Arquivo mensal: julho 2012

Soluções milagrosas para acabar com as mordidas

Não, elas não existem. Mas confesso que ouvi muita bobagem considerada milagrosa na minha busca por uma luz no fim do túnel das mordidas e das agressões na escola.

Para tentar resumir a nossa experiência (e quem sabe ajudar outras mães na mesma situação), resolvi juntar aqui o que deu certo e o que não deu. Apenas destaco que é uma vivência totalmente pessoal, que não necessariamente funciona da mesma forma em outras famílias, orientada pela psicóloga da escola e pelas professoras que trabalham diariamente com o Vítor em sala de aula.

A situação

Fato – Vítor começou a morder os colegas e bater (dar tapas) nas professoras. Logo o comportamento deixou de ser limitado ao ambiente escolar e passou a se repetir em casa.

Reação – A minha reação inicial foi de pânico. Na verdade, sem tanto drama, fiquei preocupada e me senti culpada. Achei que a agressividade poderia ser um reflexo de alguma frustração ou carência. Porém, quando conversei com a psicóloga da escola fiquei mais tranquila. Ela colocou que o ato de morder e/ou bater na idade do Vítor (1 ano e 3 meses) é normal, faz parte do processo de desenvolvimento da criança e da percepção de mundo. Além disso, ela explicou que pode ser um jeito que ele achou de se expressar (nada delicado, mas fazer o que, né?).

Ação – O conselho da psicóloga foi dizer NÃO. Explicar que bater é feio, que legal é fazer carinho, que a mamãe e os amiguinhos não gostam quando ele morde e todo o tralalá básico infinitas vezes, ou seja, sempre que ele tentar morder ou bater. A professora também sugeriu que quando ele ignorasse o discurso (quase sempre, pelo menos no início) a gente colocasse ele de castigo. Como assim, castigo? Calma, eu explico. Não é trancar a criança em um quarto escuro e deixar chorar forever. É tentar desviar a atenção e fazer com que ela se acalme. Na escola, as professoras começaram a colocá-lo sentado na cadeirinha para assistir um pouco de TV. Em casa, a gente optou por deixá-lo uns minutos no cercadinho com algum brinquedo.

A prática – Na prática, foi muito cansativo. Realmente, tivemos que repetir o papinho do bater não é legal um milhão de vezes por dia. Chamar a atenção, mas sem xingar, e usar a teoria do castigo até cansar.

Situação atual – Faz mais de um mês que estamos tentando corrigir a questão das mordidas e das batidas. Ele já mudou? Um pouco, mas ainda tem alguns chiliques (especialmente em público, para a alegria da mamãe). Então, continuamos com as mesmas ações, na tentativa de minimizar ao máximo a situação.

O que funcionou

Chamar a atenção toda vez que ele vai morder ou começa a bater – Funcionou bem. No início, ele mordia ou batia mesmo depois da gente dizer não. Agora, geralmente nos ouve, olha atento pra gente e não morde ou bate.

Castigo – Os castigos ajudaram mais no início. Como o Vítor começou a respeitar quando a gente chama a atenção dele, não é mais necessário colocá-lo no cercadinho ou em uma cadeirinha para desviar a atenção.

O que não funcionou

Gritar – Algumas vezes eu perdi a linha e acabei gritando. Ele ficava assustado e começava a chorar. Outras vezes continuava mordendo ou batendo. Enfim, aconteceu, porém não aconselho. Não ajudou em nada no processo.

Rir – Preciso explicar que isso só reforçava o comportamento negativo?

Fingir que estamos chorando – Vítor nunca caiu nessa e geralmente começava a rir. Mais uma atitude que só reforçava o comportamento negativo, pois ele achava graça e queria repetir.

Morder de volta ou bater na mão – No desespero inicial eu tentei mordê-lo de volta ou bater na mãozinha dele. Por favor, não chamem uma assistente social, mas fui na onda de um daqueles conselhos furados. Logo vi que não ia levar a nada ou mesmo que levasse, não era a melhor forma de conduzir a situação (pelo menos não dentro do meu jeito de maternar).

Enfim, é difícil? Sim, e muito. O segredo? Eu diria que não existe, mas a chave para lidar bem com a situação é manter e calma e tentar alinhar uma conduta com as pessoas que convivem com a criança (no nosso caso pai, mãe, família e professoras).

Não adianta nada os pais seguirem uma linha de ação e na escola as professoras conduzirem a situação de um jeito totalmente diferente. O mesmo vale para a família. No início, algumas pessoas achavam graça quando o Vítor mordia ou batia em alguém. Conversamos com todos e pedimos para eles reforçarem o não e o diálogo. Isso ajudou bastante.

Se alguém mais já passou por isso e quiser compartilhar, sinta-se livre nos comentários!

Notícias rápidas

A dor no nervo ciático continua. Alguns dias mais fraca, em outros mais forte. Tem sido difícil trabalhar, principalmente por ter que ficar muitas horas seguidas sentada.

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Na consulta, a médica me receitou um remédio para dor. Eu tomei um dia, mas não me senti muito bem. Achei a medicação forte e preferi evitar. Fiquei um pouco tonta e a Clara agitada. Sem falar no sono que deu. Vou deixar apenas para quando o negócio estiver insuportável.

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Sobre o parto, ela disse que a dor das contrações deve disfarçar a do nervo. Será isso bom ou ruim? Tenho minha dúvidas.

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Agora notícias do meu gurizinho! Vítor está a mil. Corre, brinca, joga bola, quer estar sempre no chão. Fase delícia demais, não canso de repetir!

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Ruim é que ele continua mordendo os colegas. Terça teremos uma reunião na escola, vai ser uma oportunidade para conversar um pouco mais com a professora sobre a situação.

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Algumas pessoas me falaram que pode ser ciúme ou algo assim, em função da minha gravidez. Eu acho bobagem. Primeiro porque creio que ele não sabe exatamente o que vai acontecer em breve (a chegada da irmã). Tudo bem que ele pode sentir algumas mudanças, mas dimencionar o nascimento de um bebê que ainda está na barriga e morder os outros por isso? Acho que não. Segundo porque o comportamento tem sido bem pontual. Ele bate ou morde quando alguém pega um brinquedo dele ou quando o tiramos de algo que ele está gostando (se está jogando bola, por exemplo, e o pegamos para ir fazer outra coisa, como almoçar). Então vejo como uma defesa, algo natural e que deve passar.

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Não dei mais notícias aqui do concurso da Limetree! Quero agradecer muito quem votou no meu post. Consegui ficar entre os finalistas, infelizmente não levei nem o primeiro nem o segundo prêmio. De qualquer forma, vou receber uma bolsa e um livro pela classificação! Sem falar que muita gente leu meu texto, compartilhou histórias e se identificou. Só por isso já valeu, e muito!

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Boa semana!

Tinha um nervo no meio do caminho

Gravidez tranquila, tudo na maior paz. Uma dorzinha aqui, um desconforto ali, mas nada fora do normal. Até que surgiu algo diferente.

Tinha um nervo no meio do caminho. E esse nervo virou uma verdadeira pedra no fim da gestação.

Ô coisa chata, gente. Geralmente, no fim da tarde a dor no ciático aumenta. Chega à noite e o bicho pega. Antes de dormir estou imprestável, tomo um banho bem quentinho e deixo a água cair nas costas para ajudar a aliviar, mas nem sempre faz muita diferença.

Alguém passou pela mesma coisa no fim da gravidez? Alguma dica para amenizar o problema? E como fica no parto (normal, no caso)?

Amanhã tenho consulta e vou descobrir mais sobre o assunto. Na sequência compartilho por aqui.

(E antes de ir embora uma novidade: a Clara virou! Ela estava sentada, mas no exame que fiz esta semana o médico disse que a moça já deu a tã esperada viradinha.)

Quantas vidas tem um bebê?

Se o gato tem sete vidas, um bebê tem mil!

Sério, aqui em casa é no mínimo um acidente por dia! Hoje, o Vítor foi com a testa direto na cabeceira da nossa cama. Ontem, esmagou o dedo em uma gaveta. E por aí vai. Um verdadeiro show de horrores.

Incrível que na maioria das vezes as coisas acontecem debaixo do nosso nariz, só que não dá tempo de evitar, apenas de minimizar o estrago e logo dar atenção e um colinho para o pequeno.

Detalhe que o Vítor já é bem firme, passou o estágio bebê bonecão de posto que a recém aprendeu a andar.

Quando que isso passa, gente?

Sobre listas e o que falta

Quando eu estava grávida de 7 meses do Vítor já tinha tudo pronto, separado, lavado, guardado. A bolsa da maternidade era arrumada e desarrumada pelo menos uma vez por semana. Eu era “a louca das listas de enxoval” e realmente acreditava que precisava de pagão e cueiro, sem nem sequer saber o que era isso.

Agora, na segunda gravidez, cheguei aos 7 meses pensando no que falta e no estilo mais relax impossível. Digamos que o básico já tenho em casa, tudo que era do Vítor (sling, bebê conforto, cercadinho, cadeira de comer). A única coisa maior que precisaria comprar eu já ganhei: um berço desmontável. Sim, resolvi optar por um modelo de acampamento, pois não teria onde colocar mais um berço de madeira. Além disso, não vejo necessidade em ter mais um trambolho dentro de casa. Sei que o Vítor ainda vai ficar um tempo no berço, mas até lá a Clara fica no desmontável. Situação resolvida.

Outra coisa importante que ganhei foi um carrinho, pois o que o Vítor usava já era de segunda mão e eu tinha passado para uma tia que adotou um bebê recentemente. Então, minha avó nos presenteou com um modelo lindo e prático, bem mais compacto que o anterior. Outro problema resolvido.

Em relação às roupas ganhei e comprei alguns modelitos e também sei que vou aproveitar bastante coisa do Vítor, mesmo sendo uma menina. Não gosto de padrões limitadores de rosa e azul. Na minha casa isso é bobagem, assim como as divisões: menina brinca de boneca e menino de carrinho. Meus filhos sempre vão ter liberdade para escolher, seja a cor da roupa ou a brincadeira mais divertida. Mas enfim, isso é assunto para outro post.

Repassando minha lista mental, o que falta para a Clara é um balde para banho (o que usamos no Vítor acabou migrando para a área de serviço quando ele ficou maiorzinho), toalhas, fraldas e algumas coisas de higiene (gaze, álcool 70%). Como vou fazer um chá de bebê para as colegas de trabalho no fim de semana, sei que alguns itens já vou ganhar, então não resta muita coisa para eu me preocupar.

A próxima etapa dos preparativos é lavar as roupinhas (tarefa para a vovó) e dar uma organizada no quarto. Coisas para agosto… sem pressa, sem neura, sem estresse.

Dúvidas absurdas de uma grávida enlouquecida

Uma característica da Ananda-grávida é fazer perguntas mirabolantes o tempo inteiro sobre o futuro próximo. Não sei se a explicação é hormonal, creio que seja. Só sei que tem que ter paciência (a do Fábio, coitado, tem que ser infinita).

Exemplos recentes:

– Como vou dar conta de cuidar de dois bebês durante todas as manhãs (Vítor vai na escola só de tarde)?

– Como vai ser o primeiro encontro do Vítor com a irmã?

– Quanto tempo vai durar o parto (dizem que o segundo é mais rápido, então se o primeiro foi vapt-vupt, como será o segundo)? Vai dar tempo de chegar no hospital (dois medos inexplicáveis que eu tenho: ganhar bebê na rua e a bolsa romper em algum lugar que não seja a minha casa)?

– Vou conseguir tirar a minha sagrada soneca depois do almoço no fim de semana com dois filhos? Preocupação master!

– Vou conseguir sair de casa com dois bebês sem a ajuda de alguém? Como vou carregar tudo que preciso? Vai ter mão pra tudo?

E segue por aí. Detalhes que as perguntas surgem quando o Fábio tá quase, quase dormindo. Ele dá respostas super animadoras: “Aham”, “Com certeza”, “Sim, amor, agora dorme um pouquinho”.

Pelo menos eu sei que sou chata, né?