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Um início de virada

Escrevi meses atrás um post com o título “A virada“. Falei da vontade de mudar uma série de coisas na minha vida e na rotina familiar.

Não consegui registrar como gostaria o processo, mas eis que retorno para contar um pouco de como estamos, exatamente 3 meses depois.

Vou comentar cada meta que estabeleci.

ALIMENTAÇÃO

Objetivos diários:
– Fazer as refeições na mesa de jantar e com a televisão desligada. A maioria das refeições passou a acontecer na mesa. Antes, a gente acabava comendo no sofá mesmo, na frente da TV.
– Incluir saladas e frutas pelo menos duas vezes por dia na alimentação de toda a família. O Vítor sempre comeu no mínimo duas frutas e o Fábio também aceita bem. Quem ainda precisa melhorar sou eu, que volta e meia acabo pegando um lanche qualquer ao invés de uma maçã, por exemplo. No que se refere à salada, aí a coisa complica. Temos variado bastante na hora do almoço, mas no jantar acaba passando batido por muitas vezes.

Objetivos para daqui 3 meses:
– Fazer lista para ir ao supermercado. OK
– Fazer uma grande compra por semana e deixar para comprar apenas pão e frios aos poucos. OK
– Almoçar e jantar em casa nos dias de semana. Almoçamos e jantamos em casa na maioria dos dias. Deixamos para sair uma ou duas vezes por semana, inclusive no sábado.
– Estabelecer sexta à noite como o dia da pizza. Conseguimos diminuir o número de vezes por semana que comemos pizza. Acredito que alcançamos a meta de uma vez, mas não necessariamente na sexta.
– Almoçar fora no sábado. OK
– Sábado à noite a janta é livre: não precisa ser comida, pode ser um lanche. OK

CASA

Objetivos diários:
– Manter a casa em ordem e tentar varrer e passar pano pelo menos na sala e na cozinha todos os dias. OK, nem sei como temos conseguido, mas melhoramos bastante em relação aos cuidados com a casa.

Objetivos para daqui 3 meses:
– Tirar o Vítor do berço e colocá-lo para dormir em um colchão no chão. A transição foi super tranquila e o resultado muito positivo.
– Passar aspirador no sofá e no tapete do quarto do Vítor pelo menos uma vez por semana. No sofá tenho passado, mas no tapete não é mais necessário, pois me livrei dele e optei por um modelo de E.V.A., muito mais prático.

FILHOS

Objetivos diários:
– Ler pelo menos um livro por dia para as crianças. Leio bem mais para as crianças, mas ainda não chegamos em um livro por dia.
– Ter um momento em família, com todos reunidos, além das refeições. Tem acontecido, mas ainda podemos investir mais tempo em momentos juntos, os quatro.
– Respeitar o horário de acordar e o de dormir (9h e 21h). Adaptamos o horário para 10h e 22h. Tem funcionado.
– Falar para cada um, à noite, sobre um dos bons momentos do dia (algo legal que fizeram, quando se comportaram ou conseguiram algo novo – para trabalhar a autoestima e reforçar o bom comportamento). Começou muito bem, porém de vez em quando esqueço. É necessário melhorar.

Objetivos para daqui 3 meses:
– Diminuir o tempo na frente da televisão. OK, mas ainda preciso diminuir o tempo na frente do computador.
– Evitar gritar com as crianças. Estou me controlando bem mais, embora uma vez ou outra escape um grito, especialmente com o Vítor, quando ele morde ou bate.

EU

Objetivos diários:
– Passar creme no corpo. Impossível. Nos últimos três meses devo ter feito isso umas cinco vezes, no máximo.
– Ler um pouco a cada dia. Nem sempre acontece e, quando acontece, são leituras do mestrado. Queria ter mais tempo para ler por prazer, livros da minha escolha.

Objetivos para daqui 3 meses:
– Cuidar mais de mim (isso envolve cremes, maquiagem – mesmo que básica -, fazer as unhas, usar salto de vez em quando, me vestir melhor). Tenho investido nisso, embora ainda possa melhorar bastante.
– Comprar maquiagem. OK
– Comprar pelo menos um sapato de salto. Comprei três, mas já quero me livrar de todos! Ô terror usar salto, hein?!
– Comprar roupas novas (depois de dois filhos em dois anos isso é mais do que necessário). Aproveitei a época do Natal e consegui investir um pouco em roupas novas e mais coloridas. Antes, eu vivia me escondendo em peças pretas e largas.
– Terminar os dois artigos que faltam do mestrado. OK
– Fazer o meu projeto de dissertação. Em andamento!
– Entrar em um grupo de pesquisa. OK
– Mudar a cara do blog. OK

De modo geral, penso que consegui trabalhar uma série de coisas que estavam me incomodando. Além disso, pedi demissão e agora tenho a oportunidade de me dedicar mais aos meus filhos, o que faz muita diferença. Sou eu a responsável direta pelo que eles comem ou deixam de comer, pela hora que levantam, tiram a soneca, vão dormir, enfim, pelos cuidados efetivos na rotina dos dois. Isso é um motivo a mais para eu me preocupar com os nossos hábitos e investir casa vez mais em bons estímulos e exemplos adequados.

Mesmo com a evolução, ainda tenho pontos para melhorar e é nisso que quero focar agora. Então, muito trabalho ainda pela frente! Quem sabe daqui 3 meses volto para a ista e faço uma nova análise? Fica a ideia.

(10) e (11)

O projeto tá virando terapia, né? Cada dia um desabafo diferente, sobre um aspecto do meu dia.

Mas enfim, tá me fazendo um bem danado escrever e colocar para fora tantos fantasmas. São coisas que não tenho com quem desabafar, com quem conversar. Nenhuma das minhas amigas têm filhos e me sinto um pouco sozinha na selva da maternidade.

Porém, o post de hoje é um pouquinho diferente. Não vou relamar das coisas que não consigo fazer, das birras e do peito rachado. Hoje eu só quero me permitir (comecei de manhã, dormindo até as 11h com a Clara e o Vítor). Afinal, feriado tá aí, fim de semana também. E tem mais: olha as coisas fofas aqui de baixo. Viu só? Agora peraí que vou lá encher de beijo. Volto no domingo com um resumão do fim de semana, ok? Aproveitem também!



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(9)

A vida com dois filhos não é fácil, minha gente. Eu me sinto no meio de uma corda e cada um puxando para um lado. No entanto, a Clara sempre ganha a batalha, afinal, como meu vô diz, ela é um pequeno bebê carrapatinho.

Acontece que ela mama muito e tá sempre grudada em mim. Mas muito do tipo muitíssimo mesmo. Adora um leitinho da mamãe e está 100% no peito. Eu procuro não reclamar, pois é exatamento o que eu quero: minha filha sem mamadeiras e afins até quando ela quiser e crescendo saudável.

Só que acontece que amamentar demanda tempo, paciência, entrega. Não que eu não possa fazer nada enquanto amamento, mas jogar bola com o Vítor ou fazê-lo dormir é meio complicado, né?! Então, muitas vezes, é o pai que assume o controle. Não acho isso ruim, de jeito nenhum, considero importante o pai ter domínio da situação. Mas sinto falta de ter mais momentinhos com o Vítor, sabe? E tenho certeza que ele sente o mesmo, principalmente quando vai com o pai para o quarto dormir e começa a chorar chamando “mamãe”.

Sério, isso acaba comigo. Eu sei que é assim, que é uma fase, que com o tempo a Clara vai ter uma rotininha mais estabelecida e vou poder ficar mais com o Vítor. Eu sei, eu sei, eu sei. Mas nada diminui o que eu sinto agora.

Se eu reclamava na faculdade, quando a demanda de trabalho + aulas era meio freak, imagina agora. Definitivamente, eu preciso ser duas. Só polvo não adianta mais.

Leia também: A virada

(8)

Comecei o dia tirando o Vítor da cama às 9h30min para ver se o negócio entrava nos eixos aqui em casa. Fomos no pediatra e depois na casa da minha avó. A manhã passou rapidinho.

De tarde fiquei com a Clara e fui buscar o Vítor na escola às 18h. Ele estava feliz, animado, veio correndo me abraçar (ô delícia).

À noite eu estava envolvida em algumas coisas e não consegui dar muita atenção para o Vítor. Papai assumiu janta, banho e brincadeiras. Os dois rolaram no chão fazendo bagunça e eu comecei a ficar preocupada pensando que a criaturinha não ia dormir de tanta agitação.

Mas eu estava enganada: acho que a agitação fez bem e o cansou bastante, pois 21h30min ele foi dormir. Pegou logo no sono e para a alegria de todos não acordou em seguida, como estava acontecendo. Amém!

Leia também: A virada

(6) e (7)

O fim de semana chegou no momento certo. Eu estava cansada e estressada, precisando renovar as energias para conseguir começar bem a semana.

E assim foi: aproveitamos o sábado e o domingo para passear, estar com pessoas queridas e recarregar.

Tudo correu bem, exceto a hora de dormir, que se transformou em um caos nos últimos tempos. A Clara está com um pouco de refluxo e fica bastante incomodada à noite, então exige mais atenção. O Vítor sente e fica agitado. O que tem acontecido é que ele dorme às 21h, mas acorda logo depois (e daí não dorme tão cedo).

Isso deixa a gente acabado. Cada um fica com um filho em um quarto e assim vai… às vezes por horas e horas. No sábado eu achei que a noite não teria fim. Felizmente, no domingo o Fábio ficou com o Vítor pela manhã e consegui dormir um pouco mais.

O que temos feito para tentar organizar a hora de dormir é acordar o Vítor no dia seguinte. Se deixar ele dorme até 11h, então o chamo no máximo 9h30min. Não sei se tem funcionado, vou continuar agindo assim mais alguns dias para ver se entramos no ritmo.

Boa semana (e boas noites de sono) para todos nós!

Leia também: A virada

* Tem sorteio rolando na fan page do blog. Vale um kit com 3 ingressos para o musical da Galinha Pintadinha. Confere lá (:

(4) e (5)

Dois dias extremamente cansativos e desgastantes.

A quinta começou sem água. Isso mesmo: fui abrir a torneira para escovar os dentes e cadê? Nem um pingo para contar história. E daí, como faz? Liguei para o marido e lá foi a família toda almoçar fora.

Depois o Vítor foi para a escola e passei a tarde com a Clara. Até aqui tudo bem, apesar de continuar sem água. O terror foi no fim do dia mesmo.

Pegamos o Vítor na escola e fomos na casa da minha mãe. Ele chegou todo animado, feliz de encontrar o vovô e a vovó. Começou a brincar no jardim até que a labradora dos meus pais o empurrou e ele caiu. Foi o maior chororô. Bateu a cabeça em um degrau e eu fiquei desesperada. Não sabia o que fazer: se o segurava, oferecia água, levava para o hospital ou ligava para o pediatra. Então o Fábio me olhou e disse pra gente ir direto para a casa do médico do Vítor. Foi o que fizemos.

Chegamos lá e ele logo nos atendeu. Viu o machucado e disse que não seriam necessários pontos (o que me aliviou profundamente – imagina fazer pontos em uma criança de 1 ano e meio, nem um time de futebol segura a criatura enfurecida). Receitou um spray e um remédio para dor.

Fomos para casa e seguimos com o ritual normal de toda noite: janta, banho e cama. Só que a história trancou no último item. Vítor dormiu uma meia hora e acordou. Depois, não teve santo que o fizesse pegar no sono de novo. Fiquei com ele até uma 3h da madrugada, quando finalmente dormiu.

Óbvio que mãe de dois não tem sossego por muito tempo e a Clara logo acordou. Amamentei e dormimos as duas até às 9h, quando ela chorou de novo (com cocô até o pescoço, deve-se destacar). Banho no baby e geral na casa. Em seguida, acordei o Vítor, que levantou animado.

Fábio chegou para almoçar e decidimos não levar o Vítor na escola, em função do machucado na cabeça. Maldita decisão! Eu nunca tinha ficado o dia inteiro com os dois (e vi que não levo jeito).

A tarde foi interminável. Vítor estava chatinho, só queria olhar o maldito Cocó (Cocoricó). Eu fiquei estressada, pois estava cansada e com muito sono. Não consegui fazer nada direito: nem cuidar dele, nem arrumar a casa, nem comer e muito menos ir no banheiro (necessidades básicas pra quê, né?).

Em resumo: terminei nervosa e gritei um monte com o coitadinho. Fiquei descontrolada e descontei tudo nele. Agora tô aqui, morrendo de culpa e de ódio de mim mesma.

Mas sei lá, tem dias que eu queria ser só eu, sabe? Egoísmo? Talvez. Mas eu sempre pensei só em mim. Daí de dois, três anos pra cá tudo mudou. Eu não sou mais o centro da minha vida… ganhei duas vidinhas que ocuparam o lugar.

Meus filhos tomaram todo meu tempo, meu espaço. Eu os amo muito e não me imagino sem eles, mas de vez em quando sufoca. Em um dia como hoje eu só queria poder ficar sozinha, dormir, ler, escutar música ou assistir uma bobagem na televisão. Renovar as energias comigo mesma.

Bom, era para ser um relato e virou um desabafo. Anyway, desejo um ótimo fim de semana para todos. E uma boa noite de sono pra mim, pois é tudo que preciso agora.

(Aliás, a água voltou na noite de quinta, caso possa interessar).

Leia também: A virada

(3)

No terceiro dia do projeto aconteceu algo incrível: eu usei rímel e gloss. Gente, eu repito (com exclamação): coloquei rímel e gloss para levar a Clara no pediatra e passar no trabalho para assinar alguns documento! Isso é uma evolução fenomenal para uma pessoa que até o início da semana usava pijama quase o dia inteiro. Eu me senti uma pop star. Imagina o que uma maquiagem completa não faria por uma pobre mãe com olheiras permanentes, hein? Tenho que investir mais nisso. Definitivamente!

No mais o dia foi normal, porém com um toque especial: faxineira. Sério, quarta é meu dia da semana favorito só por isso. É como se meu sonho de um botão auto clean para a casa inteira fosse verdade.

(Duro é acordar na quinta e ver que em menos de 24 horas metade do serviço já foi para o espaço…)

Leia também: A virada