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Vocabulário bebezístico

Meu bebê de 1 ano e 4 meses começou a descobrir as palavras. Ele já falava algumas sílabas, mas tudo muito aleatório, nem sempre conectado com algum significado direto (mas vai que pra ele fazia sentido, né?).

Agora aponta para o que quer, faz alguns pedidos pra gente, já expressa as suas vontades. Sem falar que entende tudo que dizemos. Se pedimos para deitar ele vai indo com o corpo para trás, se queremos que ele nos alcance algum brinquedo ele já sabe exatamente do que se trata.

É uma delícia interagir com ele e acompanhar tamanha descoberta linguística e pessoal. Meu bebê começa a se tornar criança!

Então, para registrar, deixo aqui o atual vocabulário bebezístico do Vítor:

– Auau: cachorro
– Vô: vovô e bisavô
– Bol: bola
– Papa: papai
– Mamãe: mamãe
– Tetê: mamadeira de leite
– Mama: mamadeira de água, suco ou qualquer comida
– Popó: Galinha Pintadinha
– Uio: Júlio, do Cocoricó
– Um: é para ser algo tipo “vrum”, que significa carro
– Pipi: passarinho

Soluções milagrosas para acabar com as mordidas

Não, elas não existem. Mas confesso que ouvi muita bobagem considerada milagrosa na minha busca por uma luz no fim do túnel das mordidas e das agressões na escola.

Para tentar resumir a nossa experiência (e quem sabe ajudar outras mães na mesma situação), resolvi juntar aqui o que deu certo e o que não deu. Apenas destaco que é uma vivência totalmente pessoal, que não necessariamente funciona da mesma forma em outras famílias, orientada pela psicóloga da escola e pelas professoras que trabalham diariamente com o Vítor em sala de aula.

A situação

Fato – Vítor começou a morder os colegas e bater (dar tapas) nas professoras. Logo o comportamento deixou de ser limitado ao ambiente escolar e passou a se repetir em casa.

Reação – A minha reação inicial foi de pânico. Na verdade, sem tanto drama, fiquei preocupada e me senti culpada. Achei que a agressividade poderia ser um reflexo de alguma frustração ou carência. Porém, quando conversei com a psicóloga da escola fiquei mais tranquila. Ela colocou que o ato de morder e/ou bater na idade do Vítor (1 ano e 3 meses) é normal, faz parte do processo de desenvolvimento da criança e da percepção de mundo. Além disso, ela explicou que pode ser um jeito que ele achou de se expressar (nada delicado, mas fazer o que, né?).

Ação – O conselho da psicóloga foi dizer NÃO. Explicar que bater é feio, que legal é fazer carinho, que a mamãe e os amiguinhos não gostam quando ele morde e todo o tralalá básico infinitas vezes, ou seja, sempre que ele tentar morder ou bater. A professora também sugeriu que quando ele ignorasse o discurso (quase sempre, pelo menos no início) a gente colocasse ele de castigo. Como assim, castigo? Calma, eu explico. Não é trancar a criança em um quarto escuro e deixar chorar forever. É tentar desviar a atenção e fazer com que ela se acalme. Na escola, as professoras começaram a colocá-lo sentado na cadeirinha para assistir um pouco de TV. Em casa, a gente optou por deixá-lo uns minutos no cercadinho com algum brinquedo.

A prática – Na prática, foi muito cansativo. Realmente, tivemos que repetir o papinho do bater não é legal um milhão de vezes por dia. Chamar a atenção, mas sem xingar, e usar a teoria do castigo até cansar.

Situação atual – Faz mais de um mês que estamos tentando corrigir a questão das mordidas e das batidas. Ele já mudou? Um pouco, mas ainda tem alguns chiliques (especialmente em público, para a alegria da mamãe). Então, continuamos com as mesmas ações, na tentativa de minimizar ao máximo a situação.

O que funcionou

Chamar a atenção toda vez que ele vai morder ou começa a bater – Funcionou bem. No início, ele mordia ou batia mesmo depois da gente dizer não. Agora, geralmente nos ouve, olha atento pra gente e não morde ou bate.

Castigo – Os castigos ajudaram mais no início. Como o Vítor começou a respeitar quando a gente chama a atenção dele, não é mais necessário colocá-lo no cercadinho ou em uma cadeirinha para desviar a atenção.

O que não funcionou

Gritar – Algumas vezes eu perdi a linha e acabei gritando. Ele ficava assustado e começava a chorar. Outras vezes continuava mordendo ou batendo. Enfim, aconteceu, porém não aconselho. Não ajudou em nada no processo.

Rir – Preciso explicar que isso só reforçava o comportamento negativo?

Fingir que estamos chorando – Vítor nunca caiu nessa e geralmente começava a rir. Mais uma atitude que só reforçava o comportamento negativo, pois ele achava graça e queria repetir.

Morder de volta ou bater na mão – No desespero inicial eu tentei mordê-lo de volta ou bater na mãozinha dele. Por favor, não chamem uma assistente social, mas fui na onda de um daqueles conselhos furados. Logo vi que não ia levar a nada ou mesmo que levasse, não era a melhor forma de conduzir a situação (pelo menos não dentro do meu jeito de maternar).

Enfim, é difícil? Sim, e muito. O segredo? Eu diria que não existe, mas a chave para lidar bem com a situação é manter e calma e tentar alinhar uma conduta com as pessoas que convivem com a criança (no nosso caso pai, mãe, família e professoras).

Não adianta nada os pais seguirem uma linha de ação e na escola as professoras conduzirem a situação de um jeito totalmente diferente. O mesmo vale para a família. No início, algumas pessoas achavam graça quando o Vítor mordia ou batia em alguém. Conversamos com todos e pedimos para eles reforçarem o não e o diálogo. Isso ajudou bastante.

Se alguém mais já passou por isso e quiser compartilhar, sinta-se livre nos comentários!

Tudo aquilo que eu não quero esquecer

Filho,

Não quero esquecer o jeito como tu me olha de manhã quando deitamos juntos na cama, enquanto tu toma o teu leitinho e fica fazendo gracinhas para eu rir.

Não quero esquecer quando tu pede para assistir a Galinha Pintadinha e fica fazendo “pó pó pó” de um lado para o outro na sala.

Não quero esquecer a boquinha que tu faz quando grita “bol”, cheio de entusiasmo, por ver qualquer coisa relacionada ao futebol, seja na rua, na televisão ou em qualquer lugar.

Não quero esquecer o teu dedinho mexendo de um lado para o outro, simbolizando um não, quando eu canto “O sapo não lava o pé”.

Não quero esquecer o teu carinho desajeitado na minha barriga, quando a gente pergunta pela Clara.

Não quero esquecer a forma como tu bate no peito, cheio de orgulho, quando a gente pergunta: “Cadê o neném da vovó?”.

Não quero esquecer o jeito como tu chuta o potinho de comida do Dexter, para depois juntar ração por ração no chão e colocar de volta no lugar.

Não quero esquecer como tu grita “pai” com vontade, procurando ansioso o colo de quem tu tanto ama.

Na verdade, eu queria congelar cada momento que a gente passa junto para nunca esquecer da maravilha que é te ter por perto e poder curtir todas as tuas descobertas.

Com amor,
mamãe.

Aniversário do Vítor – Erros e acertos

Erros:

– A escolha do lugar: optei por fazer a festinha no restaurante da minha tia, lugar bonito e que representava praticidade (em um primeiro momento). No entanto, esqueci do detalhe que eles servem almoço, ou seja, eu não poderia deixar tudo arrumado um dia antes ou ir pela manhã no local. Ponto negativo na organização, pois depois do meio dia ficou tudo super corrido (banhos, soneca do Vítor, decoração,…).

– Procura-se o Z: eu que montei toda decoração da festinha, com a ajuda da minha irmã, prima e das madrinhas do Vítor. Porém, como a finalização foi atropelada (motivos acima), algumas coisas ficaram para última hora e deram errado. É o caso do letreiro de Feliz Aniversário personalizado. Cortei as letras durante a semana, mas deixei para colocar no fio no salão da festa. Resultado: uma letra sumiu, evaporou. Até hoje não temos notícia do Z. Acabamos ficando sem usar o letreiro desfalcado.

– Deixa que eu faço: a rainha do eu-faço-sozinha viu que não adianta, em situações assim uma ajudinha é fundamental. Pra ter uma noção, no dia da festa eu acordei às 8h e 8h30min já estava batendo a massa dos cupcakes. Depois tive que fazer uma foto rápida em uma reunião de um evento que faço assessoria e às 11h cheguei no salão para cortar o cabelo. Recebi a família que veio de longe, almoçamos na minha mãe, fiz o Vítor dormir, tomei banho, fiz salada de fruta para os bebês, separei as roupas do Vítor, coloquei tudo no carro, levei para o restaurante, montei a decoração e, ufa, a festa começou. Maratona múltipla, a gente vê por aqui!

– Prioridades: tinha tanta coisa para fazer no dia da festa que acabei delegando os cuidados do Vítor para minha mãe ou para o Fábio. Claro que ele sentiu a agitação e acredito que isso tenha influenciado no humor negro. Por querer fazer tudo lindo PARA ele, esqueci DELE. Erro básico e que jamais vou repetir. Na próxima passo adiante as tarefas da festa, mas grudo nele. (Reparem que a criança nem tomou banho antes do próprio aniversário, pois acordou meio totalmente em cima da hora).

Acertos:

– Ideias sustentáveis: meu objetivo era manter uma linha verde, digamos assim, na festa. Optei por papelaria feita com papel reciclado, mandei boa parte dos convites por email, evitei plástico ao extremo (embora não tenha conseguido fugir totalmente dos copos, pratos e garfos descartáveis), reaproveitei vidros de papinhas, fugi dos balões e inclui salgados vegetarianos no cardápio. Queria ter feito mais? Sim. Foi o que deu? Sim. Ok então, novas ideias ficam para a próxima.

– Convite: um dos sucessos do aniversário foi o convite. O design ficou lindo e muita gente elogiou. Trabalho da TraçoD (na imagem para o blog apaguei o local da festa, que estava bem embaixo).


– Presentes: acerto que não foi meu, mas dos convidados. Vítor ganhou vários presentes lindos. Digamos que agora que sou mãe vejo como é bom quando a criança recebe roupas (embora a criança nunca goste!). Diversas peças de inverno e todas em tamanhos maiores, o que é ótimo, pois tamanho 1 ele já tem suficiente. Além disso, ganhou um tapete de EVA da dinda, que está sendo muito usado nos dias frios (nosso apartamento é todo de piso), uma toca de bolinhas da outra dinda (que obviamente não tem filhos para dar uma barraca GIGANTE que vem com 100 bolinhas que se espalham pela casa inteira de brinde, mas que o Vítor amou de paixão) e outras coisinhas fofas. Obrigada todos que tiveram a preocupação em escolher algo com o maior carinho para o nosso baby e que participaram da festinha com a gente (:

Aniversário do Vítor – Comes

As comidinhas do aniversário do Vítor fizeram muito sucesso. Tentei ser o mais prática possível e evitar um exagero de opções. Mesmo assim acho que tivemos uma variedade considerável, por medo de algo faltar na última hora. Confiram alguns detalhes do cardápio.

Cupcakes feitos por mim, com ajuda da bisa do Vítor (receita aqui).


Escolhi pizzas de quatro sabores: brocólis, tomate com palmito, frango e calabresa.


Além do brigadeiro tradicional, com granulado, tinha brigadeiro de bolinha, casadinho, doce de coco, trufa de morango e peróla de limão (algo simplesmente indescrítivel, um doce de limão com leite condensado enrolado em raspas de chocolate branco).


Para os bebês a opção foi salada de fruta de mamão, morango e maçã, sem açúcar, colocada em potinhos de papinha reaproveitados (o aniversariante marrento de fundo).