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Coerência de mãe

No discurso:

“Não sei como as pessoas conseguem fazer cama compartilhada, eu acordo toda torta, a criança fica mal acostumada e vai dormir até os 18 anos com os pais”.

Na prática:

Noite 1 – Bebê chora várias vezes durante a madrugada. A mãe levanta, o acalma ou amamenta e coloca de novo no berço. Ad infinitum.

Noite 2 – Nas primeiras duas ou três vezes que o bebê chora a mãe o acalma/amamenta e coloca de novo no berço. Depois, cansada e em um estágio mais pra lá do que pra cá, pega no sono meio sentada na cama com o bebê no colo mesmo.

Noite 3 – Primeiro choro do bebê e ele é rapidamente acomodado no meio dos pais na cama.

Noite 4 – A mãe arruma a cama e já coloca o travesseiro do bebê junto.

E lá vem mais um cuspe na minha testa.

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Ah, que saudade da barriga!

Esta semana peguei uma câmera digital compacta que temos aqui em casa e praticamente não usamos para emprestar para a minha avó. Acontece que quando fui ver se estava tudo funcionando direitinho achei um cartão de memória com várias fotos que eu nem lembrava que existiam. Imagens do Vítor com poucos meses, depois uns vídeos dele dando os primeiros passos. Sério, uma emoção sem tamanho!

Isso acabou me deixando toda nostálgica. Fui direto para os arquivos do computador e fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Normal, né? Qual a mãe que não dá uma choradinha disfarçada (ou nem tanto) quando olha uma foto do filho RN?

Então, cheguei também nas fotos de grávida (que são raras, tenho que confessar).

E ah, que saudade da barriga, gente! De sentir aquela vida toda dentro de si. Os movimentos do bebê, os chutes. Ô coisa boa!

By Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

Gravidez do Vítor, by Fábio Augusto, no Oceanário de Lisboa

By Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

Gravidez da Clara, by Alvaro Pegoraro, no jornal em que eu trabalhava

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

By Cristian Frantz, em montagem com a Clara in e out

E por aí? Rolou uma saudadezinha da barriga também?

Introdução alimentar: agora vai

Comentei aqui e aqui sobre a introdução alimentar da Clara.

Começamos através do método BLW, que consiste no bebê experimentar com as próprias mãos sabores e texturas. No entanto, tudo num ritmo muito lento, seguindo com amamentação em livre demanda.

A Clara foi se familiarizando com os alimentos, especialmente legumes, vegetais e frutas. Ela come bem, do seu jeito, e fazendo uma bagunça básica. Adora brócolis, cenora, goiaba e banana.

Então, agora que ela já teve o primeiro contato e tem mais interesse pela comida, comecei a introduzir outros alimentos também com a colher, como arroz, feijão, lentilha, batata e sopa. Tudo sem amassar, já em consistência normal, apenas em pedaços menores. Assim, combinamos o BLW e a alimentação regular, com talheres.

De tal forma, também passei a não deixar mais leite materno quando vou trabalhar. Durante o período que fico fora, que nunca é superior a 4 ou 5 horas, ela come fruta como lanche. Tem funcionado bem e é uma delícia a carinha dela quando me vê chegando, com um sorriso enorme e ansiosa para mamar!

É… meu bebê tá crescendo.

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Vítor: 2 anos de travessuras (e é só o começo)

Confira o top 5 de travessuras (registradas) do Vítor!

1 – Festa com o balde de lenço umedecido

Um segundo de descuido e o menino tira tudo para fora.

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2 – Creme de assaduras transformado em creme corporal

Além do rosto, corpo e roupa, o sofá também foi vítima.

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3 – Maizena na cama

Isso aconteceu 5 minutos antes da gente sair para viajar. Só o aspirador de pó que salva em momentos assim!

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4 – Nova decoração

Vítor achou as paredes da casa muito sem graça e decidiu pintar de giz de cera verde.
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5 – Come, mana!

No sábado pela manhã, eu estava sozinha com a dupla. Eis que vou pegar uma fruta para comer e o Vítor diz que quer banana. Entrego uma na mão dele e dois minutos depois, quando vou no quarto verificar o que ele e a irmã estão fazendo, vejo isso:
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Bonzinho, não? Deu para a mana! Tive que até pedir para ele sentar com ela e registrar o momento.
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É, minha gente. Logo, logo vão ser dois para aprontar. Daí que eu quero ver!

Escola x babá

Semana passada fui visitar uma amiga com bebê pequeno que está vivendo o dilema escola x babá.

Aqui em casa tivemos as duas experiências. O Vítor começou a adaptação na escola com 4 meses e permaneceu até quase 2 anos. Já a Clara ficou comigo direto até praticamente 6 meses e agora fica com a babá quatro manhãs por semana.

O que eu percebo, como principal diferença, é no que se refere às doenças. Frequentando a escola, é inevitável que as crianças fiquem mais expostas e vulneráveis. O Vítor, no primeiro ano de vida, teve virose (mais de uma), gripe, bronquiolite e catapora (que eu me lembre!). Já a Clara, com 8 meses, está na sua segunda doencinha. Ela teve no primeiro mês de vida uma crise de bronquiolite e agora está com sinusite.

Entretanto, cada situação é muito particular. Abaixo uma lista com tópicos que considero importante avaliar na hora de decidir entre uma escola ou uma babá:

– Segurança: a escola é confiável? E a babá? Buscar referências sempre, para ambos os casos.
– Alimentação: a alimentação é saudável e adequada na escola? Em casa, eu continuarei sendo a principal responsável pelo que os meus filhos vão comer, pois a babá vai oferecer o que eu comprar e orientar.
– Financeiro: o que é mais em conta? Uma mensalidade ou um salário? Isso varia muito, também em função do número de filhos e do número de horas (aqui, por exemplo, um salário é mais em conta do que duas mensalidades de meio turno).
– Localização: a escola é perto de casa ou do trabalho? É importante avaliar o tempo de deslocamento, principalmente em grandes cidades. Com a babá existe o conforto de não precisar tirar as crianças de casa, especialmente no inverno.
– Atenção individual: qual o tamanho da turma na escola? A professora tem condições de observar e atender a criança também na sua individualidade?
– Ambiente externo: a escola possui ambiente ao ar livre? As crianças fazem atividades nesse espaço? Eu considero isso muito importante, pois moramos em apartamento e nem sempre conseguimos proporcionar atividades externas com regularidade.

Enfim, como eu disse, cada caso é muito particular. Além do contexto da família, é importante avaliar a idade e as características da criança.

Mas, por enquanto, o que posso dizer é que nossa experiência com babá está sendo muito positiva.

Escrevi mais sobre o assunto em: A opção de ter uma babá.

Vítor em… tagarelando

Palavra Cantada aqui em casa é “Patata”. Vítor simplesmente adora. Quando entra no carro, a primeira coisa que pede é o CD do “Patata”.

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Eu virei a mamãe “Nanda” e o pai o papai “Fabo” (Fábio). Já a minha irmã é a “dida Rapipa” (dinda Rafinha).

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Vítor adora mexer no meu celular. Dias atrás, ele o pegou e saiu apertando tudo que é botão. Do nada, surgiu uma voz masculina da programação de comandos de voz. O menino, extremamente surpreso, me olha, coloca o telefone no ouvido e diz: “Alô, pai?”.

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Quando a Clara está chorando, Vítor chega perto, dá um beijinho e diz: “Não tola, mana”.

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A cor da vez é “amalelo”. Primeiro ele confundia e indicava tudo como “amalelo”. Agora, já sabe diferenciar. No fim de semana, viu um Uno bem discretinho, tipo o da foto abaixo e exclamou, emocionado: “Amalelo”.

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Sem dúvidas, meu filho! E bota amarelo nisso!

Clara e o bolo

Hoje à tarde fui na casa da minha avó com as crianças e o Dexter, nosso cachorro. Na hora de ir embora, ela me deu um pedaço de bolo para que eu levasse para o Fábio.

Acontece que minha avó não achou nenhum pote plástico com tampa. Na pressa, eu disse para deixar sem tampa mesmo, que eu teria cuidado (tragédia anunciada depois da minha frase cheia de certeza!).

Enfim, seguimos para casa. Quando chegamos, tirei o Vítor e o Dexter do carro e os coloquei no chão. Peguei a Clara no colo e depois minha bolsa e o tal do pote com o bolo.

Fomos subir as escadas do prédio e me distrai por um instante para ajudar o Vítor. Adivinha o que aconteceu? A dona Clara enfiou a mão com tudo na cobertura do bolo.

Agora, imagina a cena: eu, com uma bolsa pendurada, a Clara no colo, tentando segurar a mão dela suja de chocolate e tendo que impedir o Vítor de subir sozinho. Ainda tinha o Dexter nos meus pés, apavorado com os meus gritos (pessoa histérica, a gente vê por aqui).

O Fábio nos ouviu, desceu e ajudou a resolver a situação. No fim, terminei com a blusa toda suja. E a Clara? Também se sujou todinha, tinha chocolate até perto da orelha. Sem falar que não perdeu a oportunidade de dar uma lambida na meleca. E nada de cara feia para o gosto do doce.