não conseguia dormir. Pensamentos voando…

De manhã eu tinha consulta, logo cedo. Eu e o bebê estamos bem! Ele encaixado, mexendo regularmente, com o coraçãozinho no maior tum-tum-tum potência máxima. Eu com o peso controlado, pressão ok, dilatação de 4cm e colo do útero afinando.

Segundo a médica o parto está próximo. Ela me deu uma listinha destacando quando é o momento de ir para o hospital (se a bolsa romper, se eu sentir contrações regulares, enfim… basicamente as mesmas orientações do site da Crescer).

Por incrível que pareça a consulta me deixo mais calma. Deixei a contagem regressiva de lado e acabei me concentrando em mim e no meu corpo. Eu sinto (agora mais do que nunca) que tá chegando a hora. Eu sei que tá quase aí. Isso dá um medinho, mas por outro lado uma sensação gostosa de transição. Transição entre eu mulher, eu mãe. Entre tudo que eu sempre quis e que agora se realiza.

Agora, com licença. Vou ali no meu casulo, mas prometo que volto logo!

* Quando o Vítor nascer alguém (o Fábio) vem aqui rapidinho dar a notícia. Don’t worry 😉

Resumo da 37ª semana

Esqueçam o nível ansiosa controlada. Passado. Já era.

O nível da 37ª semana foi potencialmente ansiosa. Qualquer dorzinha e eu: “Ai, o que será isso?”. Qualquer nuvem que mudava de posição no céu e eu: “Será um sinal?”. Momento #alouca total.

Além disso, agora todo dia eu acordo, passo a mão na barriga e penso: “Ainda grávida”. Sim, ainda pesada, desastrada, imensa.

Minha próxima consulta é terça. De modo geral eu me sinto bem fisicamente. O maior incômodo é a dor na pelve. Ela já tinha diminuído, entretanto voltou com tudo. Para virar na cama durante a noite é um sufoco. Chego a desistir da ideia no meio da manobra.

O baby já não mexe mais tanto. Acho que o espaço está bem reduzido para ele. Eu também não consigo mais comer muito, as porções automaticamente estão menores.

É… tá chegando a hora.

Mas como ela demora. Humpf.

A mãe encantada

Eu já tinha ouvido falar sobre a tal amada/odiada encantadora de bebês, mas faltava um incentivo financeiro para ler. Foi então que a Juu, do blog “Era uma vez nós três!“, postou sobre o livro e disponibilizou um arquivo para download.

Eu aproveitei o meu tempo livre (ou seja, o dia inteiro) e comecei a desvandar os segredos de Tracy Hogg. Acabei virando uma “mãe encantada”.

Ainda não terminei, mas… so far, so good. Gostei das práticas abordadas no livro e achei bem interessante o método E.A.S.Y.: eat (comer), activity (atividade), sleep (dormir) e you (você).

A autora sugere uma rotina para os bebês no esquema do E.A.S.Y. desde cedo. Confesso que gosto da ideia de regularidade, porém sem horários fechados (justamente a proposta de Tracy).

Claro que na teoria tudo é muito lindo e maravilhoso, quero ver é quando o circo pegar fogo. Entretanto, pretendo levar em consideração os ensinamentos do livro quando o Vítor chegar. Vamos ver como vamos nos adaptar.

E vocês, mamães?! Chegaram a ler “Os segredos de uma encantadora de bebês”? Tentaram usar alguma das ideias de Tracy? Qual foi o resultado?

E o glamour?!

Agora na reta final da gravidez comecei a pensar em tudo que passou. E sabe o que lembrei?! Cadê o glamourrr de estar grávida, gentem??? É, a pele linda, o cabelo maravilhoso, o tal do brilho?

Resolvi então fazer uma listinha dos mitos e das verdades da gravidez. Analisem comigo!

1 – PELE LINDA DURANTE A GRAVIDEZ: MITO

Antes da gravidez eu estava com a pele em dia. Tinha feito tratamento com dermatologista e não podia reclamar do resultado. No entanto, bastou eu engravidar para ficar cheia de espinhas. Oi?! Momento adolescência is back.

2 – GRÁVIDA E COM O CABELO MARAVILHOSO: MITO

No início da gravidez eu estava blond total (nota: sou naturalmente morena). O cabelo estava hidratado e brilhante. Resultado de morar com um hair stylist sucesso total, Danilo Fiorin (nota: eu morava em Londres e dividia casa com outros brasileiros).

Voltei para o Brasil ainda loira, mas foi então que as coisas começaram a mudar. Clima diferente, madeixas sem manutenção diária e bum! Cabelo seco e feio.

Tentei de diversas formas melhorar a situação e continuar loira, porém também não queria ficar pintando o cabelo toda hora em função da gravidez. Acabou que escureci tudo e desisti de ficar brigando com o espelho.

3 – A GRÁVIDA POSSUI UM BRILHO DIFERENTE: MITO

Só se esse brilho estiver na palidez do rosto depois de vomitar 3 vezes na mesma manhã ou na pele oleosa cheia de espinhas.

4 – AS PESSOAS TE OLHAM DIFERENTE: VERDADE

Alguns olham com cara de dó, outros de felicidade, outros de agonia. Não importa como, mas as pessoas percebem uma grávida de uma maneira diferente. Aliás, dificilmente uma barrigudinha passa despercebida.

5 – AS PESSOAS TENDEM A SER MAIS GENTIS COM UMA GRÁVIDA: VERDADE

Principalmente amigos e familiares. Eles passam a oferecer ajuda em pequenas atividades diárias, alcançar objetos, fazer agradinhos. Aproveite!

6 – A GRÁVIDA VIRA UMA MÁQUINA DE GASES: VERDADE

Nem precisa colocar moedinha. É natural e incontrolável. Uma vergonha!

7 – ENCHA-SE DE CREME E AS ESTRIAS VÃO PASSAR LONGE: MITO

Não tem creme que supere a genética. Minha mãe teve e eu fiquei cheia. Inclusive nos mesmos infelizes lugares: barriga e coxas. Um saco, né?!

8 – GRÁVIDA FICA SEM NOÇÃO DE ESPAÇO: VERDADE

Cansei de bater a barriga na parede, nos móveis e nos outros. Perdi totalmente a noção do espaço que o meu corpo ocupa. Além disso, derrubo tudo que toco. Chega a ser mágico. Tenho que cuidar com a louça para não quebrar tudo. Resultado parcial da minha gravidez: 4 copos, 1 prato grande e 1 prato pequeno. Tudo destruído nos últimos meses pelas minhas mãozinhas gordas e desajeitadas.

* Os tópicos foram elaborados de acordo com a minha experiência. Outras gravidinhas podem ter tido observações diferentes.
** A ilustração do post é da designer Paulica Santos. A figura foi retirada daqui ó. Quem quiser aproveitar e conhecer o trabalho dela vale a pena #ficaadica 🙂
*** E vocês? Concordam com a minha lista? Algo para acrescentar?!

A calçada

Sim, a maldita.

Acontece que ontem eu caí na rua. Estava indo numa loja com o Fábio, no centro da cidade, quando tropecei e fui de cara/pança no chão.

Logo senti dor no joelho. O Fábio me ajudou a levantar e sentei no carro. Daí bateu o desespero e comecei a chorar. Era de dor, era de receio, era de nervoso.

Voltamos para casa e deitei na cama. Eu estava com as mãos e com um dos joelhos arranhados. Não sentia nada diferente em relação ao bebê, mas achei melhor ligar para a médica.

Ela estava indo para o hospital pois ia fazer um parto e disse para eu ir até lá. Logo que cheguei fui atendida e uma enfermeira me colocou em um aparelho que monitora os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da grávida.

Fiquei 20 minutos no aparelho e depois do parto a médica foi analisar o resultado. Ela disse que está tudo bem comigo e com o Vítor, ou seja, o tombo não passou de um susto. Sorte nossa! Agora é cuidar para evitar outro acidente. Deu já, né?!