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Rapidinhas e agradecimentos

Antes de mais nada quero agradecer às blogueiras que abraçaram o tema amamentação e escreveram lindos relatos. Passei em todos os blogs e já deixei os devidos comentários. Fiquei super feliz com o resultado da blogagem coletiva. Acredito que foi uma grande oportunidade de compartilhar experiências.

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Como já comentei aqui e aqui o selinho da blogagem foi feito por uma amiga designer, Joana Heck. Ela também merece meu super obrigada, pois o resultado ficou lindo! Quem quiser conhecer um pouquinho mais do trabalho dela pode acessar o site ou os blogs Bloco de Desenho e Cortinaberta. #ficaadica

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Vamos agora aos últimos acontecimentos aqui em casa. Eu tinha comentado no texto da blogagem coletiva que as coisas estavam mudando. Decidi deixar a livre demanda e começar um esquema de rotina com o Vítor. E não é que deu certo? O pequeno não só parou de trocar o dia pela noite, mas também começou a dormir a noite INTEIRA. Sim, ele mama por volta da 1 da manhã e depois vai direto até mais ou menos 9 horas. Eu não podia querer coisa melhor!

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Mas eaí, como que é essa tal de rotina? Pois bem, calma que eu explico.

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Eu adotei o sistema proposto pela Encantadora de Bebês (já tinha falado dela aqui). É o tal do E.A.S.Y.: eat (comer), activity (atividade), sleep (dormir) e you (você). Ou seja, a rotina da criança fica regulada em ciclos de aproximadamente 3 horas.

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Claro que não deixo o Vítor chorando de fome. Ele já mamava mais ou menos de 3 em 3 horas. A diferença é que ele acabava dormindo no seio. Além disso, o peito era solução para todo e qualquer problema. Agora espero um pouco e tento distraí-lo com outras coisas, com o móbile e músicas, por exemplo. Comecei a identificar melhor os choros dele e a entender as suas reclamações. Tenho que confessar que em menos de uma semana nossa vida melhorou bastante. Não só pelo sono da noite (nada mais divino do que dormir 8 horinhas direto), mas também pelo nosso entendimento como mãe e filho.

Amamentação: as delícias e as dificuldades

Blogagem Coletiva
Selinho by Joana Heck

A amamentação era um tema que não estava na lista dos meus favoritos durante a gravidez. Era algo que eu sabia que ia vivenciar, mas não imaginava como seria. Ou melhor… quando eu pensava no assunto acreditava que seria algo natural, imediato e tranquilo.

Eu estava enganada. Sim, amamentar é algo natural, faz parte da natureza humana e da nossa condição de mamífera. No entanto, não é imediato e muito menos tranquilo. Pelo menos não o tempo todo.

O Vítor nasceu de parto normal e logo veio para o meu colo. Contudo, eu estava absolutamente esgotada depois do trabalho de parto, então fiquei um pouco com ele e nem perguntei sobre a possibilidade de amamentar naquele instante.

Quando ele foi levado pelo pai para o quarto tivemos a oportunidade de experimentar a amamentação. Uma enfermeira me ajudou a posicioná-lo e deu tudo certo. Ele mamou por alguns minutos e adormeceu no meu peito. Foi a nossa descoberta como mãe e filho.

Ficamos menos de 24 horas no hospital e durante esse período não tive problemas com a amamentação. Na verdade era necessário acordar o Vítor para mamar, pois se deixasse ele dormiria direto. Apesar disso, perdeu pouco peso, apenas 100 gramas que foram recuperadas já nos primeiros 3 dias.

Ele sempre pegou o peito direitinho. Tem a famosa “pegada” que as enfermeiras e os médicos falam. Porém, já na primeira semana tive que pedir para a minha mãe correr na farmácia para comprar uma pomada, pois meu seio estava começando a rachar.

Eu sentia muita dor, tanto que torcia para a próxima mamada demorar o máximo possível. Mesmo assim eu não deixava de amamentar sempre que meu filho pedia. Aqui em casa a livre demanda ERA lei (já explico porque não é mais assim que funciona).

Dois ou três dias depois a dor aliviou e consegui ficar mais tranquila para alimentar meu filhote (e que menino guloso, tenho que dizer!). Comecei a curtir o ato de amamentar e esse ficou sendo nosso momento máximo de intimidade e cumplicidade.

Tudo estava lindo e maravilhoso até que chegou A noite. Sim, a noite que fiquei com meu filho pendurado no peito praticamente o tempo todo.

Foi super cansativo, tanto pelo lado físico quanto pelo emocional. Chegou uma hora que quando ele estava mamando eu chorava (de cansada e de dor). Quando eu o tirava ele que chorava. E foi assim até às oito da manhã.

Eu pensei em todas as possibilidades (e em várias bobagens também): que meu leite não era suficiente, que ele poderia estar com alguma dor e mamava para tentar aliviar, que eu não tinha mais leite, que eu era uma péssima mãe por não conseguir amamentar meu bebê e várias outras coisas.

E foi depois dessa noite que o NAN entrou na nossa vida. E ele veio acompanhado da mamadeira, pois leite em seringa ou copinho não rolou aqui em casa.

Foi uma decisão difícil, carregada de culpa e que levou embora minha vontade de amamentar exclusivamente até os 6 meses. No entanto, o desgaste e a dor me venceram.

Felizes para sempre com a mamadeira? Não, muito pelo contrário. Quer dizer… as coisas melhoraram sim, porém tento dar leite artificial apenas uma ou duas vezes por dia, geralmente como complemento. Então o esforço é diário para que o peito seja suficiente e quem sabe a gente consiga largar o NAN em breve.

De qualquer forma, eu já me livrei da culpa. Aceitei que o que importa é meu filho manter seu ritmo de crescimento e se desenvolver com saúde.

Agora sobre a livre demanda. Desde o início eu tentei seguir o ritmo do Vítor, tanto de dormir quanto de mamar. Acontece que ele começou a trocar o dia pela noite. Exatamente. O mocinho fica acordado e grudado no peito até às 4, 5 da manhã e depois dorme feliz da vida de pancinha cheia até o meio dia. DI-RE-TO.

Ele dorme 6, 7 horas seguidas, mas de manhã, não de noite, como a mamãe e qualquer ser humano gostaria. Então a conclusão foi: precisamos de uma rotina. URGENTE!

Começamos essa semana uma tentativa de ajustar os horários. Então bye bye livre demanda (pelo menos temporariamente). Estamos regulando as mamadas para de 3 em 3 horas.

Claro que sou flexível e não vou deixar o Vítor chorando de fome. Contudo, quando ele começa a resmungar eu tento enrolar. Coloco no berço e dou corda no móbile (malditos móbiles de corda) ou se o tempo estiver bom dou uma voltinha de sling com ele na rua. Geralmente funciona.

E para fechar o texto fica a minha definição do ato de amamentar em uma palavra: entrega.

Entrega ao tempo. Entrega ao amor. Entrega ao meu filho.

* Aqui vou montar a lista de blogs participantes da blogagem coletiva. Quem for participar é só deixar um comentário com o link 😉

1 + 1 são três
A mamãe chegou!
AMS Brasil
Casa da Ju
Closet da Helô
Coisa de Mãe
Coisas de Menino
Coisas de Tati
Descobertas
Diário de uma mãe polvo!
Diversão em família
Educar com Carinho
Eu e Meu Universo
Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho!
Eu quero mais
KTRALHAS
Mãe do Bento
Mãe Perfeita
Mamãe do João Pietro
Minha vida com Maluh
Mulheres Mães
Olá enfermeiros!
O mundo de Vicente
Para quem vai chegar
Se for assim, tá bom!
Sempre juntas!!! Doce Sophia
Sou mãe pra valer
Super Duper
Sylvia & Bruno
Tagarelices de uma filha, Pensamentos de uma mãe
Universo Materno
Um espaço para chamar de meu
viciados em colo

Amamentação: as delícias e as dificuldades

O tema amamentação está super em pauta. O mamaço em São Paulo foi destaque em diversas mídias. Além disso, o Blog Mamíferas começou uma campanha para promover um mamaço virtual. Então eu pensei: vamos blogar?!

Sugiro uma blogagem coletiva sobre as delícias e as dificuldades de amamentar. Afinal, a amamentação não é só alegria, não. Ela possui dois lados e nem sempre é possível seguir em frente, mesmo querendo muito.

A ideia é que cada mãe compartilhe a sua experiência com a amamentação: os sentimentos, os problemas, as alegrias, enfim… a sua vivência dessa expressão da maternidade.

Combinamos assim: dia 18/05/2011, quarta-feira.

Blogagem Coletiva “Amamentação: as delícias e as dificuldades”.

Quem topa?!

* O selinho foi feito por uma amiga designer, Joana Heck. Vale a pena dar uma conferida no trabalho dela 😉

Blogagem coletiva: As marcas do amor

O Vítor completa 1 mês amanhã e eu ainda não me encontrei depois do nascimento dele. Vivo me desdobrando para conseguir atender bebê, marido, cachorro e tarefas domésticas. Falta tempo para dar conta de tudo e no meio de tanta coisa acabo me deixando de lado.

Sei que estou errada, mas acho que faz parte do processo de adaptação com a nova vida. Penso que é apenas uma fase e que logo tudo entra numa “rotina” (existe rotina na vida de quem tem filho?).

Não reclamo do momento que vivo agora. No entanto, tenho que confessar que às vezes dá vontade de sair correndo e deixar tudo do jeito que está. Quando isso acontece tento dar uma volta, ir na casa da minha mãe, de uma amiga, enfim… apenas me desligar um pouco e me distrair.

É inegável que a maternidade muda tudo na vida de uma mulher. Nem todas as mudanças são fáceis, aceitá-las é um processo que pode demorar um pouco. Contudo, nada que uma risadinha banguela não ajude. É a melhor recompensa depois de um dia longo e difícil.

* Achei que nem ia conseguir escrever para a blogagem coletiva de hoje. O texto ficou curtinho, mas enfim… pelo menos consegui participar! Confere também a postagem da Juu, do blog “Era uma vez nós três“!

Maternidade Real: Blogagem Coletiva


A minha maternidade real começou com o primeiro enjoo e não terminou pelos 60 próximos. Sim, enquanto na maternidade idealizada enjoo é charminho de grávida, na real ele não é tão glamouroso assim. Afinal, qual a graciosidade de vomitar três vezes na mesma manhã e não conseguir nem ver programa de culinária na TV sem passar mal?

E é dessa saga de enjoo-vômito que surge o exaltado e tão comentado “brilho no rosto” de uma gestante. Só pode ser a palidez depois de passar tão mal. Bonitinho, não?!

Mas pulando para a fase delícia da gravidez chegamos no segundo trimestre. Barriguinha crescendo, bebê mexendo gostoso. Evoluções que podem ser substituídas por grávida comendo e engordando enlouquecidamente e bebê metendo o pé com toda força de futuro artilheiro na costela da mamãe.

Minha maternidade real também foi marcada pelas estrias (bem marcada!), pela azia, pela anemia, pela insônia. Kit completo.

Agora na reta final o que prevalece é a ansiedade, o nervosismo, a curiosidade (tá, a dor na pelve também, impossível esquecer desse chato detalhe).

Mas é claro que a minha experiência é limitada. Ela começa e termina ainda na barriga. Mas com certeza depois do nascimento do Vítor a maternidade vai me pegar de verdade e até puxar meu pé enquanto eu estiver dormindo.

Não tem como fugir do mundinho-cor-de-rosa-idealizado que cerca uma mãe desde o início da sua gravidez. A mídia e a sociedade colocam modelos e valores considerados “certos”, “supremos”. A gestação é linda, mágica. O parto tem que ser normal. A amamentação é “natural” e o elo maior entre mamãe e bebê. Logo depois do parto a barriga some e a mãe vai estar novinha em folha pronta para pular num trio elétrico, como as musas baianas. Bullshit!

A verdade é que a maternidade é cheia de erros e acertos e só é plena se vivida com o coração. Não importa ser a melhor mãe do mundo, importa ser o melhor possível, dentro das limitações da rotina, da realidade de cada um. No fim das contas, eu nem queria estrelar uma campanha sobre aleitamento materno mesmo. Muito menos virar uma família margarina. Pra mim o que importa é chegar no fim de cada dia. Agora alisando a pança. Em breve olhando pro meu pitoco com a casa toda bagunçada como se um furacão tivesse passado pelo apartamento. Eu não vejo a hora!

Maternidade Real: Blogagem Coletiva

Depois do sucesso da blogagem coletiva “Nós, os pais” vem aí a “Maternidade Real”. O tema foi proposto pela Carol Passuello, do blog Vinhos, viagens, uma vida comum… e dois bebês! e apoiado pela mamãe Super Duper Anne que já fez até o selinho da postagem.

A ideia é escrever sobre teoria X prática, de como a vida real de uma mãe é diferente da idealizada.

Fica o convite para as mamães blogueiras participarem! A blogagem coletiva está marcada para sexta, dia 8 de abril.