Arquivo mensal: setembro 2011

Vítor cremoso

E daí que meu bebê virou um pequeno ser cremoso. Sim, pasta d’água nele! E muito banho de camomila para aliviar o desconforto!

* Obrigada pelas dicas e pelo carinho, meninas! Vítor está bem, não teve quase nada de febre e poucas bolinhas. Fomos no pediatra e ele pediu para que o baby fique de 7 a 10 dias afastado da escolinha. Segunda vamos voltar no médico e fazer uma reavaliação. Enquanto isso eu, o Fábio e minha avó estamos revezando para cuidar do pequeno.
** Queria responder os comentário (estava tentando responder sempre no post mesmo), mas não consigo dar conta! Shame on me!

Para guardar

Tenho uma pasta no email nomeada “Para guardar”. Ali armazeno lembranças, mensagens carinhosas e de tudo um pouco.

Pois bem, lá estava eu fazendo uma limpa nos meus emails e abri a tal pasta. Encontrei mensagens de exatamente 1 ano atrás. Adivinham o assunto? A gravidez. Foi bem na época que eu contei para minha família e amigos.

Impossível não reviver o xixi no palitinho (o 1, 2 e o 3), a ligação nervosa para a Paula, eu contando para o Fábio que a gente ia ter um bebê, no meio de Tottenham, de noite, na frente de uma Pizza GoGo.

Lembrei também das conversas durante a madrugada em Warwick Gardens quando a gente se perguntava se aquilo era verdade, da minha primeira consulta, o primeiro ultrassom.

Recordei minha vontade de vomitar todo dia saindo da estação de Holborn no caminho para aula. Fechei os olhos e pude sentir o cheiro de sushi que me deixava enjoada toda manhã.

Pensei na minha vontade de comprar a Oxford St. inteira para o bebê que eu sabia que seria um menino. Tinha tanta certeza que escolhi várias micro mini roupas lindas na cor azul.

Fiquei sozinha, viajando no tempo e no espaço. Ê saudade!


* A imagem é do primeiro ultrassom que fiz, no dia 22/09/2010. A foto é uma das primeiras da barriga, no início de outubro, no Oceanário de Lisboa, em Portugal.
** Post inspirado também na série retrô “One year ago” da Carol.

Inclusão escolar: as dificuldades do processo

Dia 21 de setembro é o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência. Para não deixar a data passar em branco fiz uma matéria para o jornal onde eu trabalho. O assunto é a inclusão escolar. No texto abordo a dificuldade dos pais de crianças e jovens portadores de deficiência em achar um local adequado para os filhos poderem garantir o que é deles por direito: o acesso à educação.

Quem quiser ler o texto é só clicar aqui ó!

E a Mari Hart Dore também escreveu sobre o assunto. Vale a pena ler e conhecer a história dessa mãezona da Stella, do Leo e do Pedro! É lá no Diário de uma mãe polvo.

No divã

Eu e o Fábio nos conhecemos em Londres. Eu, gaúcha, fui para a Inglaterra em março de 2010 para estudar inglês. Ele, paulista, trabalhava desde junho de 2009 na capital inglesa. Nos encontramos na república de estudantes onde ambos morávamos e que o irmão dele administrava.

Depois de uma semana começamos a ficar. Um mês e já virou namoro. Em julho fomos morar juntos, só nós. Em agosto eu descobri que estava grávida. Em outubro voltamos para o Brasil. Resumão básico da nossa história pré-Vítor.

Um dos motivos que nos levou a voltar para o Brasil foi a questão familiar. Queríamos que o Vítor nascesse aqui para poder contar com o apoio e carinho da família. Outra razão foi bem pontual: meu visto ia vencer e a gente precisava decidir o que fazer. O Fábio tem passaporte português, mas seria uma burocracia arrumar a minha documentação em função da dele, provavelmente não daria tempo de ter tudo em dia antes do meu visto terminar.

Enfim, voltamos para começar a construir nossa vida em solo brasileiro (naquela de seja o que Deus quiser).

O Fábio trabalhou um tempo em casa e depois arrumou outro emprego. Eu não consegui nada enquanto estava grávida, nem como freelancer. Porém agora estou trabalhando na minha área (jornalismo).

Acontece que embora a gente já esteja a quase 1 ano no Brasil ainda não nos sentimos adaptados. Parece que falta alguma coisa. Sempre ficamos imaginando como seria se a gente voltasse para Londres (ou se tivesse ficado por lá). Vivemos numa ponte áerea mental.

Pontos que contam para o Brasil: família, possibilidade de trabalhar na nossa área de formação (coisa que dificilmente aconteceria em Londres), comodidade.

Pontos que contam para a Inglaterra: educação (seria ótimo poder oferecer uma educação bilíngue para o Vítor), segurança, possibilidade de viajar pela Europa e conhecer outras culturas, situação financeira favorável, Nutella mais barata do que no Brasil.

E daí que eu fico viajando (literalmente) num mar de possibilidades. Então quero ajuda das universitárias. Mamães internacionais, como é a vida pós filhos no exterior? Do que vocês sentem falta? Vocês se sentem completas (pergunto mesmo achando que ninguém consegue ser completo depois de morar um tempo no exterior)? Quais as principais dificuldades?

Mamães brasileiras, do que vocês não abririam mão para ir morar em outro país?

O conto do vestido e as bolachas partidas

Hoje acordei cedo E de bom humor. Quem me conhece sabe que geralmente cedo e bom humor não andam juntos pra mim. Mas talvez tanto ânimo se deva ao fato de um pequeno ser que dormiu das 22h às 7h. Sim, façam as contas. NO-VE horas! Todas comemora!

Claro que eu não dormi tudo isso, magina só uma mãe dormir 9 horas, luxo total! Acontece que acabei ficando na frente do computador bem alegrinha até tarde. Nada mais justo, não?

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Como acordei feliz da vida por não precisar levantar mil vezes e embalar o carrinho por 2637752753 horas abri o armário cheia de inspiração. Solzinho gostoso na rua, temperatura agradável. Acho digno uma mãe produzida, principalmente numa sexta-feira contagem regressiva para o fim de semana.

Então que o modelito escolhido foi um vestidinho pré durante e, óbvio, pós gravidez. Sustentabilidade, a gente vê por aqui.

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Só quando a gente usa um vestido depois da gravidez que consegue dimensionar o quão ridícula devia ficar quando o usava com aquele barrigão. E isso não é o pior, acreditem. O pior é olhar desconfiada no espelho e calcular que pelo tamanho da pança e dos peitos de uma gestante e pelo tamanho do vestido a bunda devia ficar de fora quando eu o usava grávida. FATO!

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Agora momento ternura do marido.

Semana passada fui em uma palestra do Fabrício Carpinejar, escritor gaúcho que vale a pena conhecer (e não é bairrismo, ele é bom mesmo, juro). Ele contou que quando conheceu sua mulher soube que ela era a pessoa certa através de pequenos atos de amor. Um deles era dividir um pacote de bolachas no café da manhã. Carpinejar detalhou que ela pegava apenas as bolachas quebradas para deixar as inteiras para ele.

Achei bonitinha a colocação e contei para o marido. Fábio olha pra mim e diz: “Se fosse tu ia comer TODAS as bolachas”. AHAM. Senta lá, Cláudia.

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Boa sexta-feira! E um fim de semana melhor ainda!