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Ah, que saudade da barriga!

Esta semana peguei uma câmera digital compacta que temos aqui em casa e praticamente não usamos para emprestar para a minha avó. Acontece que quando fui ver se estava tudo funcionando direitinho achei um cartão de memória com várias fotos que eu nem lembrava que existiam. Imagens do Vítor com poucos meses, depois uns vídeos dele dando os primeiros passos. Sério, uma emoção sem tamanho!

Isso acabou me deixando toda nostálgica. Fui direto para os arquivos do computador e fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Normal, né? Qual a mãe que não dá uma choradinha disfarçada (ou nem tanto) quando olha uma foto do filho RN?

Então, cheguei também nas fotos de grávida (que são raras, tenho que confessar).

E ah, que saudade da barriga, gente! De sentir aquela vida toda dentro de si. Os movimentos do bebê, os chutes. Ô coisa boa!

By Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

Gravidez do Vítor, by Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

By Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

Gravidez da Clara, by Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

E por aí? Rolou uma saudadezinha da barriga também?

Braços e pernas em forma, mas a barriga…

Semana passada fui na nutricionista. Já estava mais do que na hora de assumir meu corpo atual para conseguir chegar no que desejo.

A questão nem é o peso extra pós-gravidez, pois eu consegui eliminar todos os quilos que ganhei nas duas gestações. O problema mesmo é a gordura que já existia antes e que insiste em me acompanhar.

A consulta foi daquele jeito que as primeiras consultas são: entrevista, conversa sobre hábitos alimentares e a temida hora das medidas e balança.

Confesso que o peso não me apavorou, estava dentro do que imaginava, assim como as medidas.

O que me deixou surpresa foi a avaliação das dobras cutâneas. Acreditam que fui elogiada? É! Braços e pernas super em forma. O motivo? Carregar um moço de 13 e uma moça de 9 quilos no colo para cima e para baixo e subir quatro andares de escada todos os dias, de duas a oito vezes. A vida de mãe tem lá suas vantagens, né?

Infelizmente, em relação a barriga, não posso dizer o mesmo. Ali tá caótico e gelatinoso o negócio. Não vai voltar nunca para o lugar??? Alguém me dá uma esperança?

Com que roupa

Uma das melhores coisas do home office, na minha opinião, é não precisar se preocupar com roupa. É possível trabalhar de pijama ou com aquele moletom velho e a calça de suplex com um furo no meio das pernas. A única regra é estar confortável, o resto… tanto faz!

Acontece que a partir de amanhã vou trabalhar na agência alguns dias da semana. Além disso, logo começa o meu estágio docente do mestrado. Então, em resumo, eu vou tem que encarar a vida real outside e, de preferência, vestida de acordo.

Mas vejam bem: o que sobra de sapato e roupa no armário de uma pessoa que praticamente emenda uma gravidez na outra? Eu conto: meia dúzia de sapatos baixos (salto nevermore), uma calça jeans um tanto apertada e uma série de blusas curtas ou justas (ou curtas e justas, o que chega a ser a visão do inferno no meu corpitcho atual, com uma comissão de frente turbo pela amamentação e aquela pança flácida que insiste em não ir embora).

Somem isso ao cabelo sem corte (salão, aqui, tem sido apenas para urgências – e olhe lá) e as olheiras que não me deixam mentir o status de mãe de dois. O resultado:

Uma versão acabada da Mortícia: preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e make no capricho, para esconder as olheiras no chão

Uma versão acabada da Mortícia (a da imagem tá bonitona): preto para disfarçar os quilinhos a mais, cabelo escorrido e maquiagem (muita) para esconder as olheiras no chão

Autoestima. A gente vê por aqui.

O que eu diria para uma grávida sobre parto

Eu diria que o parto ensina uma verdade constante da maternidade: a gente não controla nada.

No parto a gente não controla a mente, o corpo, a dor. A gente sente e age. É só emoção, nada de razão. É intensidade, é explosão. É amor.

Na maternidade a gente não controla as doenças, os acidentes, os perigos externos, as descobertas. A gente sente e age (ou reage). É muita emoção, embora de vez em quando a gente tente agir com a razão. É intensidade, é explosão. É amor.

Sendo assim, deixar o parto acontecer de forma natural é entregar, de coração aberto, o controle. É aceitar que dali em diante a vida ganha outro rumo, um caminho totalmente novo, cheio de surpresas.

Mas aceitar perder o controle não é fácil (e por isso, talvez, muitas mulheres optam por entregar seu parto para o médico e escolhem fazer uma cesárea). Exige perceber nosso corpo e nossa origem: somos animais, mamíferos.

Para alguns, parto é “feio”, pois envolve sangue, fezes, urina. Justamente por isso, penso eu, um “bom” parto (bom no sentido de ser algo visto positivamente pela mãe, como um momento realmente especial na sua plenitude, como processo completo, não só pelo nascimento do bebê) depende do quanto a mulher é capaz de se desprender de todo o resto e se conectar com o próprio corpo.

Não é fácil também pelo fator desconhecido. Pode acontecer qualquer dia, qualquer hora, começar em qualquer lugar. Tem gente que simplesmente não consegue lidar com isso, seja por medo, insegurança ou outro motivo.

Enfim, o que eu diria para uma grávida é que o parto é algo único e que merece ser vivido na sua totalidade. Não pode existir sensação melhor do que um filho saindo do ventre para o mundo. Até hoje, consigo fechar os olhos e reviver aquele segundo de silêncio entre um gemido e um choro. Um segundo de concretização de todo amor possível.

Por isso, eu diria: permita-se. Entregue-se à maternidade antes mesmo do seu filho nascer. Não deixer de viver algo tão intenso. Sublime.

Ocitocina, baby

Ocitocina, baby

Leia também: Do verbo parir

Tinha um nervo no meio do caminho

Gravidez tranquila, tudo na maior paz. Uma dorzinha aqui, um desconforto ali, mas nada fora do normal. Até que surgiu algo diferente.

Tinha um nervo no meio do caminho. E esse nervo virou uma verdadeira pedra no fim da gestação.

Ô coisa chata, gente. Geralmente, no fim da tarde a dor no ciático aumenta. Chega à noite e o bicho pega. Antes de dormir estou imprestável, tomo um banho bem quentinho e deixo a água cair nas costas para ajudar a aliviar, mas nem sempre faz muita diferença.

Alguém passou pela mesma coisa no fim da gravidez? Alguma dica para amenizar o problema? E como fica no parto (normal, no caso)?

Amanhã tenho consulta e vou descobrir mais sobre o assunto. Na sequência compartilho por aqui.

(E antes de ir embora uma novidade: a Clara virou! Ela estava sentada, mas no exame que fiz esta semana o médico disse que a moça já deu a tã esperada viradinha.)

Sobre listas e o que falta

Quando eu estava grávida de 7 meses do Vítor já tinha tudo pronto, separado, lavado, guardado. A bolsa da maternidade era arrumada e desarrumada pelo menos uma vez por semana. Eu era “a louca das listas de enxoval” e realmente acreditava que precisava de pagão e cueiro, sem nem sequer saber o que era isso.

Agora, na segunda gravidez, cheguei aos 7 meses pensando no que falta e no estilo mais relax impossível. Digamos que o básico já tenho em casa, tudo que era do Vítor (sling, bebê conforto, cercadinho, cadeira de comer). A única coisa maior que precisaria comprar eu já ganhei: um berço desmontável. Sim, resolvi optar por um modelo de acampamento, pois não teria onde colocar mais um berço de madeira. Além disso, não vejo necessidade em ter mais um trambolho dentro de casa. Sei que o Vítor ainda vai ficar um tempo no berço, mas até lá a Clara fica no desmontável. Situação resolvida.

Outra coisa importante que ganhei foi um carrinho, pois o que o Vítor usava já era de segunda mão e eu tinha passado para uma tia que adotou um bebê recentemente. Então, minha avó nos presenteou com um modelo lindo e prático, bem mais compacto que o anterior. Outro problema resolvido.

Em relação às roupas ganhei e comprei alguns modelitos e também sei que vou aproveitar bastante coisa do Vítor, mesmo sendo uma menina. Não gosto de padrões limitadores de rosa e azul. Na minha casa isso é bobagem, assim como as divisões: menina brinca de boneca e menino de carrinho. Meus filhos sempre vão ter liberdade para escolher, seja a cor da roupa ou a brincadeira mais divertida. Mas enfim, isso é assunto para outro post.

Repassando minha lista mental, o que falta para a Clara é um balde para banho (o que usamos no Vítor acabou migrando para a área de serviço quando ele ficou maiorzinho), toalhas, fraldas e algumas coisas de higiene (gaze, álcool 70%). Como vou fazer um chá de bebê para as colegas de trabalho no fim de semana, sei que alguns itens já vou ganhar, então não resta muita coisa para eu me preocupar.

A próxima etapa dos preparativos é lavar as roupinhas (tarefa para a vovó) e dar uma organizada no quarto. Coisas para agosto… sem pressa, sem neura, sem estresse.

Dúvidas absurdas de uma grávida enlouquecida

Uma característica da Ananda-grávida é fazer perguntas mirabolantes o tempo inteiro sobre o futuro próximo. Não sei se a explicação é hormonal, creio que seja. Só sei que tem que ter paciência (a do Fábio, coitado, tem que ser infinita).

Exemplos recentes:

– Como vou dar conta de cuidar de dois bebês durante todas as manhãs (Vítor vai na escola só de tarde)?

– Como vai ser o primeiro encontro do Vítor com a irmã?

– Quanto tempo vai durar o parto (dizem que o segundo é mais rápido, então se o primeiro foi vapt-vupt, como será o segundo)? Vai dar tempo de chegar no hospital (dois medos inexplicáveis que eu tenho: ganhar bebê na rua e a bolsa romper em algum lugar que não seja a minha casa)?

– Vou conseguir tirar a minha sagrada soneca depois do almoço no fim de semana com dois filhos? Preocupação master!

– Vou conseguir sair de casa com dois bebês sem a ajuda de alguém? Como vou carregar tudo que preciso? Vai ter mão pra tudo?

E segue por aí. Detalhes que as perguntas surgem quando o Fábio tá quase, quase dormindo. Ele dá respostas super animadoras: “Aham”, “Com certeza”, “Sim, amor, agora dorme um pouquinho”.

Pelo menos eu sei que sou chata, né?