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Ah, que saudade da barriga!

Esta semana peguei uma câmera digital compacta que temos aqui em casa e praticamente não usamos para emprestar para a minha avó. Acontece que quando fui ver se estava tudo funcionando direitinho achei um cartão de memória com várias fotos que eu nem lembrava que existiam. Imagens do Vítor com poucos meses, depois uns vídeos dele dando os primeiros passos. Sério, uma emoção sem tamanho!

Isso acabou me deixando toda nostálgica. Fui direto para os arquivos do computador e fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Normal, né? Qual a mãe que não dá uma choradinha disfarçada (ou nem tanto) quando olha uma foto do filho RN?

Então, cheguei também nas fotos de grávida (que são raras, tenho que confessar).

E ah, que saudade da barriga, gente! De sentir aquela vida toda dentro de si. Os movimentos do bebê, os chutes. Ô coisa boa!

By Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

Gravidez do Vítor, by Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

By Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

Gravidez da Clara, by Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

E por aí? Rolou uma saudadezinha da barriga também?

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Jogo das múltiplas incoerências: quantas você consegue contar?

Recebi de uma leitora através da página do blog no Facebook o vídeo institucional do hospital Promater, de Natal/RN. Assisti e fiquei chocada com o ponto em que as coisas chegaram. Fui olhando e percebendo todo absurdo traduzido em imagens.

Primeiro, fico espantada com o fato de um hospital fazer um institucional incentivando e tratando com toda naturalidade uma cesárea. As instituições de saúde deveriam seguir as orientações de órgãos superiores, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica um índice de 15% de cesarianas, referência adotada também pelo Ministério da Saúde.

Segundo, o bebê é mostrado como um prêmio para uma verdadeira plateia que o aguarda. Isso não me parece nada respeitoso com a criança que acaba de nascer e que deveria estar perto da mãe, sendo acalentada e amamentada.

Engraçado que é justamente esse “respeito” que a maternidade declara no fim do vídeo. “Carinho e respeito”. Francamente, parece ser assim?

Acho importante destacar que não estou condenando quem faz uma cesárea ou entrando na discussão parto normal x cesariana. Apenas estou manifestando meu repúdio a um vídeo de uma instituição de saúde que coloca uma cirúrgia como banal e como uma verdadeiro “serviço” oferecido, um processo de entrega de bebês.

Pelo respeito ao nascimento.

A primeira semana

Ontem comemoramos a primeira semana de vida da Clara. Fomos os quatro almoçar em um restaurante perto de casa. O caos já começou antes mesmo de sair. Foi uma novela até que todos estivessem prontos. Antes de entrar no carro os dois pequenos já estavam chorando. Mas enfim, apesar de praticamente jogar a comida goela abaixo, deu tudo certo e sobrevivemos à saída em família. Chances de repetir a façanha? Não tão cedo.

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A Clara é um bebê muito tranquilo. Não consigo lembrar direito como foi com o Vítor logo no início, mas não acredito que tenha sido tão calmo. Na verdade, o que tem sido mais difícil mesmo é administrar a rotina do baby mais velho. Rotina? Mas que rotina?

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O Vítor sempre dormiu bem e tinha uma rotina bem estruturada. Sim, tinha, no passado. No presente, a situação ainda está meio caótica. Ele desregulou o sono e começou a acordar mil vezes durante a noite. Na semana que passou já aconteceu de tudo, desde Galinha Pintadinha às 2 da madrugada até tentativas de cama compartilhada.

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Mas como bagunça pouca é bobagem… também rolou doencinha. Vítor com muita tosse (o que não favoreceu nada na hora de dormir) e Fábio com virose. Exatamente, o pobre pai de licença, que deveria ajudar a cuidar, teve que ser cuidado. Ficou de cama e tudo.

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E com medo de que eu ou as crianças pegassem a virose acabamos acampando na casa da minha mãe por uma noite. Imaginem a quantidade de tralha que tive que carregar para dormir fora com os dois pequenos. Imaginou? Agora multiplica a imagem por 10. Assim era a cena.

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Bom, apesar dos momentos complicados ser mãe de dois é uma experiência incrível. Ver o Vítor perto da irmã e todo carinhoso com ela é algo indescritível. Ele não demonstra ciúmes, apenas fica mais agitado quando recebemos visitas e quer chamar a atenção (o que é mais do que normal). Em breve um post sobre o primeiro contato do Vítor com a irmã e sobre as reações dele. Agora deixo uma fotinho da Clara ainda na maternidade. Mais imagens no blog do Cris Frantz, que acompanhou a chegada da nossa pequena e registrou o momento.

Senta que lá vem história: o cocô

Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree

É óbvio que o melhor post do mundo tinha que falar da maior merda da humanidade e, principalmente, da maternidade: o cocô.

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Antes de ser mãe eu jamais poderia imaginar que um dia teria tanto contato, digamos assim, com cocô. Que ele faria parte da minha rotina e, inclusive, dos assuntos do dia, repassados com o marido entre uma garfada de comida e outra.

– Amor, o Vítor fez cocô hoje?
– Fez sim, duas vezes.
– E como tava?
– Ah, o primeiro um pouco mole, mas o segundo normal.
– Gostou do tempero da carne?
– Sim, ficou muito bom.

E a conversa continua, naturalmente.

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O primeiro cocô do recém-nascido é chamado de mecônio. Digamos que a aparência é bem assustadora, especialmente quando você tem o primeiro filho, está na maternidade e não faz a mínima ideia do que vem pela frente.

Quando eu estava no hospital com o Vítor e ele fez o tal mecônio não fiz a menor questão de limpar. A enfermeira se ofereceu e eu aceitei. Foi quase um “toma que o filho é teu”, mas na verdade era meu. De qualquer forma, não me arrependo. Foi um a menos. “Mas é bom para aprender”, já diria a minha vó. Como se fosse faltar oportunidade para eu aprender (na marra) o que é limpar bundinha de neném.

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Agora um “quem nunca” especial de mãe de primeira viagem. Qual mãe de RN que nunca jogou no senhor supremo Google algo do tipo: “Cocô normal de bebê”, “Cocô esverdeado” ou “Meu filho está X dias sem fazer cocô”. Detalhe quando a busca é através do Google imagens ou quando o site de maternidade possui uma galeria de fotos na notícia sobre cocô de bebê.

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Lindo é o dia em que o baby faz o primeiro explosivo em casa. De preferência quando tem visita. O povo vai para o quarto analisar a situação, mas na hora de colocar a mão no lenço umedecido todo mundo corre.

A mãe fica com cara de pânico, pois não sabe nem por onde começar. A situação é crítica praticamente do pescoço até os joelhos. Se for no inverno então… uma beleza. Tira o casaco, a roupinha, a calça de pijama que está por baixo e na hora de tirar o body chega o desespero. Nada que não possa ser resolvido sem sujar um pouquinho do cabelo da criança, que pode ser limpo com o cantinho de um paninho molhado na baba da mãe.

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E é claro que o primeiro explosivo tem que ser fotografado. Nada como registrar o bebê todinho sujo de cocô. Detalhe é quando as belas imagens caem na mão de outra pessoa qualquer, ou melhor, na mão de um colega de trabalho. Deixa que eu explico.

Uma vez um colega me passou umas fotos para eu colocar no site de um evento que fiz assessoria. Só que no meio dos arquivos estavam umas vinte fotos do filho dele, recém-nascido, lambuzado de cocô.

Fiquei meio sem jeito, mas como sou mãe fiz que entendi a situação. No outro dia ele se dá conta do que fez e me liga todo errado, pedindo desculpas. No fim da ligação ele diz: “E vê se não publica as tais fotos no site”. Pode deixar! Não publicarei.

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Tem um lugar que toda vez que o Vítor vai faz cocô. É na casa da dinda dele. Desde pititico ele chega lá, se ambienta e pronto: enche a fralda.

A estreia do ritual que foi incrível. Eu, mais atrapalhada impossível, fui em um dos quartos limpar. Deitei o bebê na cama, direto no lençol e comecei a tirar a roupa. Óbvio que o cocô tinha vazado e já sujou de cara o lençol. Enquanto tentava tirar o excesso Vítor fez xixi na modalidade mais amada pelas mães de meninos: o xixi de jatinho, que voa longe. Sujou a toalha e a roupa limpa que estava próxima e eu iria colocar nele. Sem falar que respingou também na minha roupa.

Enfim, caos absoluto e duas importantes lições. Primeira: nunca troque a fralda do bebê sem um trocador ou algo sujável, digamos assim, embaixo. Segunda: nunca confie em um pipi.

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Pior que a gente pensa que conforme a criança cresce o cocô melhora. Que nada, se você quase tem um tréco com as melecas de um RN espere a introdução dos sólidos. O cheiro piora mil vezes e as cores variam em uma paleta de arco-íris. Um dia cor pêssego, outro roxo beterraba, mais tarde um laranja cenoura. É quase uma obra de arte bebezística.

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O bom do aroma exaltado que o cocô adquire é que você nunca vai ficar sem perceber que a criança está suja. Primeiro que perto de um ano ou um pouco depois eles geralmente procuram um cantinho mais discreto para fazer cocô. Depois que fazem uma careta melhor que a outra, chegam a ficar vermelhos de tanta força. Terceiro que até o cachorro sente o cheiro e vai verificar a fralda do bebê. Não tem como se enganar.

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E como não tem engano, começa a fase do empurra. A mãe comenta, despretenciosa: “Tá na hora de trocar a fraldinha”. O pai logo responde: “Tua vez”. A mãe replica: “Eu troquei a última”. E assim vai, ad infinitum. Afinal, todos sabem, possivelmente até a vizinha do andar de baixo, que é caso de número dois.

– Mais informações sobre o concursono MMqD.
– A votação começa no dia 15 de junho, através do Facebook.

Produtos que curtimos (ou não): Parte I

 Fralda Turma da Mônica Soft Touch RN: tenho que estar sempre de olho, pois vaza frequentemente. Não confio, principalmente se vamos sair e ficar muito tempo na rua ou em algum lugar não favorável para a troca da fralda.

 Fralda Pampers New Baby: ótima, adorei! Ela se ajusta bem no corpo do Vítor. Além disso, não preciso ficar verificando de meia em meia hora para evitar vazamentos. É um pouquinho mais cara do que a da Turma da Mônica (na farmácia que eu compro a diferença é de R$ 0,50), mas vale a pena.

 Hipoglós: ainda não tivemos problemas com assaduras, mas uso para prevenir.

 Lenços Umedecidos Baby Wipes: não é nem muito seco, nem muito úmido. Gosto do tamanho e o preço é OK. Entre os testados foi o que mais gostei até agora.

 Lenços Umedecidos Huggies Natural Care: achei os lenços grandes demais. Eles também são mais grossos. Não curti muito.

 Lenços Umedecidos Baby Poppy: molhados demais. Não gostei nenhum pouco.

 Sabonete Natura Mamãe e Bebê: deixa o bebê com um cheiro super gostoso. Aprovado!

 Shampoo Natura Mamãe e Bebê: assim como o sabonete tem um cheirinho ótimo. Super indicado!

 NAN Comfort 1 (0 a 6 meses): o Vítor começou a tomar NAN de vez em quando e a adaptação foi bem tranquila. Optei por comprar o Comfort pela promessa de não provocar cólicas. Até agora tem funcionado, se bem que o Vítor possui apenas dorzinhas ocasionais de barriga. Além disso, ele toma o NAN no máximo uma ou duas vezes por dia.

O hospital

E daí que não escapamos de passar um dia no hospital em função da icterícia do Vítor. Achamos (eu, o Fábio e o pediatra) que a situação seria revertida com banho de luz em casa. No entanto, depois de 17 dias de vida ele continuava amarelinho e o problema já estava se prolongando demais.

Levei o pequeno para fazer o exame de bilirrubina e diante do resultado o médico decidiu internar o Vítor para fazer fototerapia.

Bilirrubina é pigmento amarelo gerado pelas células vermelhas do sangue, a pessoa fica com icterícia quando a formação de bilirrubina é maior do que o fígado consegue metabolizar. Informações do “ABC da Saúde“.

Fomos então para o hospital por volta das 7 e meia da noite. Lá pelas 9 e pouco montaram o equipamento no quarto (incubadora e sistema de luzes). Era hora de tirar a roupinha do Vítor, colocar uma venda nos olhos dele (para proteger da iluminação direta) e acomodá-lo na caminha. Aí começou o terror.

Ele simplesmente ficou desesperado, tanto quanto a mãe dele. Chorava, esperneava, mexia loucamente os braçinhos. Comecei a ficar agoniada e já não gostei daquele negócio. Vi que a noite não seria nada fácil. Eu estava enganada… seria pior do que eu imaginava.

Durante a madrugada a incubadora aqueceu demais, o equipamento foi trocado, o Vítor mamou com dificuldade, meu leite não foi suficiente (acredito que pelo nervosismo o negócio “trancou” um pouco), tentamos dar NAN, ele não aceitou, vomitou tudo, chorou e esperneou mais um pouco. E como se tudo isso não fosse o bastante ainda nos incomodamos com a equipe de enfermagem.

Exatamente! Quando a incubadora foi trocada uma enfermeira monstra colocou o meu filho lá dentro sem antes esperar aquecer. Nem vou falar da grosseria da criatura, isso renderia muitas linhas. Ele ficou inquieto e quando o Fábio tocou a mão dele viu que estava gelada. O pequeno começou a espirrar e tremer o queixo.

Já era cerca de 4 horas da manhã e nós estávamos acabados, com fome, sono, de saco cheio! Olhei para o Fábio e disse: “Chega, vamos para casa”. Peguei o Vítor, tirei a venda e o vesti. Fomos até o posto de enfermagem e falamos que queríamos ir embora.

A enfermeira que estava lá disse que teria que chamar a supervisora de plantão. A responsável foi até o quarto conversar com a gente e nos explicou os riscos de interromper o tratamento. Ela escutou nossas reclamações e prometeu que iria verificar os problemas que aconteceram com a incubadora e a situação com os profissionais que nos atenderam.

Decidimos continuar no hospital com a fototerapia. Eu fui para casa dormir um pouco, pois estava num desgaste físico e emocional sem tamanho. O Fábio ficou com o Vítor e prometeu que qualquer coisa me ligaria.

Cheguei em casa às 5 e meia da manhã e dormi até às 8 e meia. Depois voltei correndo para o hospital para amamentar. Foi a vez do Fábio ir um pouco para casa.

Eu já estava mais calma e acho que consegui passar um pouco da minha tranquilidade para o Vítor. Ele finalmente ficou quietinho na incubadora, dormiu e mamou melhor.

No fim da tarde o pediatra foi ver como o bebê estava. Felizmente ele nos liberou e voltamos para casa. Ficamos no hospital menos de 24 horas e o Vítor melhorou da icterícia.

Foi uma experiência e tanto. Maior dó ver meu filhinho sofrendo daquele jeito. Pior ainda ter que aguentar tudo pelo bem dele. Mas enfim… o que importa agora é que ele tá bem e juntinho da gente em casa, onde é o lugar dele!