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Um carro, dois bebês e três horas de viagem

No sábado, fomos para a praia. No total, deveriam ter sido três horas de viagem, mas como era feriado e tinha movimento, acabamos levando quatro. Agora, imaginem o que era a gente com casa, cachorro, papagaio, criançada e a minha irmã, tudo e todos dentro de um carro, por QUA-TRO horas. Imaginaram? Pois bem, garanto que foi pior. Muito pior.

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O plano era sair às 6h (assim como a ideia era de que a dupla fosse dormindo). Óbvio que não conseguimos. Partimos rumo ao litoral às 6h45min. Vítor e Clara acordados e com os olhos arregalados. “Logo eles dormem”, penso eu.

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Primeiros 20 minutos de tranquilidade e depois de um pouco de balanço os dois pegam no sono. Chego a pensar que vão dormir por todo trajeto. Engano.

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Lá pela metade do caminho eles acordam. Vamos de Palavra Cantada para tentar manter a calma. Funciona bem, mas por pouco tempo.

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Clara começa a ficar impaciente, com fome. Carro praticamente parado na rodovia, em função do movimento. Minha irmã, que está atrás com as crianças, começa a apelar para a mochila dos brinquedos.

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“Clara, olha aqui a bonequinha”. Vítor quer o mesmo brinquedo. Dá outro para a Clara. Ela chora. Quer peito. Mamãe canta. Aumenta o volume. Família toda dança. Clara chora.

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Carro anda um pouquinho e peço para parar. Assim, troco com a minha irmã e pulo para trás para amamentar com o carro em movimento. PAUSA. Alguém já tentou isso? Nossa, é uma verdadeira façanha dar o peito sem tirar o bebê da cadeirinha. Haja coluna! Porém, melhor assim do que deixar a segurança de lado. Vamos em frente. DESPAUSA.

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Clara mama um pouco, mas continua nervosa. Vítor começa a ficar entediado. Os dois choram em sinfonia. Aumenta o som, papai!

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CD da Palavra Cantada toca pela quarta vez na viagem. Tento mexer os braços freneticamente no espaço de 30 centímetros que sobra pra mim entre uma cadeirinha e outra. “Tibum, tibum, da cabeça ao bumbum, tibum, tibum, da cabeça ao bumbum”.

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Eu, com meu dom de errar todas as frases de uma música, impressiono com a voz desafinada. Os dois seguem chorando. Tenho vontade de descer e ficar na beira da estrada pedindo carona (claro que apenas para pessoas sem crianças no carro).

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Depois de tanto caos, Vítor se acalma e Clara tenta dormir. Faltam poucos minutos. Alegria geral da nação. Esboço um sorriso.

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Quatro horas na estrada e felizmente chegamos. Eu, Fábio, as crianças, minha irmã, o Dexter (nosso cachorro) e meia dúzia de malas. Só faltou um papagaio mesmo.

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A viagem foi cansativa, no entanto valeu a pena pelos dias que ficamos fora. E tem mais: na volta, eu fui recompensada por dois anjinhos que dormiram a viagem inteira. INTEIRA! Volta de Carnaval sem trânsito e em silêncio. O que mais eu poderia pedir? Consegui até superar a ida turbulenta (e começar a planejar a próxima viagem – afinal, mãe é assim, basta o filho dormir a noite toda que ela já pensa em fabricar mais um).

Viagem para SP, parte I – Malas e avião

Viajar com criança não é fácil. Exige planejamento, disposição e malas, muitas malas.

Nós fomos para São Paulo no final do ano, visitar a família do Fábio. Escalamos a minha irmã mais nova, Rafaela, para ir junto. Ela não conhecia a cidade e, além de passear, poderia nos ajudar com as crianças – o que fez toda diferença.

Diante da experiência, destaco algumas dicas para quem quiser se aventurar com bebê mundo afora.

– Viajamos com dois bebês. A Clara estava com 3 meses e o Vítor com 1 ano e 8 meses. Sendo assim, optamos por levar canguru e sling para a Clara e um carrinho estilo guarda-chuva para o Vítor. Em alguns museus e shoppings, a gente pegava carrinho disponível no lugar para a Clara. Em determinados passeios, ela foi grudadinha em mim ou no Fábio o tempo inteiro. Decidimos levar apenas um carrinho para facilitar, pois já teríamos muita bagagem. Acho que isso deve ser avaliado por cada família, levando em consideração também se o bebê está adaptado com canguru, sling ou carrinho.

– Para a viagem, fiz uma “mochila da diversão” para o Vítor. Ali, coloquei biscoitos, uma garrafinha de água, um livrinho e alguns brinquedos pequenos. Isso garantiu que ele tivesse o que fazer no aeroporto e durante o voo. Minha irmã também baixou alguns vídeos que ele gosta no Ipod dela, para que ele assistisse quando estivesse muito entediado. Ambas estratégias funcionaram bem e garantiram uma viagem tranquila.

– Coloquei todos os nossos documentos em uma pastinha (certidão de nascimento e carteira de vacinação das crianças, nossas identidades e todas as passagens). Assim, ficou prático e agilizou na hora do check-in e do embarque. Mas atenção! Cuidado com a pasta. A criatura aqui, vulgo eu, conseguiu deixá-la dentro do avião na volta. Lembrei quando cheguei em casa e comecei a arrumar tudo. Daí, tivemos que ligar para a companhia aérea, que por sorte achou tudo uns dias depois. Mas enfim, foi um transtorno e uma preocupação.

– Eu gosto de levar mochila ao invés de bolsa de bebê em viagens de avião com as crianças. Assim, fico com as mãos disponíveis para dar atenção aos pequenos. No entanto, quando fomos para SP, era tanta coisa que não consegui me livrar de uma bolsa grande além da mochila.

– Acho importante separar casaco para a família inteira, mesmo no verão. Também deixei na mala de mão duas mantinhas para as crianças, pela questão do ar condicionado em ambientes fechados.

Amanhã posto um pouco sobre os passeios que fizemos na capital paulista (:

No fundo as mil e uma malas (isso que parte da bagagem já tinha sido despachada)

No fundo as mil e uma malas (isso que parte da bagagem já tinha sido despachada)

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Minha irmã e o Vítor, com o casaco que muito foi útil, mesmo em pleno dezembro

Praia com bebês

Agora que fiz viagens diversas com o Vítor (pequenas, médias, de carro, de ônibus e de avião) já me sinto expert no assunto. Tanto que a ida para a praia foi muito tranquila. Na verdade o único porém foi que pela primeira vez o baby estranhou um lugar diferente e não queria dormir de jeito nenhum. Foi uma batalha. Meu pequeno genioso se jogava para trás, berrava e esfregava o rosto louco de sono, mas nada de adormecer. Depois de entupir a criança de leite, água, embalar, colocar no carrinho, ninar no colo e ouvir centenas de pitacos da bisa, que também estava com a gente, ele finalmente se entregou.

No entanto, pulando esta parte não podemos reclamar. Deu para curtir bastante, apesar de ter sido uma viagem de apenas dois dias. Abaixo algumas observações e como nos organizamos.

* Malas: como seriam apenas dois dias fora a meta era levar uma mochila de cada um (mamãe, papai, bebê). Porém, óbvio que as coisas do Vítor estrapolaram o espaço determinado e viraram três bolsas médias. Melhor assim do que correr o risco de se apertar, afinal fomos para uma praia pequena e sem muita estrutura (sem farmácia, lojas e supermercado perto, por exemplo). Sendo assim, o porta-malas ficou pequeno, considerando que levamos o carrinho mega blaster gigante junto, não o de passeio. Mas nada que um empurra aqui, aperta ali não resolvesse.

* Trajeto: a viagem da nossa cidade até o litoral dura cerca de três horas, sem considerar movimento. Como pegamos um pouco de trânsito em Canoas fizemos o percurso em quase quatro horas. Paramos apenas uma vez para comer, mas o Vítor não pediu nada. Tinha dado mamadeira antes de sair e troquei a fralda. Assim no carro não tivemos nenhum problema. De qualquer forma levei junto um lanchinho, para caso de emergência.

* No carro: Vítor não tem problemas com a cadeirinha e geralmente não chora nem reclama. Nesta viagem não foi diferente. Foi o tempo todo comportado, tirou duas sonecas e no restante do tempo ficou olhando os outros carros pela janela.

* Noite: levamos o carrinho para ajudar a fazer o Vítor dormir, porém não o deixamos ali.Ficamos em um quarto com uma cama de casal e uma de solteiro. A solução foi o Fábio pular para a de solteiro e o Vítor ficar na de casal comigo. Encostamos o box na parede e fizemos uma proteção com uma cobertinha. Assim não corremos o risco dele cair da cama.

* Praia: o plano era chegar na beira da praia o mais cedo possível, para evitar o horário de sol forte. Porém o máximo que conseguimos foi por volta das 9h30min, pois o Vítor brigou para dormir à noite, mas de manhã queria mais era ficar na cama. Enchi o pequeno com protetor solar fator 60 e lá fomos nós, ver o baby comer areia. E não é que ele adorou? Foi na areia, na água, destruiu os castelinhos da tia Rafa, provou milho verde e brincou até cansar.

* Alimentação: neste ponto não tivemos alterações. Meio dia ele comeu arroz e feijão com a gente e para a janta a bisa tratou de fazer uma sopa gostosa. Como sempre, Vítor mandou bem e devorou a comida (é bem meu filho mesmo, não nega nada!).

* Retorno: na volta o Vítor dormiu a viagem inteira. Três horas de uma soneca revigorante. Nada como cansar os filhos de tanto brincar, né?

Curtas antes da praia

Este fim de semana Vítor vai conhecer a praia. Vai ser uma viagem curtinha, domingo já estaremos de volta. Mas não vejo a hora de ver o primeiro contato dele com a areia e com o mar. Pelo que conheço meu filho vai amar e não querer mais ir embora!

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Sobre o bebê no chão comecei a desencanar. Tô indo aos poucos, tentando cuidar mais da limpeza da casa para não me sentir tão mal de deixar o Vítor no chão. Confesso que é difícil, principalmente porque o baby cachorro fica em cima do baby gente. É tanto beijinho e tanto amor que tenho que ficar de olho. Então vamos indo, um pouquinho a cada dia, até porque uma hora o Dexter vai acostumar com o Vítor circulando por aí e vai parar de encher o saco dele.

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Noite passada o sono do Vítor foi um pouco melhor. Ele não acordou tantas vezes, porém não gosto de contar vitória antes do tempo. Em relação aos comentários, penso que a situação aqui em casa não é dente. Talvez pode ser um salto de desenvolvimento.

Vítor está tentando engatinhar e em breve deve começar a sair de fato do lugar. Por enquanto só ensaios. É uma hipótese que o que mexeu com o sono dele foi este marco de desenvolvimento. Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos para tentar tirar uma conclusão mais objetiva.

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E para encerrar uma foto do meu furacão e seu parceiro inseparável, o Dexter.


Bom fim de semana!

Je t’aime

Paris provavelmente é um dos maiores clichês do universo. Não vou entrar na minha teoria de expectativa turística, pois não é o caso. Quero me limitar a comentar a minha relação com a cidade, uma vez que ela marcou um período muito especial da minha vida.

Conheci Paris em agosto de 2010. Grávida, de um mês e meio. Sabendo da notícia a uma semana.

A viagem foi um presente que ganhei do Fábio, muito antes de imaginar uma gravidez naquele momento.

E foi lá, no maior clima love is in the air, que o Vítor ser ainda sem sexo ganhou seus primeiros presentes do papai e da mamãe. Um deles o livro Le Petit Prince, comprado em uma feirinha na beira do Rio Sena. O outro um body da marca de souvenirs I was in, azul com o desenho da Torre Eiffel.


Body que semana passada o Vítor usou pela primeira vez. E que me trouxe de volta o gostinho de uma viagem inesquecível. E sim, ele pode dizer que estava lá. In Paris. Inside me. With us.

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Porto Alegre (com bebê) for dummies

Semana passada o Fábio foi fazer um curso em Porto Alegre, durante 5 dias. Fiquei sozinha com o Vítor e logo me organizei para tirar folga sexta e conseguir ir encontrá-lo e passear um pouco. Além disso, era aniversário de uma amiga muito querida, a Paula, madrinha do Vítor.

Quinta de noite comecei a me organizar. O plano era levar apenas uma mochila, para ficar mais fácil o deslocamento com o Vítor, mas na hora de guardar tudo vi que precisaria de mais uma bolsa. Afinal, sair com bebê é um caos, pois o kit obrigatório é infinito: roupas extras (vai que suja), casaco (vai que esfria), manga curta (vai que esquenta),…

Então na sexta de manhã lá fui eu com: uma mochila, uma bolsa, um carrinho e o Vítor. Oi coluna, sua linda!

Fomos de ônibus até Porto Alegre. A viagem dura cerca de 2 horas e é bem tranquila. Escolhi um horário que não tem muito movimento, assim consegui ficar com o banco do lado livre para me acomodar melhor com o Vítor.

Na cidade nos deslocamos de tudo que é jeito: ônibus, táxi, carro. Vítor foi um parceirão e não reclamou de nada, pelo contrário, curtiu muito observar o movimento e as novidades (sacomé, gurizinho de interior vai para a cidade grande e fica deslumbrado, tadinho, nunca viu tanto prédio, carro e gente em um dia só).


Nosso itinerário: bairro Bom Fim, PUCRS, Shopping Moinhos de Vento e Parcão. Sem contar a noite em Guaíba, cidade vizinha onde era o aniversário.

Algumas considerações:

– Andar de ônibus com o carrinho é complicado, pois nem todos quase nenhum tem rampa de acesso. O jeito é contar com a boa vontade do cobrador ou de algum passageiro e disso eu não posso reclamar, pois sempre tinha alguém para ajudar.
– O Shopping Moinhos é uma boa opção de passeio. Ele não é tão movimentado, além disso possui carrinhos (para quem não leva o do bebê) e um excelente fraldário.
– Eu não levei suco de casa, pois prefiro oferecer algo feito na hora para o Vítor. Então nos lugares que fui optei por pedir um suco natural sem açúcar para mim e colocar um pouquinho na mamadeira do Vítor. Ele adorou o suco de limão da Lancheria do Parque, no Bom Fim, e o de uva com amora do Saúde no Copo, do Moinhos. Tudo sugar free e fresquinho.


– O Parcão é outra ótima sugestão. Parque limpo, bonito e paraíso dos bebês e cachorros, todos na mais pacífica convivência. Vale levar uma toalha ou lençol e se jogar na grama. Para as crianças maiores tem parquinho e a dica é caminhar na margem do laguinho procurando tartarugas.


Tá, eu sei que sou suspeita, pois morei quase 5 anos em Porto Alegre. Na cidade vivi um período muito intenso da minha vida, fiz faculdade, conheci muita gente, comecei minha vida profissional. Mas não adianta… PORTO ALEGRE É DEMAIS!

Em novembro vamos de novo, daí posto mais algumas dicas! E vai ter encontro de blogueiras gaúchas, viu?!

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Viagem, trabalho, mudanças

E daí que no fim de semana o Vítor fez a sua primeira viagem oficial. Fomos para São Paulo visitar os pais do Fábio. Foram 3 dias que passaram voando. Não conseguimos fazer nenhum passeio externo em função da combinação maravilhosa #not do tempo (chuva, frio, nublado). No entanto, deu para curtir bastante a família. Baby conheceu a titia e o primo que ainda tá na barriga. Brincou de montão e ganhou muito colinho!

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Por falar em colinho… eu levei um bebê que estava começando a dormir no berço (assunto para um próximo post, estou com várias pautas mentais) e voltei com um que só quer dormir nos meus braços. Resultado de uma viagem sem carrinho e maiores estruturas. Tive que apelar e fazer o pequeno no embalo mesmo. Mas nada que em alguns dias não volte ao normal.

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Considerações gerais sobre a viagem (talvez elas virem um post expandido, tá na agenda de posts mentais):

– Ótima estrutura a do aeroporto de Porto Alegre para quem viaja com bebê. Fraldário limpinho, carrinho disponível desde do check in até a porta do avião, filas prioritárias sendo respeitadas.
– Já a estrutura de Guarulhos deixou a desejar. O único fraldário que achei era minúsculo, a TAM demorou até providenciar um carrinho e só tivemos acesso a ele depois do raio X (em Porto Alegre o carrinho era da Infraero, não da companhia aérea).
– O Vítor se comportou como um lord! Não incomodou em nenhum trecho da viagem (e olha que teve pedaço de ônibus, de táxi, de avião e de carro).

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Mudando de assunto: faz mais ou menos 1 mês que estou trabalhando em uma agência de design. É um freela e muita coisa consigo fazer de casa. Entretanto começo semana que vem em um novo emprego e tive que colocar o Vítor em uma escolinha.

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Hoje (terça, dia 23, caso o post seja publicado depois) ele começou o período de adaptação. Confesso que estava com o coração apertado, porém deu tudo certo. Segundo a professora ele ficou super bem, mamou no horário e até tirou uma soneca.

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Quando cheguei em casa fui olhar a agenda do Vítor para ver as anotações. Abro e leio isso:

“O Vítor passou muito bem a tarde, é uma criança muito querida, distribuiu muitos sorrisos.”

MORRI de orgulho!